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  • BUZIOS

    30 de novembro e 01 de dezembro

    Búzios

    Armação dos Búzios – RJ

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    Costa Verde

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    BRAZIL

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    OURO PRETO

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  • INDAIATUBA

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    Indaiatuba

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    Paulista cria escola de bicicleta por amor ao ciclismo. Entenda

    Natural de Taubaté, em São Paulo, Willi Schlote tem uma história de amor com bicicletas desde os cinco anos de idade, quando ganhou sua primeira “magrela” de presente do pai. “Era linda: uma BMX Pantera, da Monark, com freio a tambor na roda traseira. O sonho da molecada no início da década de 1980”, relembra com orgulho.

     

    Dali em diante o paulista não desgrudou mais de sua companheira, apenas trocando de modelo de acordo com o passar dos anos. Formado em Educação Física desde 2001, Willi começou a trabalhar como personal trainer, mas ainda não se sentia 100% realizado profissionalmente. Foi através de um convite que ele percebeu ter um talento especial para ensinar pessoas a andarem de bicicleta e que poderia abrir seu próprio negócio.

     

    “A 1° Pedal surgiu meio sem querer, porém, pela vontade de querer trabalhar com ciclismo sempre. Estava há mais de 15 anos trabalhando em academia, com treinamento funcional e corrida, mas sentia a falta da bike. Aí em 2015 um amigo me recomendou o projeto Bike Anjo, que é voluntário e serve para ensinar pessoas a andar de bicicleta. Logo percebi que tinha uma facilidade muito grande para ensinar, talvez por ser educador físico, por ter tido aprendizagem motora, não sei, mas tinha mais facilidade que os outros voluntários. Aí demorei um pouquinho, mas fundei a 1° Pedal em dezembro de 2017”, explica Willi.

     

    Em dezesseis meses de vida a 1° Pedal Escola de Bicicleta (https://primeiropedal.com.br/home) já formou mais de 200 alunos, que recebem suas aulas no parque Villa Lobos, em Alto de Pinheiros. A agenda de Willi Schlote é bem concorrida (você pode entrar em contato através do e-mail contato@primeiropedal.com.br), mas ainda assim o ciclista faz questão de reservar um tempo às etapas paulistas do XTERRA.

     

    Willi em ação pelo XTERRA Brazil 2018

    “Estou sempre em Ilhabela para pedalar no XTERRA e já estou inscrito novamente agora em 2019. Vi que também haverá uma etapa em Indaiatuba e é bem provável que eu esteja lá também. O XTERRA é uma oportunidade única de pedalar na natureza e curtir a vibe boa de uma competição sadia, repleta de gente preocupada em se divertir primeiramente.

    Atleta faz viagem surreal para competir no XTERRA Rota Imperial 2017

    Arthur Henrique Reis recebe ajuda de desconhecidos, pedala em plena Marginal Tietê e carrega 14kg para participar da prova de Duathlon

    Ao conhecer a história do paulista Arthur Henrique, de 25 anos, você irá repensar quando falar que não participará de alguma edição do XTERRA devido à distância ou a falta de verba para a logística da viagem. Natural do pequeno município de Cajamar, na grande São Paulo, Arthur, que é técnico de sistemas, possui os esportes off-road como hobby. E não é apenas um, o jovem pedala, nada e corre, é um tri atleta completo e disposto a confirmar sua meta em 2017: ser o líder do ranking da categoria 25 a 29 anos do XTERRA Triathlon.

     

    Apoiado pela Academia Boa Forma, pela Comet, pela Bárbaros Suplementos, pela AP Performance e Endurance e sob supervisão nutricional de Rodrigo Vale, Arthur Henrique treina seis vezes por semana. Como se não bastasse o treinamento intenso, as viagens para as competições do XTERRA parecem ajudá-lo no preparo físico. Para competir na etapa de Rota Imperial, na região de Pedra Azul, no Espírito Santo, no final de agosto, ele passou por uma saga digna de filme hollywoodiano e diz que todo o “perrengue” valeu a pena.

    “Saí de Jundiaí um dia antes do evento e eu não tinha passagem nem nada, só estava inscrito na prova de Duathlon mesmo. Estava sem grana, com apenas R$ 5,00 no bolso e pedi um apoio a um patrocinador para me ajudar comprando a passagem de ida para Vitória. Aí um amigo me deu carona até São Paulo e o ônibus sairia às 16h, mas estávamos presos no engarrafamento na rodovia Marginal Tietê e o GPS já informava que chegaríamos às 15h30, mas esse tempo previsto ia aumentando, então desci do carro e fui pedalando pela Marginal, driblando o perigo até a rodoviária e com uma mochila de 14 kg nas costas, mas era preciso. O XTERRA vale essas loucuras”, revela.

     

    Totalizando uma distância de 5km até a rodoviária, Arthur conseguiu embarcar para Vitória, mas ainda faltava chegar em Pedra Azul. E a compreensão de terceiros se fez presente para tal. “Expliquei a situação a um funcionário da rodoviária e ele se solidarizou me dando uma passagem até Domingos Martins, mas era um bilhete errado e quando cheguei ainda estava a 44 km do local da competição. Sorte que achei uma bicicletaria, a Montanhas Bike, e fui ‘chorar’ uma ajuda lá. O dono da loja, Ivan, entendeu meu drama e me deu um dinheiro de passagem e para comer alguma coisa. Ele foi muito gente boa, assim como o motorista do ônibus, que me deu um pacote de biscoito e depois de tudo isso, enfim, cheguei e ainda fiquei num quartinho de uma senhora lá. Sou grato a Deus por ter colocado essas pessoas em meu caminho, pois graças à elas eu sigo na liderança do ranking”, agradece.

     

    Em Rota Imperial, o paulista terminou em 6° lugar geral e foi o 2° colocado em sua categoria. Posteriormente disputou o Duathlon na etapa de Estrada real, em Tiradentes e, dessa vez, fez uma viagem planejada e tranquila. Porém a tranquilidade não esteve presente durante a prova, já que Arthur teve a gancheira de sua bicicleta quebrada durante o quilômetro 12 do circuito de bike e precisou concluir os outros 15 a pé, com a bicicleta nas costas. O resultado, obviamente, não foi o esperado e a sua vantagem para o segundo e para o terceiro colocados do ranking, Guilherme Villas Boas e Kaydson Rabello, respectivamente, foi encurtada. Agora ele sabe que não poderá faltar em nenhuma etapa até o fim do ano e que, provavelmente, o campeonato só será decidido na última edição de 2017, em Paraty.

     

    “Vou ter um custo consertando a bike agora, mas preciso acelerar isso para chegar forte em Ponta Grossa e Ilhabela. Com certeza a competição será decidida em Paraty, mas para isso acontecer eu não poderei perder nenhuma etapa até lá. Guilherme e Kaydson são meus amigos, a gente se dá muito bem e isso torna tudo ainda mais legal, mas ninguém quer perder”, afirma Arthur Henrique Reis, com muito bom humor e um riso espontâneo.

    Aos 16 anos, César Augusto Alves mostra evolução na Rota Imperial

    Após desempenho não satisfatório no XTERRA Vale do Aço, mineiro pega pesado nos treinamentos e apresenta melhoria técnica 

     

    É de conhecimento mundial que a melhor forma de um atleta ter um desempenho de alto nível é se dedicando ao máximo nos treinamentos. Cristiano Ronaldo, o atual melhor jogador de futebol do mundo, é viciado em treinos físicos, conforme relatos de antigos treinadores e companheiros de equipe, por exemplo. No mundo XTERRA o exemplo mais chamativo com este perfil, é o do mineiro César Augusto Alves.

     

    Natural de Caratinga, o menino de apenas 16 anos de idade participou da prova de Duathlon da etapa Rota Imperial em Pedra Azul, no Espírito Santo, nos últimos dias 26 e 27 de agosto. O 18° lugar foi comemorado pela forma como foi realizado o percurso, já que no último mês de abril, durante o XTERRA Vale do Aço, o desempenho de iniciante o fez passar por momentos de constrangimento, incluindo lágrimas na reta de chegada, atrás de outros 48 competidores. “Minha performance em abril foi horrível, tomei sete tombos e estava começando no esporte, sem técnica nenhuma e com a bike emprestada. Não sei como não fui o pior daquela prova. Passei vergonha lá, mas na Rota Imperial não caí nenhuma vez, já fui com minha própria bicicleta e vibrei com minha evolução”, admite César, que pode ser visto ao lado prestes a levar um de seus tombos no Vale do Aço.

     

    A queda de César

     

    Obviamente que sua nova chegada chamou atenção e, ao invés das lágrimas, um abraço na família e uma serena entrevista revelando os motivos de seu amadurecimento. “Tenho pouco tempo de experiência na bike, comecei em 2015 por influência de amigos, mas tive problemas no colégio e precisei interromper. Depois de um ano recomecei e fui muito mal no Vale do Aço, mas passei a treinar seis vezes por semana, com séries de musculação, esteira, bike in door e no sábado faço 15km correndo, no domingo eu fecho com uma distância de 50km pedalando. Acredito que toda essa dedicação já está mostrando resultados e, continuando os treinos bem focado, espero atingir meu objetivo logo, que é me tornar um atleta de elite”, confessa o atleta da RockSport.

     

     

    Duvidar de um atleta XTERRA jamais é recomendável, visto que já houve vários casos de superação no maior festival de esportes off-road do mundo. O certo é que o exemplo futebolístico utilizado no primeiro parágrafo pode servir de inspiração e, quem sabe, em 15 anos, não exista um texto citando César Augusto Alves como modelo de atleta vitorioso no esporte por causa do empenho nos treinamentos?

    Léo Mattioli, atleta de elite do MTB Enduro, se prepara para o XTERRA Estrada Real

    Tido como um dos principais propagadores da modalidade no Brasil, mineiro elogia evento e quer atrair ainda mais atletas para a competição

     

    As bicicletas voam? Pode parecer uma pergunta paradoxal, mas na cidade de Belo Horizonte, terra natal de Léo Mattioli, um dos maiores talentos do esporte sobre duas rodas, é possível que haja a confusão. Basta olhar em direção às áreas montanhosas que irá avistar e registrar as “magricelas” bailando pelo ar, conduzidas por aventureiros imitando o mentor, que apesar de jovem, já lhes serve de exemplo e, em muitos casos, de professor.

     

    “Essa questão de ser referência eu acredito e espero de coração que meu trabalho possa inspirar os novatos a começarem no esporte que só cresce no Brasil. Inclusive eu venho fazendo algumas pistas profissionais e um dos meus maiores desejos é que elas se tornem novos ninhos para que haja cada vez mais um maior número de ciclistas”, almeja Mattioli, que aos 32 anos, já foi campeão pan-americano master de Downhill (2014), é o atual detentor do título Super Enduro Brasil (2017) e representa marcas como a Yeti Cycles Brasil, a Off Camber Bike Shop, a Maxxis e outras tantas.

     

    Há 25 anos pedalando por todo tipo de território mundial e em diversos pisos, o mineiro revela que sua paixão é pedalar em busca de desafios e novas trilhas com belos cenários. Sendo assim, a participação no XTERRA Brazil, o maior festival de esportes off-road do mundo, passou a ser lógica. Sua primeira aparição foi na etapa de Tiradentes 2016, onde ficou com a segunda colocação na modalidade Enduro, que era novidade à época. No último mês de maio, em Ilhabela, na principal etapa de 2017, o mineiro não deu chances ao azar e conquistou o ouro, o que o faz chegar como favorito no próximo dia 1° de outubro, novamente em Tiradentes, no XTERRA Estrada Real, onde foi superado inicialmente.

     

    “Estou animado para esta corrida, que é uma das melhores do Brasil e espero manter a liderança do campeonato, mas em Enduro não dá para ter nenhum tipo de sentimento de favoritismo. Tem que ir lá e fazer o melhor na hora sem se preocupar com os outros”, revela.

    Léo Mattioli

     

    Aproveitando os prazeres que só uma competição de Enduro pode oferecer, Léo deixa um recado para os fãs de mountain bike: “Essa modalidade é incrível! Tem que cumprir o tempo de deslocamento para estar na largada de cada percurso e no final da corrida o que vale é a soma dos trechos cronometrados. A Enduro vem crescendo muito e está buscando muita gente do Cross Country e do Downhill, pois não precisa de tanta estrutura para treinar. Além disso, as bicicletas estão cada vez mais evoluídas e permitem descer com velocidade e segurança. Disputar nessa modalidade traz um prazer máximo. Todo mundo tem que experimentar”, garante Léo Mattioli.

     

    Do começo

    Com tradição no esporte na família, porém no mundo aquático, já que é sobrinho do nadador Marcus Mattioli, que é medalhista olímpico (bronze no revezamento dos Jogos de 1980, em Moscou), Léo sempre contou com o incentivo de familiares, com a ressalva de não abandonar os estudos. Como é comum na vida de vários esportistas, Léo descobriu a sua vocação ainda muito jovem, logo aos 7 anos, por sugestão dos primos em Belo Horizonte. Pedalar logo virou um hábito e a rotina de quedas passou a ser realidade, mas nada que influenciasse a sua decisão de seguir praticando o esporte off-road. “Sempre gostei muito de me aventurar com a bike e os capotes são inevitáveis até hoje, mas não me impedem de fazer o que amo”, finaliza o atleta e engenheiro civil Leonardo Mattioli.

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