37.751, -97.822
  • INDAIATUBA

    02 e 03 de Novembro

    Indaiatuba

    Indaiatuba – SP

    -23.112450, -47.216160 Inscreva-se Saiba Mais
  • BUZIOS

    30 de novembro e 01 de dezembro

    Búzios

    Armação dos Búzios – RJ

    -22.752792, -41.884151 Inscreva-se Saiba Mais
  • COSTA VERDE

    9 e 10 de Fevereiro

    Costa Verde

    Mangaratiba - RJ

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  • BRAZIL

    11 e 12 de Maio

    BRAZIL

    Ilhabela – SP

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  • OURO PRETO

    01 e 02 de Junho

    OURO PRETO

    Ouro Preto – MG

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  • PRAIA DO FORTE

    08 e 09 de Junho

    Praia do Forte

    Mata do São João – BA

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  • AGULHAS NEGRAS

    13 e 14 de Julho

    Agulhas Negras

    Visconde de Mauá - Resende/RJ

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  • ITAIPAVA

    24 e 25 de agosto

    Itaipava

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  • ESTRADA REAL

    28 e 29 de setembro

    Estrada Real

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    Ilha Grande

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    Dobradinha neozelandesa no triathlon marca XTERRA Brazil 2019

    Triatletas Sam Osborne e Samantha Kingsford dominam e vencem pela primeira vez em solo brasileiro

     

    Ocorreu no último fim de semana (11 e 12) a 2° edição do XTERRA Brazil Tour 2019, a chamada XTERRA Brazil, em Ilhabela, região litorânea de São Paulo. O evento, que contou com patrocínio da Prefeitura de Ilhabela, atraiu mais de 2.300 atletas inscritos nas modalidades de trail run (5K, 10K, 10K noturna e 21K), swim challenge (1,5K e 3K), aquathlon (natação + corrida), corrida kids e o “carro chefe” triathlon (natação + MTB + corrida). Tido como o principal esporte do festival, o triathlon desta etapa específica rendeu 50 vagas para a disputa do XTERRA World Championship, realizado em 28 de outubro, em Maui, no Havaí.

     

    O sábado (11) do XTERRA Brazil foi marcado pela dobradinha neozelandesa no triathlon. Pela primeira vez em uma competição brasileira, o casal de amigos Sam Osborne, 3° colocado no XTERRA World Championship 2018 e Samantha Kingsford, não sentiram o incômodo do forte calor do litoral e garantiram o lugar mais alto do pódio, além da quantia de $2.300 cada um, com duas performances incontestáveis. É o segundo ano seguido em que atletas da Nova Zelândia se destacam no Brasil. Em 2018, o triatleta Kieran McPherson foi o grande vencedor.

     

    Sam, que também já havia sido o campeão do XTERRA Nova Zelândia (6 de abril), foi o segundo atleta a finalizar o trecho inicial da prova, o aquático, na formosa Praia do Perequê. Saindo da água apenas atrás de Marcus Fernandes, o oceânico “voou baixo” nos 24,5km de mountain bike e assumiu a liderança dali até o fim, com os 8,5km de corrida. “Foi a prova mais difícil que já fiz até hoje. O calor é bem complicado, muito sol mesmo, mas eu estava preparado. O trecho da bike foi muito técnico, mas consegui me sair bem também. A prova, num geral, foi excelente! Estou feliz com essa vitória e com certeza voltarei ainda mais forte em 2020”, prometeu Sam Osborne.

     

    Pódio feminino do triathlon

    O paranaense Felipe Moletta, maior campeão da história do XTERRA no Brasil, ficou com a 2° colocação. O alemão Sebastian Neef, o paulista Diogo Malagon e o santista Marcus Fernandes completaram o pódio masculino. Entre as mulheres, Sabrina Gobbo, atual pentacampeã do ranking XTERRA e vencedora da edição em Ilhabela nos últimos cinco anos, não conseguiu repetir o sucesso máximo e ficou com a 3° colocação, sendo superada pela estreante Samantha Kingsford e pela chilena Valentina Carvallo. Laura Mira e Mirian Damásio ficaram com o 4° e o 5° lugar respectivamente.

     

    Markinhos brilhou no aquathlon, mas não conseguiu o resultado esperado no triathlon

     

    Vencedor do triathlon na 1° etapa do ano, em Mangaratiba, Marcus Fernandes, o Markinhos, ficou em 5° lugar em Ilhabela, mas também participou da prova de aquathlon por diversão e terminou na primeira colocação. No feminino Ana Carla Prade foi a grande campeã da modalidade que une corrida e natação em águas abertas.

     

     

     

     

     

     

     

     

    Trail run 21K

    Na trail run 21K, que também foi qualificatória para o Mundial no Havaí, porém a ser disputado em dezembro, tivemos uma grande surpresa na categoria feminina. Geisla dos Santos, natural de Ilhabela e pentacampeã nacional da modalidade, ficou “apenas” com a 5° colocação geral. A corredora jamais havia perdido em sua terra natal. “Eu comecei bem, mas senti uma dor forte na região lombar durante o percurso e preferi não forçar, então andei por um tempinho e depois voltei a correr. Estou me preservando para o mundial, lá no Havaí, então não preciso me sacrificar quando sinto algum desgaste ou dor. É melhor não agravar nada para chegar em dezembro 100%”, explicou Geisla.

     

    Erika Maria Vieira foi a grande campeã da prova, com um tempo de 02h07min55seg. Em 2° ficou Jéssica dos Reis, em 3° Vanessa Alonso e em 4° Michelle Alves. Na categoria masculina o campeão foi Raphael Valverde, dono da equipe Valverde Personal. O corredor já havia vencido os 21K também na 1° etapa do ano, em Costa Verde, no último mês de fevereiro e abriu vantagem considerável rumo ao título do ranking de 2019. Completaram o pódio: André Ferreira, Eduardo de Brito, Manoel de Jesus Filho e o carismático macaense Joseilton Santos.

     

    Érika Maria Vieira venceu a Trail 21K

     

     

    Swim Challenge (1,5km e 3km) 

    Artur Pedroza

     

    Nas duas distâncias de natação, o carioca Artur Pedroza, sempre ele, foi o rei! Vencedor nos 3K, onde já é tetracampeão nacional (2015, 2016, 2017 e 2018), e vencedor também nos 1,5K. Na prova mais curta tivemos uma disputa entre Arthur e Patrick Winckler, membros Hall da Fama XTERRA. A batalha dos dois nadadores de alta performance e muita história dentro do evento foi aplaudida e muito elogiada pelo público presente.

     

     

     

    O reinado de Artur entre os homens foi o mesmo conquistado pela jovem Vitória Farabulini entre as mulheres. A prodígio de apenas 15 anos ganhou as duas provas aquáticas com muita autonomia e segurança, superando (nos 1,5 km) inclusive a campeã e a vice-campeã do ranking de 2018, Patrícia Lima e Clarissa Brito respectivamente. “Hoje é só felicidade! Dedico essa conquista à minha mãe, que está sempre comigo e é minha melhor amiga”, disse Vitória, lembrando da mãe na véspera do Dia das Mães.

     

    Vitória Farabulini, a prodígio do mar, ficou no topo do pódio feminino de natação

     

    Os resultados das outras modalidades (trail run 5K, trail run 10k, trail run 10K noturno e aquathlon) podem ser conferidos em www.xterrabrazil.com.br. O XTERRA Brazil 2019 foi apresentado pelo SESI e teve patrocínio da Prefeitura de Ilhabela. A próxima etapa do maior festival de esportes off-road do mundo no Brasil será o XTERRA Ouro Preto, em Minas Gerais, nos dias 1 e 2 de junho. Inscrições também no site.

    XTERRA define campeões de 2018 após etapa lotada em Paraty

    3.200 pessoas prestigiaram última edição do ano, onde mais de 2.500 atletas competiram e decidiram suas colocações finais no Triathlon, Trail Run, MTB e Swim

     

    Os dias chuvosos que antecederam o XTERRA Paraty, disputado nos dias 1 e 2 de dezembro, na Praia do Pontal, deixaram o solo da região bem pesado e enlameado, porém isso tornou as provas mais divertidas para os amadores e mais técnicas para os profissionais. Mais de 2.500 atletas participaram de um festival bem descontraído no litoral do Rio de Janeiro, com um fechamento de temporada empolgante principalmente nas disputas do triathlon masculino e do MTB feminino e masculino, que ainda não tinham campeões definidos.

     

    O clima familiar e bem-humorado tomou conta da Arena XTERRA já na sexta-feira (30/11) durante a entrega de kits e o simpósio de triathlon. Cerca de 3.200 pessoas estiverem presentes durante os dois dias de competições, seja participando ou assistindo. Alguns até se impressionaram com o desempenho dos profissionais, como o português Bruno Valente, que realizou a trail run diurna e a noturna, ambas com 6,5 km de distância, mas teve sua atenção voltada mesmo para a prova de 21 km.

     

    “O Antônio teve um desempenho extraordinário, com um pace monstruoso, ao nível de um maratonista da elite mundial. É incrível ver uma performance assim no meio do mato”, afirmou Bruno, aproveitando para elogiar o XTERRA Brazil: “Gostei muito do evento brasileiro, achei bem melhor que o de Portugal, que nunca participei apesar da vontade, mas já assisti e não passa a mesma energia”, comparou.

     

    Antônio Gonçalves, bicampeão do ranking XTERRA teve performance em Paraty comparada a de um maratonista.

     

    Trail Run 21km

    Como o “gajo” antecipou, a trail run 21 km foi um verdadeiro espetáculo para os amantes de corrida. O mineiro Antônio Gonçalves precisava chegar em primeiro lugar para ser campeão do ranking de 2018 e não tomou conhecimento da chuva, dos adversários e do solo escorregadio. Com uma sensacional média de 3:50 a cada km, o atual campeão de 2017 deu um show e se sagrou bicampeão. Entre as mulheres a campeã foi a ilhabelense Geisla dos Santos, que já havia conquistado o título por antecipação e não esteve presente em Paraty porque estava representando o Brasil no XTERRA World Championship, no Havaí, disputado no domingo (2/12). Geisla, que é pentacampeã de trail run 21 km do XTERRA nacional, ficou em 9° lugar geral no mundial e em 2° em sua faixa etária. A vencedora em Paraty foi Lúcia Sousa, da RA Assessoria Esportiva.

     

    “O resultado no Havaí foi ótimo, consegui atingir meu objetivo de ficar no top 10 do mundo e já garanti minha vaga para 2019. Ainda coloquei o Brasil no pódio ficando em segundo em minha categoria. Tudo maravilhoso”, comentou Geisla.

     

    Geisla fez bonito no Havaí, com um 9° lugar geral e 2° em sua categoria de 20 a 29 anos.

     

    Triathlon

    A prova mais esperada era a de triathlon e o motivo era simples: três competidores tinham chances de título. Felipe Moletta, atual hexacampeão do circuito (2011, 2012, 2013, 2014, 2016, 2017) era o único que dependia apenas de si próprio. Usando toda sua experiência e frieza, o paranaense não deu chance ao azar e manteve seu lugar no topo, com uma vitória sobre os rivais Diogo Malagon e Rafael Juriti, que terminaram em 2° e 4° lugares respectivamente. Agora heptacampeão, Moletta foi o segundo a sair da água, atrás de Hugo Barbosa somente, mas na parte do pedal, como sempre, o campeão mostrou sua força, completando o percurso três minutos mais rápido que o segundo ciclista mais veloz, Rodrigo Altafini. Moletta completou a prova em 02:03:10 e comemorou com seu filho João Moletta.

     

     

    Já na categoria feminina, a fenomenal Sabrina Gobbo já havia garantido seu pentacampeonato em agosto, mas voltou a vencer em Paraty. A segunda colocada na etapa e no ranking foi Laura Mira. Além de troféus e descontos para a próxima temporada, o triathlon  do XTERRA tem premiação em dinheiro para os três primeiros colocados do ano, onde os valores são de R$ 5.940,00, R$ 3.780,00 e R$ 2.160,00 respectivamente.

     

    MTB Cup Pro

    O ranking de mountain bike teve apenas Edivando de Souza (2015) e Sidnei Fernandes (2016 e 2017) como campeões até hoje. Na atual temporada, tivemos um campeão inédito, o mineiro Daniel Grossi, que dominou a prova paritiense, chegando 13 segundos à frente de Sidnei, que ficou com o vice-campeonato também. Edivando ficou com a 3° colocação. No feminino, a “guerra” entre Sofia Subtil e Roberta Stopa se fez desde a primeira etapa do ano, em março. Desde então, ambas foram vencendo alternadamente, com a rival e amiga chegando sempre em segundo. Sendo assim, quase empatadas, as ciclistas decidiriam o ano em Paraty. Deu Sofia, que conquistou o bicampeonato com uma performance segura e tranquila, chegando com 01:33:40, em seguida vieram Sabrina Gobbo (3° geral em 2018) com 01:36:25 e Stopa (vice-campeã 2018), com 01:43:15. O ranking de MTB tem a mesma premiação em dinheiro que o triathlon.

     

    Bastante sujo de lama, Grossi comemorou o título de 2018 empenando sua bike.

     

    OBS: O percurso do MTB Cup Pro em Paraty precisou sofrer uma alteração por questões de segurança devido à chuva, que triplicou a dificuldade do trajeto. Ao invés de 44km, os atletas pedalaram 22 km.

     

    Swim Challenge 1,5 km e 3 km

    Na parte aquática, o famoso Swim Challenge do XTERRA, já estava tudo resolvido entre os homens. Na categoria de 1,5 km, Daniel Costa Cunha, campeão em 2017, manteve o título com um bicampeonato perfeito no primeiro semestre (3 vitórias consecutivas). Nos 3km, o ex-atleta da seleção brasileira de natação, Artur Pedroza, voltou a ser campeão por antecipação. Foi o 4° título consecutivo da “fera dos mares”, que além de ser multicampeão, é embaixador XTERRA e membro do Hall da Fama XTERRA. Artur não esteve presente em Paraty e Daniel competiu na prova dos 3km, onde foi vice-campeão geral. Os vencedores da etapa foram Renato Donha (1,5km) e Pedro Paz (3km).

     

    Já entre as nadadoras, Clarissa Brito venceu a distância mais curta superando Patrícia de Oliveira, mas não foi o suficiente para superá-la no ranking. Patrícia foi a campeã de 2018 e Clarissa foi a vice-campeã novamente (já tinha sido em 2017). Nos 3km, vitória de Laura Poli na etapa e troféu dourado de ranking 2018 para Mirella Salomon.

     

    O XTERRA Paraty foi apresentado pelo SESI e teve apoio da Speedo e da Maçãs Turma da Mônica.

     

    O ranking de todas as modalidades do XTERRA Brazil Tour 2018 pode ser conferido em http://xterrabrasil.com.br/tour/rankings-2018/#1542912027959-e9d0d1b1-76bb .

    Rom Akerson e Lesley Paterson vencem XTERRA World Championship 2018

    O costa riquenho Rom Akerson foi às lágrimas com o título inédito. Foto: XTERRA Planet

     

    A 23° edição do XTERRA World Championship aconteceu no último dia 28 de outubro, na Ilha de Maui, no Havaí. Desta vez, mais de 700 triatletas de 44 países diferentes participaram da competição. Rom Akerson, da Costa Rica, foi o campeão na categoria masculina e a escocesa Lesley Paterson venceu entre as mulheres. Foi o primeiro título mundial de Akerson e o terceiro de Paterson, que já havia vencido em 2011 e 2012. Ambos arrecadaram $ 20.000 por seus respectivos triunfos.

     

    O percurso começou com a natação de 1,6 km na DT Fleming Beach, seguindo com o trecho de 29,8 km de mountain bike pelas montanhas de West Maui e terminando com uma trilha de 10,4 km em florestas, muita lama (já que em dias anteriores choveu bastante na região da costa noroeste de Maui) e areia da praia.

     

    Rom Akerson foi o quinto a sair da água e teve que perseguir grandes nomes do triathlon off road, como o campeão mundial de 2017, o sul-africano Bradley Weiss e o tricampeão Ruben Ruzafa, da Espanha. Inclusive, pelo sexto ano seguido, Ruzafa fez o melhor tempo no trecho de bicicleta e Weiss foi o mais rápido na trail run, porém no conjunto de tudo deu Akerson, que finalizou todo o trajeto com 2:52:41.

     

    “Eu não posso nem acreditar”, disse Akerson após cruzar a linha de chegada, cheio de emoção e com lágrimas de alegria em seus olhos. “Quando consegui a liderança e sabia que ia acontecer (a vitória), queria chorar, mas tinha de ficar repetindo para mim mesmo para continuar, que não podia chorar se ainda nao tivesse vencido”, concluiu o campeão.

     

    Veja os melhores momentos do XTERRA World Championship 2018:

    https://www.youtube.com/watch?v=BfGV6v1MTvg

     

    Antigo detentor do título, Bradley Weiss terminou na segunda colocação em 2018 e lamentou a performance aquática: “Tenho nadado bem durante todo o ano, mas hoje fiquei desapontado. Foi aí que perdi a prova, ironicamente, porque no ano passado eu disse que tinha sido onde ganhei. Dessa vez eu saí da água 50 segundos atrás e em 2017 eu saí na frente, direto para a bike. Enfim, perder um minuto é demais no triathlon”, ressaltou com desânimo.

     


    Bradley Weiss foi o melhor triatleta no trecho da Trail Run, mas ainda assim não foi o suficiente para conquistar o bi. Foto: XTERRA Planet

     

    A categoria feminina teve Lesley Paterson fazendo os tempos mais rápidos na corrida e na mountain bike. No mar, a escocesa teve um dos melhores desempenhos de sua carreira e atribuiu o sucesso à consistência do treinamento, que foi interrompido por cinco anos, enquanto ela lutava contra a doença de Lyme (infecção bacteriana transmitida por carrapatos) e lesões.

     

    “Trabalhei muito durante o verão, com muito treinamento de força e tempo na academia”, disse Paterson depois que a coroa de folhas foi colocada em sua cabeça. “Em vez de ficar frustrada com as condições em que eu me encontrava durante cinco anos, fiquei grata e feliz por estar viva e me recuperando. Posso ter ficado muito tempo parada, mas sempre me mantive serena”, finalizou.

     


    Paterson superou a doença de Lyme para voltar a ser campeã mundial do XTERRA. Foto: XTERRA Planet

     

    O brasiliense Rodrigo Braga foi o único brasileiro de elite (ao todo, 18 brasileiros estiveram presentes, porém 17 foram em categorias amadoras) a participar do XTERRA World Championship 2018. Rodrigo teve um imprevisto com a peça de câmbio da bicicleta por volta do km 4 e precisou empurrar a “magrela” nos últimos 12 km. Devido ao acidente, ele chegou na 30° colocação. “Tive que empurrar bastante minha bike e o tempo no MTB somou uma hora e pouco a mais por conta desse problema mecânico. Mas eu empurrei porque não queria abandonar a prova, então me orgulho por não ter desistido”, explicou Braga.

     

    Confira o TOP 10 do XTERRA World Championship 2018 masculino e feminino – elite:

     

    Masculino

    1°- Rom Akerson, Costa Rica

    2°- Bradley Weiss, África do Sul

    3°- Sam Osborne, Nova Zelândia

    4°- Ruben Ruzafa, Espanha

    5°- Josiah Middaugh, EUA

    6°- Mauricio Mendez, México

    7°- Karsten Madsen, Canadá

    8°-  Maxim Chane, França

    9°- François Carloni, França

    10°- Roger Serrano, Espanha

     

    Feminino

    1°- Lesley Paterson, Escócia

    2°- Michelle Flipo, México

    3°- Lizzie Orchard, Nova Zelândia

    4°- Suzie Snyder, EUA

    5°- Brigitta Poor, Hungria

    6°- Carina Wasle, Áustria

    7°- Julie Baker, EUA

    8°- Angela Niklaus, Suíça

    9°- Penny Slater, Austrália

    10°- Allison Baca, EUA

     

    Paulista estreante no XTERRA já venceu o câncer

    Edilson Amato, feliz ao fim da prova de MTB em Ilhabela. Foto: Hércules Rakauskas

     

    Quem olhava para Edilson Amato durante o domingo (13 de maio) do XTERRA Brazil, não imaginava que fosse sua estreia em uma competição de MTB. Bem familiarizado com a bike e à vontade sob a “magrela”, o veterano de 46 anos de idade sempre foi um esportista nato, daqueles que praticou várias modalidades, do futebol, passando pela musculação até chegar ao pólo aquático, por exemplo. Apoiado pela esposa Laura Amato, que correu e foi ao pódio (4° lugar geral) na Night Run 8,5 km no dia anterior, e pela filha Júlia, de 13 anos, Edilson completou a prova em 2h40min e garantiu ter se divertido muito em seu primeiro desafio off-road.  Porém a verdadeira dureza já havia sido travada fora das trilhas, contra o câncer, há quase 10 anos.

    Natural de Mogi das Cruzes, Edilson sofreu com dificuldades no aparelho urinário, e todos os exames realizados não apontavam qualquer problema. Meses depois, quando enfim detectaram a doença, ela já estava em estágio avançado e acumulada entre bexiga e próstata. Apesar do medo, o paulista sempre foi acalmado pelo médico Gustavo Gusmão Rosa, que foi quem descobriu o tumor e falou: “você não vai morrer! És forte, atlético e adora viver”. Confiante nas palavras do doutor, Edilson travou uma dura e longa guerra para se manter à ativa. Depois de cinco anos, muitas cirurgias e quimioterapia, a alta oficialmente chegou. Era então a hora de mudar alguns hábitos.

    “Sempre gostei muito de esporte e já fiz vários. Mas a vida me fez parar quando eu casei cedo, me separei, casei de novo…Quando eu fui diagnosticado com o câncer, em 2008, já estava pesando 114 kg e prometi que se saísse daquela eu mudaria algumas coisas”, disse Edilson, que começou uma dieta obrigatória durante o tratamento da doença, mas seguiu mesmo após a liberação médica. Em 2016, ele começou também a correr, muito por influência da esposa, uma corredora de primeira linha e amante da vida na natureza.

     

    Edilson e famíliaEdilson ao lado de suas maiores incentivadoras, a esposa Laura e a filha Júlia. Foto: Hércules Rakauskas

     

    A vontade de pedalar, ele conta, veio aos poucos, observando outros atletas da cidade. “Comecei a correr e nadar. Eu moro no interior de São Paulo, então via o pessoal pedalando enquanto eu corria e achei que poderia ser bem divertido. Resolvi comprar uma bike e sair junto com a galera. Deu certo e essa prova em Ilhabela foi apenas a primeira. Espero estar em outras e com menos quedas, pois ainda sou iniciante e caí algumas vezes. Caí feio ali no meio, perdi os óculos, bike quebrou, dei um jeitinho e voltei com tudo, mas no final valeu demais, foi divertido, ri bastante com as meninas (esposa e filha) contando a elas. Rsrs… faz parte! Faria tudo de novo com certeza”
    O fato é que após cinco ano lutando por sua vida, qualquer percurso se torna “fichinha” para este campeão legítimo!

    Paisagens exuberantes marcam etapa do XTERRA Camp Praia do Forte

    A maravilhosa Praia do Forte foi o palco de milhares de atletas do XTERRA. Foto: Sandrinha Midlej

    No último final de semana, o litoral norte baiano marcou sua estreia como palco de um dos maiores festivais de esportes off-road do mundo. Em dois dias de competições, foram mais de 1.200 atletas amadores e profissionais, que disputaram oito categorias e movimentaram a Praia do Forte de forma nunca antes vista. O XTERRA Camp Praia do Forte foi uma promoção do SESI com produção local da Diva Entretenimento e o resultado de sua realização se traduziu em um número que agradou em cheio os empresários da região: 70% de ocupação hoteleira em um fim de semana convencional!
    Alexandre Manzan, com 1h:44min:56seg e Sabrina Gobbo, com 2h:14min:25seg, foram os campeões nas categorias masculino e feminino do Triathlon. Com mais esta vitória, Sabrina, que já é tetracampeã na competição, faturou as três primeiras etapas de 2018 e está perto de se tornar a maior campeã do XTERRA brasileiro. No swim challenge masculino, os atuais campeões de 2017 voltaram a vencer. No percurso de 3 km, o carioca Artur Pedroza fez a festa, enquanto que nos 1,5 km o jovem Daniel Costa Cunha liderou do início ao fim. Entre as mulheres, nos 3 km, Izabela de Oliveira Alves levou a melhor e no 1,5 km o destaque foi para Priscilla de Andrade Magalhães.
    As provas de trail run contaram com duas distâncias. Em 7,5 km, os primeiros lugares foram de Luciano Marcio de Carvalho e Miriam de Jesus Alves. Já nos 21 km, Jean Nascimento dos Santos se sagrou vencedor e a fenomenal Geisla dos Santos, natural de Ilhabela e atual campeã do circuito, voltou a vencer com sobras. Geisla já está, inclusive, confirmada para representar o Brasil no Mundial de trail run do XTERRA, em dezembro, no Havaí.

    2 - FTS SANDRINHA MIDLEJ (489)Geisla dos Santos venceu novamente o Trail Run 21 km. Foto: Sandrinha Midlej

    Uma das modalidades mais esperadas foi o mountain bike. No MTB Cup Sport, levaram a melhor Antônio Santos Barreto e Giuli Meder. No MTB Cup Pro, Edivando de Souza Cruz não deu chances aos adversários e Ana Clara Souza Pie conseguiu uma ultrapassagem espetacular nos últimos metros de prova, deixando Sabrina Gobbo com a segunda colocação. Todos os resultados estão disponíveis no site www.xterrabrasil.com.br.

    Sandrinha Midlej - MTB 21Edivando vibrou com sua primeira vitória no XTERRA em 2018. Foto: Sandrinha Midlej

    Como forma de incentivar a prática esportiva desce cedo, o XTERRA também promoveu a Corrida Kids, que encantou a criançada. “Além de colocar a Bahia mais uma vez no circuito dos esportes off-road, o evento aquece a economia local, deixa hotéis da região com ocupação lá em cima, restaurantes, padarias e negócios locais com um aumento significativo nos lucros, durante todo o fim de semana e deixa ainda mais bela a vila da Praia do Forte. Sem dúvidas foi um primeiro evento e o potencial de sediarmos novamente, é enorme”, disse Guiga Sampaio, diretor da Diva Entretenimento.

    A próxima edição do XTERRA Brazil Tour 2018 será em Ouro Preto, Minas Gerais, nos próximos dias 30 de junho e 01 de julho.

    XTERRA Brazil teve destaque “gringo” no Triathlon e domínio de atuais campeões na trail run e no MTB

    O neozelandês Kieran McPherson (foto) e a imbatível Sabrina Gobbo, com show de recuperação, venceram no Triathlon; Geisla dos Santos triunfou nos 22 km de trail run e Sidnei Fernandes, atual bicampeão do ranking de MTB, largou na frente rumo ao tri

     

    O último final de semana foi marcado pela realização da etapa mundial do XTERRA no Brasil. Ocorrendo em Ilhabela, no litoral de São Paulo, e contando com a apresentação do SESI e patrocínio da Prefeitura de Ilhabela, o evento reuniu na Praia do Perequê mais de 5.000 pessoas, que competiram ou prestigiaram as competições de Triathlon, Aquathlon, MTB Cup Sport, MTB Cup Pro, Night Runs (8,5 km e 22km) e Corrida Kids, em pleno Dia das Mães.

     

    Além das competições, o XTERRA teve novidades em seu Village, como a inauguração do XTERRA Bar, contendo produtos gastronômicos, proteicos e bebidas diversas. A XTERRA Store apresentou peças de vestuário da marca carioca Wollner, que lançou parceria com o festival na última semana e criará uma coleção exclusiva utilizando a marca XTERRA.

     

    Triathlon
    A prova de triathlon do XTERRA Brazil é sempre a mais importante do circuito, afinal, trata-se de uma etapa internacional, onde vários atletas do mundo vêm competir em solo brasileiro. Além disso, a competição distribui 50 vagas para triatletas amadores competirem no XTERRA World Championship, no Havaí, em outubro, representando o Brasil. A modalidade em 2018 foi reconhecida como a mais acirrada nos últimos 7 anos, com 10 atletas com reais condições de título entre os homens e sete entre as mulheres. As premiações foram entregues diretamente por Bernardo Fonseca, diretor do XTERRA no Brasil.

     

    Atual tetracampeã brasileira, a paulista Sabrina Gobbo, foi a sexta mulher a sair da água no primeiro trecho de natação, ficando quase três minutos atrás da líder Kelli Montgomery, dos Estados Unidos. Com uma grande recuperação na parte da mountain bike, onde precisou superar até mesmo um imprevisto técnico em sua bike, a atleta de 41 anos retomou a liderança e só precisou manter seu forte ritmo de campeã nos quilômetros finais de corrida. Apesar da conquista, que foi a quinta consecutiva em Ilhabela, Sabrina revelou ter achado que perderia.
    “Esse ano foi anormal porque tive uma brecada no triathlon, tive um problema em um dos pneus no começo do trecho de bike, então achei que não conseguiria consertar e nem alcançar as outras meninas. Achei mesmo que não fosse conseguir buscar, só que nessa prova é tudo uma aventura. Quando tudo parecer perdido, na verdade não está”, relatou Sabrina Gobbo.

     

    Sabrina Gobbo venceu o Triathlon no XTERRA Brazil 2018Sabrina Gobbo mostrou grande poder de recuperação para triunfar mais uma vez no XTERRA Brazil. Foto: Hércules Rakauskas

     

    Entre os homens, o troféu de ouro foi para a Oceania. O neozelandês Kieran McPherson, que havia ficado em segundo lugar em 2017, já tinha dito que estava voltando para conseguir mais do que no ano anterior. A promessa foi cumprida com uma performance monstruosa no trecho final, que lhe permitiu ultrapassar o até então líder Karsten Madsen, do Canadá, no último km. Hexacampeão brasileiro e campeão do XTERRA Brazil em 2017, o paranaense Felipe Moletta perdeu mais de 15 minutos consertando sua bicicleta, que teve um pneu rasgado logo aos 500 metros. Kieran festejou o triunfo merecido, lembrou a importância da família, parabenizou os outros atletas e revelou o desejo de brigar pelo circuito brasileiro.

     

    “Minha filha Paisley tem 4 meses de vida e minha esposa Morgan me apoia em tudo, então é por isso que consigo participar dessas corridas e essa vitória foi para elas. Fiquei feliz demais em voltar aqui e vencer. Fiz muito treino de bike, que é meu ponto fraco e deu resultado, pois foi minha volta de bike mais rápida dos últimos quatro XTERRA que disputei.  Dei muita importância à esta etapa e tinham ótimos triatletas competindo hoje (12/05). Tomara que eu veja mais brasileiros competindo nas edições internacionais e eu quero brigar pelo ranking brasileiro, pois amo competir neste país”, revelou McPherson, de 26 anos.

     

    Trail Runs
    Nas trail runs o destaque voltou a ser a fenomenal Geisla dos Santos, que emplacou sua nona vitória em Ilhabela, sua cidade natal, e a décima sexta no XTERRA. Na categoria masculina o otimismo do campeão Marcos Paixão chamou a atenção.Sou o melhor corredor de montanhas do Brasil, só que não me conhecem”, disse o vencedor.
    Geisla, dona da maior torcida durante a premiação, preferiu agradecer seus conterrâneos e reforçar que dará seu melhor no Havaí (o XTERRA World Championship de trail run será no início de dezembro). “Sempre é diferente vencer aqui porque conheço todo mundo. Ilhabela é minha casa e o povo aqui torce por mim, então é legal dar essa vitória a eles também. Farei o possível no Mundial, assim como fiz ano passado, mas agora espero melhorar meu tempo e minha colocação”, prospecta a ilhabelense, que terminou na 16° colocação na competição mundial em 2017.

     

    MTB Cup Pro e Sport
    O circuito de MTB Cup Pro (41 km) começou nesta etapa de Ilhabela e coincidentemente terminou com o pódio masculino exatamente igual à colocação final do ranking da temporada anterior. Sidnei Fernandes, Daniel Grossi e Edivando de Souza Cruz foram os primeiros colocados.

     

    Atual bicampeão do circuito brasileiro, Sidnei Fernandes, assumiu que começar ganhando já é um grande passo para mais uma glória no fim da temporada. “Começar vencendo é muito importante para concretizar o tricampeonato. Sei que não posso bobear porque têm grandes feras do MTB na minha cola, como o Grossi, o Edivando e o Bruno Martins, por exemplo. Não me vejo em um nível mais alto que eles, acho que estamos todos iguais e o que nos difere é a tática usada em cada etapa. No mais, dou os parabéns ao XTERRA pelo cenário maravilhoso que nos proporciona a cada corrida e pelos percursos sempre desafiadores e duríssimos. É isso que gostamos e eu me sinto muito honrado por ser campeão deste evento”, assumiu Sidnei.

     

    Sidnei Fernandes, o bicampeão do MTB, começou a temporada vencendo a primeira prova da modalidadeSidnei Fernandes começou a temporada do MTB brilhando novamente. Será que vem o tri? Foto: Hércules Rakauskas

     

    Entre as ciclistas, a veterana Roberta Stopa, aos 38 anos de idade, superou a campeã de 2017 Sofia Subtil. Já na modalidade MTB Cup Sport (22 km) Felipe Morais e Suelen Couto foram os vencedores.

     

    Aquathlon e Kids
    A grande novidade esportiva para 2018 foi a modalidade Aquathlon. Em sua segunda e, em teoria, última realização no ano, os destaques da prova foram para Ademir Paulino e Vanessa Alquezar. Ele dominou o percurso em todas as fases, do início ao fim, uma performance espetacular que culminou em um tempo de prova de 39min cravados. Já Vanessa, basicamente travou um duelo com Isabele Barbieri e desgarrou na corrida, garantindo seu belo troféu de ouro.

     

    Ademir Paulino dominou o Aquathlon do início ao fimAdemir Paulino teve uma performance exemplar no Aquatlhon. A liderança foi mantida até o último segundo da prova. Foto: Hércules Rakauskas

     

    A corrida Kids contou com um grito em coro da criançada presente antes da primeira largada oficial. Os dizeres foram breves, porém emocionantes: “Te amo mamãe” saiu da boca de mais de 280 crianças presentes na Praia do Perequê. Crianças de 1 a 13 anos correram pela areia fofa da praia e se divertiram ao lado de seus pais durante as duas horas de mini provas.

     

    A próxima etapa do XTERRA Brazil Tour será em Mata do São João, na Bahia, o XTERRA Camp Praia do Forte, nos dias 9 e 10 de junho. Todos os resultados do XTERRA Brazil 2018 podem ser conferidos no link https://goo.gl/T62gcC.

    Único brasileiro campeão mundial do XTERRA revela ter superado trauma e sonha com o bi em 2018

    Triatleta Marconi Ribeiro teve disritmia cerebral em 2004 e precisou usar medicamentos por 3 anos, além de obter ajuda psicológica para voltar a competir

     

    Atualmente com 40 anos de idade, o brasiliense Marconi Ribeiro é um dos principais nomes do triathlon amador nacional. Quem vê o rapaz franzino obtendo ótimas performances em alto mar, sobre duas rodas ou correndo por trilhas diversas, nem imagina o tamanho da complicação que o próprio precisou superar para seguir brilhando no esporte até ser campeão mundial (categoria 40 a 44 anos) do XTERRA, na Ilha de Maui, no Havaí, em 2017.

     

    Em 2004, Marconi, que já fazia ciclismo desde os 13 anos, passou a sofrer com seguidas tonturas e enxaquecas, que apareciam o tempo todo, sobretudo quando corria ou pedalava. O atleta explica que foi também quando começou a surgir o interesse pelo triathlon, mas ainda havia um receio muito grande devido ao que lhe foi dito pelo médico. “A natação era meu maior limitador, não me sentia seguro devido ao trauma que o doutor me deixara. Ele dizia que eu poderia ter uma crise ou vir a desmaiar, que eu não poderia entrar sozinho em elevadores, não poderia nadar e sempre precisaria estar acompanhado, mas ainda não sabia o que eu tinha. Então nunca me preparei para uma prova de triathlon por medo de entrar na água e pelo temor que me colocaram”, revela.

     

    Após consultar uma segunda opinião, Marconi Ribeiro foi diagnosticado com disritmia cerebral, popularmente conhecida como epilepsia. Já ciente de seu problema, ele foi informado que precisaria tomar uma medicação durante três anos, duas vezes por dia. Somado a isso, veio o principal fator para sua cura, o trabalho da psicóloga Luciana Castello Branco, que o fez superar o medo e cogitar uma nova aventura. “No final de 2016 eu já estava na fase de transição graças à ajuda da minha psicóloga Luciana. Ela fez com que eu tomasse coragem de realizar alguns treinos de natação e fui voltando a treinar tudo com mais intensidade, visando participar da minha primeira prova de triathlon em 2017, quando estaria 100% já”, conta.

     

    O brasiliense foi o único brasileiro até hoje a vencer no XTERRA World Championship

     

    Desde então Marconi se transformou em um atleta de ponta, porém não se profissionalizou. Sua preferência é o off-road e, com uma classificação para o Mundial logo em sua primeira participação no XTERRA, ele se encantou e se motivou a lutar também pelo ranking nacional em 2018, apesar de já ter perdido a primeira etapa em Mangaratiba.

     

    “Comecei pedalando na estrada em 1991, mas migrei para o MTB em 1994. Sem dúvidas eu me identifico muito mais com o mato e natureza, com o barulho dos animais, o som das folhas quando corremos ou passamos de bike por cima delas. Então resolvi me inscrever no XTERRA Brazil 2017 e foi tudo muito bem organizado, tive tudo o que buscava, terminei em 1° lugar na categoria e consegui me classificar para o Mundial em Maui. Em 2018 pretendo competir pelo ranking sim, estou na disputa”, garante Marconi.

     

    Sobre o XTERRA World Championship, o brasiliense lembra com orgulho e alegria e já sonha com o bicampeonato no próximo dia 28 de outubro, em Lahaina, no Havaí.

     

    Marconi viveu um momento único no XTERRA no Havaí

     

    “Foi um momento mágico desde o dia que pisei na ilha de Maui, entrei no clima do local, mas não perdi a concentração. Fiz os treinos de reconhecimento do percurso, depois treinei na pista de bike e fiquei mais animado porque tinham muitas subidas e era tudo o que eu queria. Graças a Deus ocorreu tudo como o esperado, fiz uma boa natação, um bom pedal e quando eu entrei na transição e não vi nenhuma bicicleta da minha categoria, quase não acreditei. Aí dei tudo o que podia nos 10,5 km de corrida e quando entrei na areia da praia comecei a lembrar de tudo o que fiz para chegar ali, desde treinamentos, alimentação, descanso, ter superado o medo, a torcida dos amigos e familiares, etc. Fui curtindo aqueles metros finais olhando o mar lindo até subir no gramado do hotel e receber uma bandeira do Brasil. Foi algo incrível e muito emocionante, ainda mais com minha esposa e irmão presentes, chorei e agradeci muito a Deus por aquele momento único na minha vida. O objetivo agora é ir lá novamente e tentar defender o título, vamos torcer para que tudo corra bem até lá e eu consiga vencer novamente. Seria espetacular”, idealiza o campeão.

    Daniel Grossi conta sua expectativa para o MTB Cup Pro em 2018

    Atual vice-campeão, mineiro quer participar de mais edições para conquistar seu primeiro título no XTERRA

    Daniel Grossi é um dos principais nomes do MTB no Brasil e quer faturar o XTERRA em 2018

    Já aos 13 anos de idade o jovem Daniel Grossi esboçava suas pedaladas mais aventureiras nas trilhas de Juiz de Fora, sua terra natal. No fundo ele já sabia o que, de fato, o deixava feliz e não demorou para escolher a profissão ideal. Atualmente é um dos principais ciclistas de XCO do Brasil e um dos favoritos a conseguir o topo do ranking do XTERRA na modalidade MTB Cup Pro, título este que ainda não veio em cinco temporadas disputadas. O atleta garante que não há frustração, exalta seus principais concorrentes e diz que 2018 tende a ser diferente.
    “O Sidnei é um grande competidor, já tem vários títulos no XTERRA e conhece todas as provas muito bem. O Edivando é a mesma coisa, então eu sempre fiquei feliz com meus desempenhos. Mas é claro que quero vencer e me tornar o campeão. Em 2018 vou me empenhar ainda mais para isso e em dezembro, lá em Paraty, quero estar presente, pois ano passado não pude comparecer na última etapa e acho que foi um dos principais motivos para não ter sido campeão”, explica Grossi, aproveitando para elogiar os únicos dois campeões da modalidade, Sidnei Fernandes e Edivando de Souza Cruz.
    Daniel, atual vice-campeão do ranking, sabe exatamente o que precisa ajustar para atingir o objetivo e as primeiras providências já começaram a ser tomadas para a próxima etapa, a primeira com o MTB, o XTERRA Brazil, em Ilhabela, nos dias 12 e 13 de maio. “Nesse ano vou chegar preparado! Ilhabela tem muitas subidas íngremes e é uma das etapas mais difíceis do circuito. Além disso, vou trocar a relação de marchas, pegar um peão e uma coroa (peças de bike) maiores e já começar a treinar muitas subidas”, planeja.

    Daniel GrossiGrossi irá adaptar sua bike para a edição do XTERRA Brazil, em maio

    Daniel participou do XTERRA pela primeira vez em 2009 e desde então é só admiração pelo evento. “Comecei em 2009, mas fiz uma etapa somente, depois fui voltando aos poucos e hoje em dia estou sempre presente. A organização, o comprometimento com o atleta e com quem acompanha o atleta são diferenciais no XTERRA. Além disso, o ambiente é agradável, tem sempre uma aventura esportiva e toda etapa tem sua peculiaridade, o que faz o evento ter de tudo! Certamente há uma edição que se encaixa com o perfil de cada um e o que digo é para as pessoas não deixarem de participar. Preferência por alguma prova, alguma localidade nós profissionais também temos, é normal. Mas o importante é estar sempre presente”, aconselha.

    Além de ser um dos ciclistas mais conceituados no país, Daniel Grossi, aos 29 anos, também é professor e dono da assessoria esportiva Daniel Grossi Treinamento Esportivo (http://danielgrossitreinamento.com.br/). Com mais de 500 alunos atendidos até hoje, o mineiro tem o desafio diário de achar tempo para treinar em dois períodos e ainda orientar seus pupilos. Apesar da dificuldade, o resultado sempre é satisfatório.

    Irmãos de ouro

    Carlos Alberto Olimpio e Karen Olimpio conquistaram títulos no MTB Cup Pro no XTERRA Estrada Real

    No último dia 1° de outubro foi disputada, em Tiradentes, Minas Gerais, a competição de MTB Cup Pro (42,4 km) do XTERRA Estrada Real, principal etapa do evento no Brasil. Os vencedores da elite masculina e feminina possuem uma coisa em comum, o sangue. Os irmãos Carlos Alberto Olimpio e Karen Olimpio fizeram bonito na cidade onde moram e chegaram com minutos à frente dos segundos colocados.

     

    O sucesso da família Olimpio, no entanto, não se resume ao casal de irmãos. O pai, José Eudoxio Olimpio foi o primeiro a começar no esporte sobre duas rodas e, atualmente, aos 53 anos, ainda compete. Em Estrada Real ele terminou na 49° posição geral e foi o campeão de sua categoria. A mãe, Lucia Helena Olimpio, se arriscou pela primeira vez no mundo off-road e participou da Short Night Run (9 km) no dia anterior. E tem mais! A filha do meio, Kelly Olimpio competiu no Duathlon e ficou com a terceira colocação geral, atrás somente dos fenômenos Isabella Ribeiro e Sabrina Gobbo.

     

    Karen garante que o amor pelo ciclismo vem de berço e sem pressão de José Eudoxio. A caçula da família também comentou sobre a prova. “Nunca fomos obrigados a pedalar, mas como nosso pai era competidor, acabávamos tomando gosto pela coisa e treinávamos sempre. O XTERRA Tiradentes foi complicado, mas eu já conheço bem esse terreno e aqui eu não posso perder. Quase não participei da prova porque caí durante uma competição há duas semanas e bati de cabeça, foi até algo meio preocupante, meu treinador não me liberou, mas como ficaria fora da etapa no meu quintal? ”, indagou a atleta, que é bicampeã brasileira sub-23.

     

    Karen pedalou tranquila no último km e chegou com cinco minutos de vantagem. Foto: Thiago Lemos

    Para Carlos Alberto, o evento foi especial. “Minhas duas irmãs no pódio, uma vencendo, meu pai campeão na categoria dele e a mãe iniciando a caminhada na trail run. Só isso já me deixaria feliz, imagine então com minha vitória? Foi um fim de semana perfeito para nós e graças a Deus estou em uma ascensão. Tenho mais duas provas agora até o final do mês e quero competir também no XTERRA Paraty para encerrar a temporada em grande estilo, quem sabe vencendo também”, almeja.

     

    E na hora em que os irmãos se encontram durante o percurso, engana-se quem pensa que um faz “corpo mole” para o outro. Carlos, de 25 anos, explica que encara a irmã de igual para igual e isso ajuda na evolução dela. “Não tem isso não! Eu ultrapasso ela mesmo, ela me ultrapassa, mas sempre conversamos muito e um ajuda o outro”, afirma.

     

    Respondendo ao Fracasso / por Josiah Middaugh, campeão Panamericano do XTERRA

    “O fracasso não é o oposto do sucesso, porém é um componente vital”

     

    Como você responde quando não atinge o seu objetivo? Falhar pode ser um motivador incrível, um choque de realidade, uma sacudida. Correr indica o seu nível de aptidão, nitidez, foco e determinação nesse dia. Deve ser um reflexo da sua formação e preparação, mas existem vários fatores a serem levados em conta. Concentre-se no que você pode controlar. Toda corrida deve ser uma experiência de aprendizagem, e eu aprendo mais com as corridas que não ganho.

    “A maneira de aproveitar melhor a vida é encerrar um objetivo e começar logo um próximo. Não demore muito na mesa do sucesso, a única maneira de desfrutar outra refeição é ficar com fome”. – Jim Rohn.

     

    Tenha a coragem de falhar 
    Tenho um exemplo próprio que gosto de mostrar às crianças do ensino médio e do ensino fundamental, porque passa uma mensagem. Dependendo de como se olha para isso, você pode até considerar minha carreira atlética como uma série de falhas com algum sucesso intermitente. Nosso time de basquete perdeu todos os jogos na 8° série. No décimo ano, fui desclassificado na corrida de 2 milhas em regiões e tive que sair da pista. No meu primeiro XTERRA em Keystone eu tive um ataque de pânico na água e mal consegui terminar a prova de nado.
    Acredite, a mesma equipe de basquete, com as mesmas crianças, ganhou 20 dos 22 jogos no último ano do ensino médio. Na mesma prova em regiões, dois anos depois eu venci as 1.600 e as 3.200 milhas e o salto com vara. No meu segundo XTERRA Keystone, eu já havia melhorado meu tempo em 45 minutos. No mesmo percurso, dois anos depois, tive a minha primeira vitória profissional. Eu participei 14 vezes consecutivas do XTERRA World Championship e ganhei o campeonato na minha 15ª tentativa.

     

    Quando as expectativas excedem a realidade 
    O sucesso ocorre quando a realidade atende ou excede as expectativas. Não há nada de errado em ter expectativas elevadas, mas elas precisam ser fundamentadas na realidade. Se você se sente decepcionado após cada corrida, então talvez seja necessário reavaliar suas expectativas. Mesmo em uma competição com desempenho decepcionante, pode haver pequenas vitórias. Muitas vezes somos o nosso pior crítico, mas muito dessa auto fala negativa pode levar a uma profecia auto satisfatória. Será mais construtivo e muito mais divertido ser honesto consigo mesmo.

    O triatleta Josiah Middaugh cruzando a linha de chegada em uma de suas vitórias no XTERRA

     

    O sucesso é uma jornada, não um destino
    Você treina toda a temporada para uma corrida, então algo acontece para interromper seus dias de treinamento a semanas antes do evento. Seu desempenho será subjacente. Você pensa nas horas, milhas e no compromisso financeiro que investiu para chegar até a largada, mas o seu primeiro pensamento é que foi tudo por nada, uma perda de tempo. No entanto, isso pode não ser uma perda total. Lembro-me de ouvir um treinador falar sobre as Olimpíadas em 1980, que a equipe se dedicou todos os esforços para aquele momento, milhares de horas de treinamento e, em seguida, os EUA boicotaram as Olimpíadas.

    Esses quatro anos foram uma completa perda de tempo para esses atletas? Absolutamente não. Tudo o que você fez neste ponto da sua vida tornou você o atleta e a pessoa que você é hoje.

    Responda adequadamente
    A tendência depois de uma corrida ruim é duplicar tudo, pensando que a única resposta é mais volume e mais intensidade. É aí que um registro de treinos e um treinador podem ser muito valiosos. Os exercícios críticos podem ser realizados incorretamente. É possível que você tenha sabotado sua corrida com sobrecarga de treinamento muito perto do evento? Você estava 20% menos treinado ou 2% superado? A resposta não é sempre mais volume e intensidade, mas pode ser simplesmente aderindo a um planejamento, executando as sessões corretas, polarizando seu treinamento, superando os obstáculos de vida que atrapalham seus treinos.

     

    Não espere estar pronto

    Os triatletas são planejadores e gostam de olhar para frente, mas não pensam muito adiante. Os pontos chave foram avaliados e o ano que vem será seu ano. Você aprende com seus erros e os corrige ano a ano. Enquanto isso, não adianta continuar com maus hábitos, inconsistência e falta de foco. É como uma pessoa que inicia um programa para perder peso e continua com os maus hábitos alimentares e inatividade durante os feriados. Planeje o futuro, mas viva no presente. Você é o que você faz consistentemente.

     

    Josiah Middaugh é o atual campeão Panamericano do XTERRA e foi o campeão mundial do XTERRA 2015. Possui mestrado em cinesiologia e tem certificado de personal trainer há 15 anos (NSCA-CSCS).

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