39.0481, -77.4728
  • ITAIPAVA

    24 e 25 de agosto

    Itaipava

    Petrópolis– RJ

    -22.903730, -43.609380 Increva-se Saiba Mais
  • ESTRADA REAL

    28 e 29 de setembro

    Estrada Real

    Tiradentes – MG

    -21.110108, -44.173202 Inscreva-se Saiba Mais
  • ILHA GRANDE

    05 e 06 de Outubro

    Ilha Grande

    Angra dos Reis – RJ

    -12.574687, -38.004731 Inscreva-se Saiba Mais
  • INDAIATUBA

    02 e 03 de Novembro

    Indaiatuba

    Indaiatuba – SP

    -23.112450, -47.216160 Inscreva-se Saiba Mais
  • BUZIOS

    30 de novembro e 01 de dezembro

    Búzios

    Armação dos Búzios – RJ

    -22.752792, -41.884151 Inscreva-se Saiba Mais
  • COSTA VERDE

    9 e 10 de Fevereiro

    Costa Verde

    Mangaratiba - RJ

    -22.949793, -44.074256 Resultados Inscreva-se Saiba Mais
  • BRAZIL

    11 e 12 de Maio

    BRAZIL

    Ilhabela – SP

    -23.112450, -47.216160 Resultados Inscreva-se Saiba Mais
  • OURO PRETO

    01 e 02 de Junho

    OURO PRETO

    Ouro Preto – MG

    -20.3948400, -43.5051700 Resultados Inscreva-se Saiba Mais
  • PRAIA DO FORTE

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    Praia do Forte

    Mata do São João – BA

    -12.574687, -38.004731 Resultados Inscreva-se Saiba Mais
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    Agulhas Negras

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    Privilégio feminino: grávida de quatro meses já participou do XTERRA

    Paulista Mahira Braga correu 6,5K e nadou 1,5K na última edição de 2018

     

    “A gravidez é uma fase difícil na vida da mulher!” Quantas vezes você já ouviu esta afirmação? Várias, provavelmente. Virou senso comum a ideia de que estar grávida seja um período de limitações e complicações na vida feminina. É evidente que há casos e casos, mas o fato é que, para muitas, o momento é inspirador e não impossibilita os exercícios físicos. A maior prova disto esteve presente no XTERRA Paraty de dezembro de 2018, Mahira Braga.

     

    Ex-embaixadora XTERRA, a paulista descobriu que estava esperando seu primeiro filho no último mês de setembro. Como já estava inscrita no triathlon para a edição de encerramento da temporada 2018, – inclusive seria sua estreia como profissional na modalidade – ela não quis perder a viagem para o Rio de Janeiro e consultou sua obstetra de confiança. Após a autorização médica, Mahira conseguiu cancelar a inscrição na prova mais puxada e preferiu correr a trail run 6,5K e nadar o swim challenge 1,5K, focando mesmo em curtir o visual acompanhada de Bento, nome escolhido para o herdeiro em conjunto com o marido Leonard Moreira.

     

    Mahira durante a trail run 6,5K em Paraty

    “Assim que descobri a gravidez, já pensei em não parar de praticar esportes. Chamei minha irmã, que também é aluna, e fomos correr a shor trail run. Lá em Paraty acabei sentindo vontade de fazer a natação também, mas esperei todo mundo largar e entrei na água por último para fugir daquele ‘empurra empurra’ tradicional em provas aquáticas. Fiz o ritmo mais lento da minha vida, mas fiquei feliz demais porque foram as primeiras provas do Bento”, confessou Mahira.

     

    Sobre a estreia na elite do triathlon, Mahira Braga ainda não sabe quando será, mas cogita voltar ao XTERRA no fim do ano. “Agora estamos morando em São Bento do Sapucaí e lá não tem piscina, mas pretendo me matricular em alguma academia de São José dos Campos, que é onde meu marido trabalha. Quem sabe eu volte para o XTERRA depois de outubro! Porém é tudo projeto para depois do nascimento do bebê, que está previsto para 12 de maio, bem no Dia das Mães e data da etapa mais importante do circuito, o XTERRA Brazil, em Ilhabela”, revela a triatleta.

     

    Leonard e Mahira, casal off-road

     

     

    A equipe do XTERRA Brazil deseja parabéns ao casal Mahira e Leonard e muita saúde e conquistas ao Bento, que em breve será mais um integrante do cenário esportivo off-road. E em pleno início de mês feminino, nada melhor que uma história de gravidez para homenagear e orgulhar todas as mulheres que fizeram e fazem parte do mundo XTERRA. Parabéns meninas, vocês são inspiradoras!

    Fiorella Mattheis e Fernanda Keller marcam presença no XTERRA Paraty 2018

    Fiorella ergueu os braços ao final da trail run 6,5km em Paraty. Foto: Foco Radical

     

    O XTERRA Brazil Tour encerrou a temporada de 2018 com multidão em Paraty. Dentre os mais de 3.000 presentes no maior festival de esportes off-road do mundo, duas presenças ilustres se destacaram na prova de trail run 6,5 km, a atriz e modelo Fiorella Mattheis e a triatleta profissional Fernanda Keller.

     

    Para honra e sorte do XTERRA Brazil, Fiorella escolheu o evento para debutar em uma competição oficial. Na verdade, a escolha foi mais uma convocação, como explica a própria: “Foi minha primeira corrida na vida, já corro desde os 15 anos, mas nunca havia participado de nenhuma prova. Os meus amigos criaram um grupo no what’s app e falavam sobre o evento todo dia, ou seja, fui convocada por eles”, comentou com bom humor, aproveitando para elogiar o XTERRA. “Achei tudo ótimo, nada difícil como as pessoas acham, o tempo estava fresquinho e eu prefiro correr assim, é bem melhor que correr no ‘calorão’. Além de tudo isso, Paraty é especial, uma cidade maravilhosa”, completou.

     

    Se a atriz prefere o tempo fresco e menos abafado, a triatleta Fernanda Keller deixou bem clara a sua preferência climática: “Eu amo o calor, acho que aquele ‘solão’ forte dá um brilho em tudo, a água fica mais azul, sabe? O percurso foi superdivertido, o fato de ter lama torna o desafio mais complicado, porém a gente ganha mais histórias para contar depois”, afirmou.

    Fernanda Keller correu os 6,5 km para se divertir com os amigos. Foto: Fabio Quirelli / Foco Radical

    Apesar de todo o preparo físico e a experiência de mais de 24 anos como profissional, a veterana explicou o motivo de não participar de sua modalidade favorita, o triathlon. “Hoje vim para celebrar com amigos e incentivar o pessoal que está começando. Acho legal ter todos os tipos de esporte, mountain bike, corrida, natação e outros, o importante mesmo é ter cada vez mais eventos desse estilo, ter mais gente envolvida com o esporte em geral. Praticar esportes não é só para quem é profissional, é para qualquer um que se mexa. Triathlon fica mais difícil por causa da bike por enquanto, mas ano que vem eu venho correr de novo”, prometeu a mulher mais influente do esporte segundo a revista americana Forbes, em 2013.

    Brasileiros se destacam no XTERRA Trail Run World Championship 2018

    11° mundial teve Douglas Gouveia, Joseilton Santos e Geisla dos Santos no pódio; Norte-americanos Joe Gray e Dani Moreno foram campeões pelo segundo ano seguido

     

    O trail run é cada vez mais praticado no Brasil e com a ascensão do esporte, os brasileiros de elite começam a surgir e mostrar ao mundo suas capacidades. É o caso de Douglas Gouveia, Joseilton Santos e Geisla dos Santos, que são consagrados em território canarinho e já apresentaram suas credenciais em terras internacionais.

     

    No último domingo, 2 de dezembro, aconteceu o XTERRA Trail Run World Championship no Kualoa Ranch, em Kaneohe, no Havaí.  O trio brazuca havia conseguido índice para participar do mundial após a etapa XTERRA Brazil, em Ilhabela. Pela primeira vez disputando uma prova internacional, o nervosismo era natural.

     

    “Fui um pouco tensa, porém confiante ao mesmo tempo. Meu objetivo era ficar entre as 10 melhores atletas do mundo e estou muito feliz por ter conseguido”, revelou a ilhabelense Geisla dos Santos, que ficou em 9° lugar geral e em 2° em sua categoria (30 a 34 anos).

     

    Além das conquistas no Havaí, Geisla foi pentacampeã de trail run 21 km no Brasil. De forma antecipada, a atleta da G-Ilhabela, ganhou pelo quinto ano consecutivo o ranking XTERRA, e, receberá sua merecida premiação na primeira etapa da temporada de 2019.

     

    Geisla dos Santos posou com sua medalha no Havaí

     

    Já Douglas Gouveia, foi o melhor brasileiro na corrida geral. Terminou em 5° lugar, atrás de atletas super consagrados como o tetracampeão mundial Joe Gray e o campeão norte-americano Brett Hales, por exemplo. Douglas largou na linha de frente e logo acelerou o passo para garantir sua honrosa posição, igualando assim o feito do mineiro Antônio Gonçalves, quinto colocado no mundial de 2017.

     

    Por fim, o macaense Joseilton Santos estava na liderança do ranking nacional e bastava chegar na quarta colocação em Paraty para ser o campeão brasileiro. Porém, o sonho de fazer história nos Estados Unidos o fez abdicar de um título praticamente certo. O que ele não sabia é que o destino te daria uma glória em troca. Joseilton finalizou a corrida havaiana em 1:38:00, o que lhe rendeu a 7° colocação e o título em sua categoria (40 a 44 anos).

     

    Joseilton aproveitou para estampar seu amor pela cidade de Macaé, no Rio de Janeiro (bandeira de Macaé)

     

    “Gratidão a Deus por mais um sonho realizado. Estou feliz demais com meu resultado e por ter representado bem o meu querido povoado de Macaé. Agora é treinar para 2019 e tentar garantir o ranking nacional também”, relatou Joseilton.

     

    Os grandes campeões mundiais foram novamente Joe Gray e Dani Moreno, ambos norte-americanos de boa história no mundo off-road. Ele levantou seu quarto título mundial, enquanto ela foi bicampeã seguida.

     

    Confira os melhores momentos do XTERRA Trail Run World Championship 2018:

    XTERRA define campeões de 2018 após etapa lotada em Paraty

    3.200 pessoas prestigiaram última edição do ano, onde mais de 2.500 atletas competiram e decidiram suas colocações finais no Triathlon, Trail Run, MTB e Swim

     

    Os dias chuvosos que antecederam o XTERRA Paraty, disputado nos dias 1 e 2 de dezembro, na Praia do Pontal, deixaram o solo da região bem pesado e enlameado, porém isso tornou as provas mais divertidas para os amadores e mais técnicas para os profissionais. Mais de 2.500 atletas participaram de um festival bem descontraído no litoral do Rio de Janeiro, com um fechamento de temporada empolgante principalmente nas disputas do triathlon masculino e do MTB feminino e masculino, que ainda não tinham campeões definidos.

     

    O clima familiar e bem-humorado tomou conta da Arena XTERRA já na sexta-feira (30/11) durante a entrega de kits e o simpósio de triathlon. Cerca de 3.200 pessoas estiverem presentes durante os dois dias de competições, seja participando ou assistindo. Alguns até se impressionaram com o desempenho dos profissionais, como o português Bruno Valente, que realizou a trail run diurna e a noturna, ambas com 6,5 km de distância, mas teve sua atenção voltada mesmo para a prova de 21 km.

     

    “O Antônio teve um desempenho extraordinário, com um pace monstruoso, ao nível de um maratonista da elite mundial. É incrível ver uma performance assim no meio do mato”, afirmou Bruno, aproveitando para elogiar o XTERRA Brazil: “Gostei muito do evento brasileiro, achei bem melhor que o de Portugal, que nunca participei apesar da vontade, mas já assisti e não passa a mesma energia”, comparou.

     

    Antônio Gonçalves, bicampeão do ranking XTERRA teve performance em Paraty comparada a de um maratonista.

     

    Trail Run 21km

    Como o “gajo” antecipou, a trail run 21 km foi um verdadeiro espetáculo para os amantes de corrida. O mineiro Antônio Gonçalves precisava chegar em primeiro lugar para ser campeão do ranking de 2018 e não tomou conhecimento da chuva, dos adversários e do solo escorregadio. Com uma sensacional média de 3:50 a cada km, o atual campeão de 2017 deu um show e se sagrou bicampeão. Entre as mulheres a campeã foi a ilhabelense Geisla dos Santos, que já havia conquistado o título por antecipação e não esteve presente em Paraty porque estava representando o Brasil no XTERRA World Championship, no Havaí, disputado no domingo (2/12). Geisla, que é pentacampeã de trail run 21 km do XTERRA nacional, ficou em 9° lugar geral no mundial e em 2° em sua faixa etária. A vencedora em Paraty foi Lúcia Sousa, da RA Assessoria Esportiva.

     

    “O resultado no Havaí foi ótimo, consegui atingir meu objetivo de ficar no top 10 do mundo e já garanti minha vaga para 2019. Ainda coloquei o Brasil no pódio ficando em segundo em minha categoria. Tudo maravilhoso”, comentou Geisla.

     

    Geisla fez bonito no Havaí, com um 9° lugar geral e 2° em sua categoria de 20 a 29 anos.

     

    Triathlon

    A prova mais esperada era a de triathlon e o motivo era simples: três competidores tinham chances de título. Felipe Moletta, atual hexacampeão do circuito (2011, 2012, 2013, 2014, 2016, 2017) era o único que dependia apenas de si próprio. Usando toda sua experiência e frieza, o paranaense não deu chance ao azar e manteve seu lugar no topo, com uma vitória sobre os rivais Diogo Malagon e Rafael Juriti, que terminaram em 2° e 4° lugares respectivamente. Agora heptacampeão, Moletta foi o segundo a sair da água, atrás de Hugo Barbosa somente, mas na parte do pedal, como sempre, o campeão mostrou sua força, completando o percurso três minutos mais rápido que o segundo ciclista mais veloz, Rodrigo Altafini. Moletta completou a prova em 02:03:10 e comemorou com seu filho João Moletta.

     

     

    Já na categoria feminina, a fenomenal Sabrina Gobbo já havia garantido seu pentacampeonato em agosto, mas voltou a vencer em Paraty. A segunda colocada na etapa e no ranking foi Laura Mira. Além de troféus e descontos para a próxima temporada, o triathlon  do XTERRA tem premiação em dinheiro para os três primeiros colocados do ano, onde os valores são de R$ 5.940,00, R$ 3.780,00 e R$ 2.160,00 respectivamente.

     

    MTB Cup Pro

    O ranking de mountain bike teve apenas Edivando de Souza (2015) e Sidnei Fernandes (2016 e 2017) como campeões até hoje. Na atual temporada, tivemos um campeão inédito, o mineiro Daniel Grossi, que dominou a prova paritiense, chegando 13 segundos à frente de Sidnei, que ficou com o vice-campeonato também. Edivando ficou com a 3° colocação. No feminino, a “guerra” entre Sofia Subtil e Roberta Stopa se fez desde a primeira etapa do ano, em março. Desde então, ambas foram vencendo alternadamente, com a rival e amiga chegando sempre em segundo. Sendo assim, quase empatadas, as ciclistas decidiriam o ano em Paraty. Deu Sofia, que conquistou o bicampeonato com uma performance segura e tranquila, chegando com 01:33:40, em seguida vieram Sabrina Gobbo (3° geral em 2018) com 01:36:25 e Stopa (vice-campeã 2018), com 01:43:15. O ranking de MTB tem a mesma premiação em dinheiro que o triathlon.

     

    Bastante sujo de lama, Grossi comemorou o título de 2018 empenando sua bike.

     

    OBS: O percurso do MTB Cup Pro em Paraty precisou sofrer uma alteração por questões de segurança devido à chuva, que triplicou a dificuldade do trajeto. Ao invés de 44km, os atletas pedalaram 22 km.

     

    Swim Challenge 1,5 km e 3 km

    Na parte aquática, o famoso Swim Challenge do XTERRA, já estava tudo resolvido entre os homens. Na categoria de 1,5 km, Daniel Costa Cunha, campeão em 2017, manteve o título com um bicampeonato perfeito no primeiro semestre (3 vitórias consecutivas). Nos 3km, o ex-atleta da seleção brasileira de natação, Artur Pedroza, voltou a ser campeão por antecipação. Foi o 4° título consecutivo da “fera dos mares”, que além de ser multicampeão, é embaixador XTERRA e membro do Hall da Fama XTERRA. Artur não esteve presente em Paraty e Daniel competiu na prova dos 3km, onde foi vice-campeão geral. Os vencedores da etapa foram Renato Donha (1,5km) e Pedro Paz (3km).

     

    Já entre as nadadoras, Clarissa Brito venceu a distância mais curta superando Patrícia de Oliveira, mas não foi o suficiente para superá-la no ranking. Patrícia foi a campeã de 2018 e Clarissa foi a vice-campeã novamente (já tinha sido em 2017). Nos 3km, vitória de Laura Poli na etapa e troféu dourado de ranking 2018 para Mirella Salomon.

     

    O XTERRA Paraty foi apresentado pelo SESI e teve apoio da Speedo e da Maçãs Turma da Mônica.

     

    O ranking de todas as modalidades do XTERRA Brazil Tour 2018 pode ser conferido em http://xterrabrasil.com.br/tour/rankings-2018/#1542912027959-e9d0d1b1-76bb .

    Sonho de “gente grande”

    Aos 9 anos de idade, Luis Felipe Vitorino traçou e realizou um objetivo: participar da corrida kids do XTERRA Camp Ilha do Mel bancando sua própria inscrição

     

    No Paraná, mais precisamente em Maringá, cidade com mais de 350 mil habitantes, vive Luis Felipe Vitorino, uma criança de 9 anos de idade, cuja perseverança e maturidade impressionam e geram esperança em uma família humilde. Criado de forma simples pela mãe Mônica e pelo padrasto Lucas, em uma casa sem internet por exemplo, o jovem aprendeu a sonhar cedo demais.

     

    Felipe, como prefere ser chamado, participou de uma corrida local em Maringá, no início do último mês de maio. Foi sua primeira aparição em algo relacionado ao atletismo e ali, teve conhecimento do XTERRA, através de comentários dos adultos. Curioso e movido por um sonho em formação, o menino pesquisou pelo maior evento de esportes off-road do mundo e se encantou com o que viu. “Aprendi que o XTERRA é o que reúne tudo de melhor nas corridas e me impressionei com as fotos e vídeos lindos”, revelou Felipe Vitorino.

     

    O sonho passou a existir: participar de uma etapa do XTERRA. A mais próxima de sua casa seria a etapa em Ilha do Mel, nos dias 10 e 11 de novembro. Meta estabelecida, mas, no entanto, faltava a verba, pois o padrasto ganha um salário modesto em seu serviço como auxiliar de pedreiro e a mãe está sem trabalhar por incapacidade física. Começaria então a sua primeira maratona, a de arrecadar fundos para concretizar a nova paixão. Nada que assustasse o pequenino, que realiza todos os serviços domésticos há mais de um ano, devido às condições de sua mãe. Dona Mônica nasceu com uma leve paralisia no lado direito do corpo e a lesão agravou no momento do parto de Felipe, mas só a impossibilitou de realizar atividades em setembro de 2017.

     

    Felipe e sua mãe Mônica

     

    “Quando o Felipe nasceu tive uma pré-eclâmpsia porque passou da hora dele nascer e forçamos um parto normal, isso agravou minha condição no lado direito do corpo, mas sempre trabalhei em lugares pesados, como abatedouros e frigorífico de frango, por exemplo. Quando foi 15 de setembro de 2017 eu fui fazer um trabalho e dei um mal jeito na coluna. Aí tive tendinite no pescoço e cervicalgia, foi onde perdi os movimentos do lado esquerdo e danificou de vez o direito. Fiquei 3 meses sem movimentar os dois lados. Hoje em dia, com muita fisioterapia, fé e tomando a medicação, já voltou meu lado esquerdo, mas não mexo mão, braço, perna e pé direitos”, explica Mônica.

     

    Felipe começou a produzir bolos, brigadeiros, pulseiras indianas, bolsinhas de tricô e rifou uma cesta de doces para juntar a quantia necessária para correr no XTERRA Kids em Ilha do Mel. Após alguns dias de trabalho duro, vendendo seus acessórios e quitutes de porta em porta em Maringá, o menino conseguiu o dinheiro para realizar a inscrição e pagar um almoço para ele e sua mãe durante a estadia na Ilha. No dia do evento (10 de novembro), Felipe utilizou o app “Blá Blá Car” para pegar carona até Curitiba e depois até Paranaguá, onde conseguiram estadia na casa de um primo distante. Foram 10 horas de viagem e muita ansiedade, mas o objetivo foi atingido com muita força de vontade. Agora uma nova meta está traçada.

     

     

    “Fiquei feliz demais, agradeço à equipe do XTERRA e a todos que me ajudaram a chegar na Ilha do Mel. Eu adorei tudo e agora já quero ir também na etapa de Paraty, no Rio de Janeiro, que será no dia do meu aniversário de 10 anos, 2 de dezembro”, revelou Felipe.

     

    O caminho até Paraty foi ainda mais longo, mas o jovem contou com a ajuda financeira da Ric TV (TV Recorda do Paraná) e da organização do XTERRA, que cedeu hospedagem para ele e a mãe, além e bancar toda a alimentação durante os dois dias de estadia. Em Paraty, Felipe voltou a ficar em primeiro em sua bateria no XTERRA Kids, ganhou presentes da Speedo, uma merecida homenagem em cima do pódio dos adultos, além de um bolo de aniversário e um parabéns especial cantado pela equipe XTERRA.

    XTERRA encerra temporada 2018 com nova etapa em Paraty, RJ

    Edição irá definir os campeões dos rankings gerais e de faixa etária de cada modalidade; Cerimônia de premiação será em festa no Empório Mercante

     

    A 14° temporada do XTERRA Brazil Tour será encerrada após a última edição do ano, a chamada XTERRA Paraty, disputada em 01 e 02 de dezembro, no litoral do Rio de Janeiro. A cidade deve receber mais de 2.000 atletas amadores e profissionais para competirem nas modalidades de Triathlon, Trail Run 6,5 km, Trail Run 21 km, Night Run 6.5 km, MTB Cup Sport (27,5 km), MTB Cup Pro (38 km), Swim Challenge 1,5 km e 3 km e a corrida Kids para a criançada. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas em https://goo.gl/yUrJWZ.

     

    A Praia do Pontal será a sede das competições, onde ficará montada a arena do evento, com o palco principal, tendas de parceiros e food trucks, por exemplo. No fim da tarde de sábado (01) ocorrerá a entrega da honraria de Hall da Fama XTERRA a dois triatletas que ainda não receberam a homenagem, Alexandre Manzan e Rodrigo Altafini. Às 22h, no Empório Mercante, localizado na Vila Colonial, começará a cerimônia de premiação do ranking de 2018, ou seja, os grandes campeões da temporada 2018 receberão seus troféus e cheques (apenas para as modalidades Triathlon e MTB Cup Pro, que possuem premiação também em dinheiro).

     

    Quatro atletas já garantiram seus canecos por antecipação. São eles: Daniel Costa Cunha (bicampeão do Swim Challenge 1,5 km – 2017 e 2018) Artur Pedroza (tetracampeão do Swim Challenge 3 km – 2015, 2016, 2017 e 2018), Geisla dos Santos (pentacampeã da Trail Run 21 km – 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018) e Sabrina Gobbo, que entrou para a história do evento quebrando um recorde no Triathlon. A paulista é a primeira mulher pentacampeã na modalidade (2014, 2015, 2016, 2017 e 2018).

     

    Sabrina Gobbo entra para a história do XTERRA de vez, sendo a primeira mulher pentacampeã de triathlon. Foto: Thiago Lemos

     

    O ponto alto para os fãs de esportes off-road será a disputa do triathlon masculino, onde Rafael Juriti, Felipe Moletta e Diogo Malagon chegam com chances de título. Juriti, atual líder do ranking com 463 pontos, pelo regulamento, só poderá somar mais 40 pontos, mesmo que vença em Paraty. Com isso, Moletta (atualmente com 443 pontos) fica muito próximo de conquistar seu heptacampeonato no XTERRA, já que uma segunda colocação, por exemplo, renderá 90 pontos a mais. Malagon tem 431 pontos e aparece também com boas condições de ganhar o seu bicampeonato (foi campeão em 2015), porém precisará ficar pelo menos duas posições à frente de Moletta no XTERRA Paraty. Além de troféus e descontos para a próxima temporada, o   triathlon   do   XTERRA    tem premiação em dinheiro para os três primeiros colocados do ano, onde os valores são de R$ 5.940,00, R$ 3.780,00 e R$ 2.160,00 respectivamente.

     

    Rafael Juriti é o atual líder do ranking de triathlon. Foto: Thiago Lemos

     

    No MTB, a disputa feminina está acirrada desde o início do ano, com o topo do ranking revezando entre Sofia Subtil e Roberta Stopa. Para o último capítulo desta “novela”, ambas chegam com confiança e precisando apenas superar a outra. Quem chegar à frente, independentemente da posição, será a campeã de 2018, já que apenas 10 pontos as separam momentaneamente. Entre os homens, o embaixador do XTERRA   Edivando de Souza está com uma “mão na taça” (269 pontos, 56 à frente do vice Mauro Átila e 96 à frente do terceiro, o atual campeão, Sidnei Fernandes) e só um desastre poderá tirar seu bicampeonato. Ele foi campeão em 2015.

     

    O ciclista Edivando de Souza está próximo de ser bicampeão do circuito XTERRA. Foto: Thiago Lemos

     

    Famosa por suas praias, pela importância histórica e pela tradicional Rua das Pedras, Paraty é uma etapa popular e muito comemorada por todos. “Paraty é uma cidade muito querida e vem ganhando cada vez mais força entre os atletas. É um lugar muito rico de história, com uma diversidade grande de solo e um visual magnífico, com aquele clima tropical que todo mundo adora. Acredito que seja um destino único de viagem e o XTERRA é isso: mais que esporte e lazer, nós oferecemos a oportunidade de realizar uma miniférias em família com direito a conhecer pessoas, gastronomias e culturas diversas”, comenta Gabriela Corrêa, gerente do XTERRA no Brasil.

     

    O XTERRA Paraty é apresentado pelo SESI e tem apoio da Speedo e da Maçãs Turma da Mônica.

    Último vencedor em 2017, Eduardo Lass fala sobre planos futuros

    Em sua primeira participação, paranaense venceu no Triathlon em Paraty desbancando o campeão do ranking Felipe Moletta; Mundial XTERRA e Olimpíadas do Japão são os próximos objetivos

     

     

    A etapa era Paraty, a modalidade era Triatlhon e a categoria era elite masculina. Para todos os competidores e fãs do XTERRA o favorito para tornar a vencer era o paranaense Felipe Moletta, campeão do ranking nos últimos seis anos e já participando com o novo caneco confirmado antecipadamente. Porém o conterrâneo de Moletta, Eduardo Lass, em sua primeira participação no XTERRA, surpreendeu a todos ao cruzar a linha de chegada antes do favorito. No entanto, uma pessoa já contava com o triunfo, ele mesmo.

     

    “Já tinha uma ideia de como a disputa aconteceria e esperava que fosse sair na frente na natação, como foi, mas que seria ultrapassado rapidamente na bike, pois o MTB de terra é muito diferente do de asfalto, que é o que estou acostumado a praticar. Na terra requer muita técnica e coragem em certos momentos, porque tem certos riscos. O Moletta me ultrapassou na reta final e a decisão ficou na corrida mesmo, onde felizmente consegui ir muito bem e ser melhor que ele. Atingi o objetivo e eu esperava isso sim, pois treino muito”, revelou o curitibano de 26 anos.

     

    A ambição do triatleta não se restringiu a Paraty. Lass ainda pretende competir no XTERRA em 2018, já se deslumbra com o mundial no Havaí e tem o grande sonho de participar de uma Olimpíada. “Gostei bastante do XTERRA, é uma vibe diferente, parabenizei a todos da organização e voltarei. Já vi o calendário novo e o planejamento é competir em casa (Ilha do Mel, PR), na Praia do Rosa e em Ilhabela para tentar a classificação para o mundial nos EUA, que é algo a ser estudado ainda, mas há grandes chances. O meu maior sonho profissional é representar o Brasil nos Jogos Olímpicos e terei dois anos para estar bem posicionado no ranking da corrida olímpica e conseguir a vaga”, prospecta.

     

    A fórmula para alcançar os objetivos é a mesma há oito anos, quando se tornou profissional: o treinamento diário. “Treino todo dia com muita força, sem preguiça, mas existem alguns períodos de descanso que me possibilitam folgar em alguns domingos, mas não são muitos”, explica Eduardo Lass, que teve forte apoio familiar para seguir a carreira e hoje vive exclusivamente do esporte e da Força Aérea Brasileira, pela qual é 3° Sargento e está inserido no quadro de atletas de alto rendimento da entidade.

     

    Eduardo Lass cruzando a linha de chegada em Paraty. Foto: Bruno Meneghitti

     

    Graças ao patrocínio da Comercializadora de Energia Tradener, Lass recebe todo tipo de suporte necessário para manter o nível de suas performances. Fica a torcida de toda a família XTERRA para que o paranaense consiga realizar seu sonho de competir nas Olimpíadas de Tóquio em 2020, mas que também represente o Brasil no Mundial XTERRA em outubro.

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