39.0481, -77.4728
  • 11 e 12 de Maio

    BRAZIL

    Ilhabela – SP

    -23.112450, -47.216160 Inscreva-se Saiba Mais
  • 01 e 02 de Junho

    OURO PRETO

    Ouro Preto – MG

    -20.3948400, -43.5051700 Inscreva-se Saiba Mais
  • 08 e 09 de Junho

    Praia do Forte

    Mata do São João – BA

    -12.574687, -38.004731 Inscreva-se Saiba Mais
  • 13 e 14 de Julho

    Agulhas Negras

    Visconde de Mauá - Resende/RJ

    Inscreva-se Saiba Mais
  • 24 e 25 de agosto

    Itaipava

    Petrópolis– RJ

    -22.903730, -43.609380 Inscreva-se Saiba Mais
  • 28 e 29 de setembro

    Estrada Real

    Tiradentes – MG

    -21.110108, -44.173202 Inscreva-se Saiba Mais
  • 02 e 03 de Novembro

    Indaiatuba

    Indaiatuba – SP

    -23.112450, -47.216160 Inscreva-se Saiba Mais
  • 30 de novembro e 01 de dezembro

    Búzios

    Armação dos Búzios – RJ

    -22.752792, -41.884151 Inscreva-se Saiba Mais
  • 9 e 10 de Fevereiro

    Costa Verde

    Mangaratiba - RJ

    -22.949793, -44.074256 Resultados Inscreva-se Saiba Mais
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    Privilégio feminino: grávida de quatro meses já participou do XTERRA

    Paulista Mahira Braga correu 6,5K e nadou 1,5K na última edição de 2018

     

    “A gravidez é uma fase difícil na vida da mulher!” Quantas vezes você já ouviu esta afirmação? Várias, provavelmente. Virou senso comum a ideia de que estar grávida seja um período de limitações e complicações na vida feminina. É evidente que há casos e casos, mas o fato é que, para muitas, o momento é inspirador e não impossibilita os exercícios físicos. A maior prova disto esteve presente no XTERRA Paraty de dezembro de 2018, Mahira Braga.

     

    Ex-embaixadora XTERRA, a paulista descobriu que estava esperando seu primeiro filho no último mês de setembro. Como já estava inscrita no triathlon para a edição de encerramento da temporada 2018, – inclusive seria sua estreia como profissional na modalidade – ela não quis perder a viagem para o Rio de Janeiro e consultou sua obstetra de confiança. Após a autorização médica, Mahira conseguiu cancelar a inscrição na prova mais puxada e preferiu correr a trail run 6,5K e nadar o swim challenge 1,5K, focando mesmo em curtir o visual acompanhada de Bento, nome escolhido para o herdeiro em conjunto com o marido Leonard Moreira.

     

    Mahira durante a trail run 6,5K em Paraty

    “Assim que descobri a gravidez, já pensei em não parar de praticar esportes. Chamei minha irmã, que também é aluna, e fomos correr a shor trail run. Lá em Paraty acabei sentindo vontade de fazer a natação também, mas esperei todo mundo largar e entrei na água por último para fugir daquele ‘empurra empurra’ tradicional em provas aquáticas. Fiz o ritmo mais lento da minha vida, mas fiquei feliz demais porque foram as primeiras provas do Bento”, confessou Mahira.

     

    Sobre a estreia na elite do triathlon, Mahira Braga ainda não sabe quando será, mas cogita voltar ao XTERRA no fim do ano. “Agora estamos morando em São Bento do Sapucaí e lá não tem piscina, mas pretendo me matricular em alguma academia de São José dos Campos, que é onde meu marido trabalha. Quem sabe eu volte para o XTERRA depois de outubro! Porém é tudo projeto para depois do nascimento do bebê, que está previsto para 12 de maio, bem no Dia das Mães e data da etapa mais importante do circuito, o XTERRA Brazil, em Ilhabela”, revela a triatleta.

     

    Leonard e Mahira, casal off-road

     

     

    A equipe do XTERRA Brazil deseja parabéns ao casal Mahira e Leonard e muita saúde e conquistas ao Bento, que em breve será mais um integrante do cenário esportivo off-road. E em pleno início de mês feminino, nada melhor que uma história de gravidez para homenagear e orgulhar todas as mulheres que fizeram e fazem parte do mundo XTERRA. Parabéns meninas, vocês são inspiradoras!

    Corredora de obstáculos supera lesão e quedas para completar o seu primeiro Triathlon XTERRA

    Vanessa passou por dificuldades em sua primeira prova de Triathlon, mas comemorou por ter se divertido tanto

     

    O circuito XTERRA também chama a atenção de atletas que não são originalmente de modalidades off-road. Além dos triatletas de asfalto que disputaram a etapa Brazil, o evento recebeu a corredora de obstáculos Vanessa Teixeira, de 36 anos. A atleta se aventurou no Triathlon e disse que apenas uma palavra pode descrever a sua prova: superação.

     

    Depois de romper os ligamentos do tornozelo, em dezembro de 2017, e passar por uma fisioterapia intensiva, a paulista de Alphaville chegou em Ilhabela sem saber o que esperar. E o percurso não foi bonzinho com ela. Durante a etapa da bike, a atleta caiu no mesmo tornozelo que estava machucado. “Achei que eu fosse  entregar a prova ali, que fosse ir embora de ambulância. Eu não tava acreditando!”

     

    Mas a paulista não desistiu. “Fiquei lá um tempo, chorando. Eu tava com muita dor. Foi aí que eu decidi ir caminhando devagar com a bike. A cada passo a dor foi melhorando, aos poucos. Chegando na transição, eu encontrei uma força que não sei de onde eu tirei, e fui! Andei quase o percurso inteiro.”

     

     

    Mesmo terminando a prova com dor, a atleta garante que não se arrepende e que o XTERRA tem uma energia única. “Valeu muito a pena! Atravessar a linha de chegada foi uma emoção imensa. Eu estou muito feliz que eu consegui! E o cenário da montanha, do mar… o que foi aquilo? Uma das melhores sensações da minha vida.” E ela garante que não pára mais “Depois que eu me recuperar, eu não vou parar não! Quero fazer outras provas.”

    Tetracampeã do ranking de Trail Run, Geisla dos Santos traça meta para 2018

    Paulista tem como principal objetivo melhorar o desempenho no XTERRA World Championship; em 2017 terminou em 16° lugar no Havaí

    Faltam dez dias para a principal etapa do XTERRA no Brasil, a qualificatória para o XTERRA World Championship, tradicionalmente disputada em Ilhabela, região litorânea de São Paulo. Entre os mais de 600 atletas inscritos para realizar a prova Night Trail Run (22 km), que terá 24 vagas concedidas para o Mundial, está a paulista Geisla dos Santos, natural da própria Ilhabela. Com sete vitórias em sua terra e quatro títulos do ranking XTERRA, a corredora não tem como não ser considerada novamente a favorita absoluta.

     

    Apesar de tantos feitos e conquistas significativas, Geisla ainda garante querer mais. Sua maior obsessão passou a ser um pódio mundial, já que o XTERRA Planet passou a realizar também o campeonato internacional de Trail Run (antes de 2017 era apenas para a modalidade de triathlon). Para realizar o sonho, a atleta patrocinada pela Prefeitura de Ilhabela já tem o planejamento construído e revela também a importância de vencer em casa para iniciar o plano com o pé direito.

     

    “Prova em casa é sempre uma pressão, mas minhas expectativas são as melhores possíveis. Tem o lado bom de poder contar com a torcida e isso é sempre confortante. A corrida noturna é uma aventura, mas saber onde pisar é a melhor parte e eu conheço o percurso com a palma da minha mão. Preciso vencer para começar correspondendo a confiança dos que torcem por mim e para me motivar ainda mais. Aí meu treinamento vai seguir a todo vapor visando a prova no Havaí. Em 2017 eu fui a 16° colocada lá, foi sensacional a experiência, mas já tracei a meta desse ano, que é focar nos treinos para chegar ainda melhor em dezembro. Dessa vez já irei conhecendo melhor o percurso então o segredo é seguir com treinos intensivos. Fazendo isso e mantendo as vitórias nas etapas do XTERRA tenho certeza que terei um resultado melhor lá, talvez com pódio”, explica Geisla de 32 anos de idade.

     

    Geisla 2Geisla reconhece o percurso de Ilhabela até com os olhos fechados. Foto: Thiago Lemos

     

    O XTERRA World Championship de Trail Run acontece em 2 de dezembro, no Kualoa Ranch, em Kaneohe, no Havaí. Geisla dos Santos e Antônio Gonçalves, que ficou em 5° lugar no Mundial 2017, são os atuais campeões nacionais e principais apostas brasileiras. As 24 vagas são distribuídas de acordo com o quadro abaixo:

    Faixa Etária Vagas Masculinas Vagas Femininas
    Geral 5 5
    15 a 19 anos 1 1
    20 a 29 anos 1 1
    30 a 39 anos 1 1
    40 a 49 anos 1 1
    50 a 59 anos 1 1
    60 a 69 anos 1 1
    70 a 79 anos 1 1
    TOTAL 12 12

    Do sofá às trilhas: a importância do coração

    Artigo escrito por Mimi Stockton, 5 vezes campeã mundial do Triathlon XTERRA em sua faixa etária

    Com a temporada de 2018 em andamento, você já pode estar planejando os ganhos físicos desejados e a melhoria no desempenho. Para a maioria, isso geralmente envolve planos de treinamentos focados no desempenho do corpo. Para outros, esses planos também incluirão treinamento para aumentar a resistência mental. E há ainda quem dará o próximo posso adiante e se dedicará também em treinar com o coração.

    Do que estou falando? Estou convencida de que quando um atleta treina e compete em um lugar de profundo amor pelo seu esporte, o desempenho aumenta na medida em que o estresse diminui. É importante ressaltar que não me refiro apenas aos atletas de elite. Esta abordagem de corrida com o coração está disponível para qualquer um que queira enfrentar um desafio no XTERRA.

    Ter o que chamamos de coração está além de simplesmente encontrar nossa própria vontade. A vontade humana, claro, é importante. É o que nos impulsiona a nadar outra vez ou a correr mais uma milha, mas é a natureza da motivação que importa ainda mais. Coração é essa motivação duradoura! A vontade é que nos leva a se inscrever para uma corrida ou nos leva à academia, mas o coração é o que nos faz ficar lá. O coração é o que nos leva a competir autenticamente com a nossa verdadeira natureza, que é diferente de ser apenas um corredor corajoso.

    Nós vemos exemplos de coração verdadeiro o tempo todo. Mesmo o fracasso pode ser um exemplo quando há uma disposição para aceita-lo, crescer a partir dele e tentar novamente. Mesmo na derrota ele não sai de você. Atletas que competem com o coração geralmente são focados no lazer. Intrinsicamente motivados, empolgados com a vitória e resistentes a contratempos e insucessos. O coração é também o elemento da experiência que contribui para as melhores histórias.

    Você provavelmente já tem um planejamento para sua próxima temporada, seja chegar à linha de chegada do seu primeiro XTERRA, seja diminuir o tempo ou talvez até mesmo conseguir um pódio e uma viagem ao XTERRA World Championship, mas se esse planejamento está exclusivamente em sua cabeça, você está em uma desvantagem significativa à medida que busca sua própria grandeza pessoal. Deixe seu coração e alma comandarem seu planejamento para a temporada.

    Quando o amor ao esporte é o principal fator que o leva para fora de casa, sempre haverá motivação para se esforçar. Seu nível de coração não pode ser medido, mas suas melhores performances sempre serão aquelas em que seu coração esteja plenamente envolvido, porque é nele que as sementes da grandeza pessoal são semeadas e nutridas, acredite.

     

    Ter coração não é um traço genético inato. É algo que pode ser aprendido. Então poderemos “explodir” em determinados momentos de uma competição a tal ponto de alcançar alguém que antes podia parecer impossível. Claro, as diferenças individuais sempre estarão lá, tornando-se um campo de jogo desigual (malditos profissionais são tão rápidos, não é justo!) – mas ainda podemos obter mais de nós mesmos se tentarmos.

     

    O caráter é construído através dessas adversidades e o coração e a alma do atleta amadurecem e se fortalecem. Ser conduzido pelo seu coração requer coragem para arriscar, mas é aí que as maiores recompensas são encontradas. Então coloque seu kit de triathlon e tome o seu lugar na linha de partida do mergulho. Viva sua vida plena, com toda a paixão e dedicação que você puder reunir. Deixe seu coração explodir com coragem e tenha fé em si mesmo. Saiba que sempre que você se comprometer 100%, o jogo estará ganho.

     

    Artigo publicado de forma original em https://www.xterraplanet.com/2018/04/xterra-couch-trail-importance-heart

    Do sofá às trilhas: O que você precisa saber sobre o treinamento de base

    Artigo escrito por Mimi Stockton, 5 vezes campeã mundial do Triathlon XTERRA em sua faixa etária 

    A periodização do treinamento é a melhor forma de se preparar para uma prova intensa como uma de off road. Hoje, vou falar sobre a primeira etapa dessa técnica – o treinamento de base – e também mostrar a importância dele para te tornar o melhor atleta de XTERRA que você pode ser.

    Não se engane achando que é moleza! Essa é uma parte muito importante do seu treinamento. O propósito do treinamento de base é preparar o seu corpo para as atividades físicas de mais intensidade e reduzir as chances de lesão durante os treinos e a prova. Quanto ao tempo que ele dura, não existe muita regra. Tudo depende da distância com a prova, o tempo que cada atleta ficou parado, e a condição física de cada um.

    A parte mais chata começa agora. Muita gente acha que esse treinamento é sinônimo de longos quilômetros de exercício maçante. Bom, não é sempre assim. Durante muitos anos se debateu sobre como se preparar para uma prova e essa conversa tem sido ainda mais intensa com o avanço das tecnologias do esporte.

    Na verdade, existem duas formas de fazer o treinamento de base, e nós vamos discutir ambas.

     

    O treinamento de base pode ser progressivo ou intenso

    Existem duas formas de fazer o treinamento de base. A primeira delas, e a mais tradicional, é fazer treinamentos leves e longos, e ir aumentando a intensidade com o tempo. Essa é uma ótima estratégia para quem tem bastante tempo para se dedicar antes de uma prova. E também para os iniciantes.

    Por outro lado, você também pode apostar em treinamentos curtos e intensos, que servem para um mesmo objetivo final. É uma boa solução se você não tem mais do que 8 horas por semana para se dedicar aos treinos; ou se nunca para completamente de treinar entre uma temporada e outra.

    Treinamento de base para iniciantes

    Então, como é que isso funciona na prática? Para os novatos de XTERRA, o mais importante é aumentar a capacidade aeróbica, a técnica (vale até fazer algumas aulas de natação), trabalhar com muita força na musculação e assim se preparar gradualmente para aguentar as fases mais intensas do treino.

    Mas não se iluda. Esse não é um treinamento fácil e não tem certo ou errado. Todo mundo é diferente e tem objetivos diferentes. Depende de tempo, recursos e muitos outros fatores para saber o que você pode ou não fazer. Pense no que você precisa melhorar, ou não, e crie um plano que vai funcionar para o seu corpo. Se você é iniciante, é bom deixar o treino mais intenso para o segundo ou terceiro mês. Isso vai ser importante para o seu corpo aguentar o que está por vir. Paciência é a palavra!

    Porém, se você já fez muitas provas do XTERRA ao longo do ano e não ficou muito tempo parado, você pode começar com uma intensidade maior e o seu treinamento vai ser completamente diferente.

    De qualquer forma, você está treinando e se preparando para um  XTERRA, esforçando-se para alcançar um objetivo incrível! E isso é sempre uma coisa boa.

    Artigo publicado de forma original em https://www.xterraplanet.com/2018/03/xterra-couch-trail-breaking-down-base-training

    Triatletas do asfalto disputarão o XTERRA pela primeira vez em Mangaratiba

    Buscando motivação no esporte, diversão ou adquirir experiência, Fernando Toldi e Débora Boaretto chegam ao maior evento off-road do mundo

     

    Além de ser a centésima etapa no Brasil e contar com a modalidade de Aquathlon, o XTERRA Costa Verde 2018 terá mais uma novidade: a participação de dois triatletas profissionais do asfalto, Fernando Toldi e Débora Boaretto, que se arriscarão no Triathlon off-road pela primeira vez, porém por motivos diferentes e um em comum. Ele busca se desafiar e adquirir vivência no cenário off-road, já ela está atrás de uma motivação para seguir a carreira de esportista, todavia a certeza é que ambos esperam encontrar muita diversão.

     

    Competindo profissionalmente há quatro anos, o paulista Fernando Toldi é bicampeão do Troféu Brasil e ficou em terceiro lugar no Ironman do Equador (2015) e no Ironman da Tailândia (2017). Apesar de feitos marcantes em tão pouco tempo, Toldi reforça ser especialista no asfalto e garante que os treinamentos na natureza não são habituais, porém demonstra uma pequena ponta de otimismo.

     

    “Não costumo treinar outdoor, apenas quando vou para São Bento do Sapucaí, onde meu avô tem uma fazenda e é excelente para a prática da modalidade. Sempre tive vontade de correr uma prova do XTERRA, testar meu nível na natureza mesmo e vou para Costa Verde sem nenhuma preparação específica, mas certamente vou curtir e ganhar muita experiência. É capaz de eu me sair bem mesmo assim, vamos ver”, supõe aos risos.

     

    Toldi explica também que competir no XTERRA irá ajudar em sua formação de ciclista e acha importante todo atleta indoor ter um pouco de contato com as provas off-road. “O MTB ajuda a desenvolver potência e explosão por conta de percursos íngremes e acidentados, é importante para ser um ciclista completo. Aprimorar as habilidades técnicas e trabalhar a força é crucial, obviamente com cautela, pois os riscos são maiores, mas a migração para a natureza é válida aos poucos”.

     

    Já a carioca Débora Boaretto sofreu alguns traumas durante suas pedaladas no asfalto, desde quedas resultantes em lesões graves até um assalto, em 2013, que lhe rendeu uma fratura na clavícula. Aos 32 anos de idade, Débora conta que perdeu a paixão em pedalar em provas urbanas e que o XTERRA promete ser a solução para resgatar um “romance” adormecido. “Resolvi mudar porque ando sem motivação para treinar bike no asfalto, por diversos motivos, então para me manter no esporte achei que seria uma boa alternativa. Acredito que vou me divertir bastante”, cogita a atleta.

     

    Tricampeã brasileira de natação nos 100m peito no início dos anos 2000, alguns pódios conquistados em Ironman e até participação no Mundial de Ironman (70.3) na Áustria, em 2015. Com tudo isso Débora Boaretto já se sente realizada esportivamente, mas ainda quer reconquistar a alegria durante os treinos. A prática no MTB começou no fim de 2017 e o pouco tempo de treinamento já lhe parecem ser benéficos.

     

    Débora Boaretto quer recuperar a confiança na bike

     

    “Fiquei com medo de furtos, acidentes, quedas, já fraturei a clavícula duas vezes e o MTB está me ajudando a recuperar a autoconfiança na bike e em mim mesma, pois com medo as reações se alteram. Além disso o é tudo muito caro nesse mundo do triathlon, cada inscrição é um absurdo, então comecei a me questionar sobre minha participação. Estou na fase de descobrir o que vale a pena ou não!  E o XTERRA, financeiramente falando, é bem mais acessível do que as provas de asfalto”, revela Boaretto.

    Ilhabela volta a receber o melhor do esporte off-road

    Segunda edição no município praiano de São Paulo em 2017 traz seis provas diferentes para toda a família

    XTERRA em Ilhabela é sempre certeza de lindas paisagens e muitos desafios. Foto: Thiago Lemos

    No último mês de maio, o XTERRA Brazil Tour realizou a etapa mundial no município de Ilhabela, em São Paulo. Chamada de XTERRA Brazil, a edição definiu os 50 melhores triatletas por faixa etária que irão representar o país na final mundial, a ser realizada na Ilha de Maui, no Havaí, no próximo dia 29 de outubro. No mesmo dia, porém, acontece o segundo capítulo do maior festival de esportes off-road do planeta na região praiana paulista em 2017. Agora chamado de XTERRA Ilhabela, o evento começa no dia 28 de outubro e terá uma versão diferente, com seis modalidades ideais para reunir amigos e familiares. As inscrições estão abertas e podem ser feitas através do link https://goo.gl/2yBkes.
    Sempre uma ótima opção de viagem, Ilhabela é perfeita para sediar um evento deste porte e oferece um leque de praias ao público. A Praia do Pereque foi a escolhida para comportar as atividades do XTERRA, como a Short Trail Run (8,5 km), a Half Trail Run (21,5 km), o Swim Challenge 1,5 e 3 km, o Short XTERRA (versão reduzida do Triathlon) e o XTERRA Kids, que faz a alegria da criançada e enche de orgulho os pais presentes.

    O Short XTERRA terá o trecho de 17,5 km de bike. Foto: Thiago Lemos

    Desfalcado de grandes nomes do Triathlon como Isabella Ribeiro, Paulo Cabrera e Guilherme Vilas Boas, por exemplo, porque estarão competindo no Havaí representando o time brasileiro, o XTERRA Ilhabela deve receber cerca de 1.700 atletas amadores e profissionais. Um deles será o carioca Artur Pedroza, de 43 anos e inúmeros títulos às costas, incluindo o tricampeonato (2015, 2016 e 2017 onde não pode mais ser alcançado) do ranking anual de Swim Challenge do XTERRA. Especialista em mar aberto e ex-atleta da seleção brasileira de natação, Pedroza garante que cada prova é uma diversão à parte e não sente pressionado pelo currículo vitorioso.

    Artur Pedroza , ao centro, posa com um de seus inúmeros troféus do XTERRA ao lado de outros atletas

    “Pressão eu não sinto, entro em toda competição buscando o pódio, principalmente o primeiro lugar, claro. Dou o meu melhor e adoro o XTERRA, já garanti o título de 2017, mas não entro para perder e é uma forma de mostrar meu respeito pelo evento, que está sempre procurando inovar e surpreender os nadadores. Nadar em Ilhabela é especial porque é um dos lugares mais lindos que já vi e tem aquela rota do píer, que acho sensacional e nos aproxima do público”, explica Artur Pedroza, fundador da equipe Resende Águas Abertas.
    Depois do XTERRA Ilhabela, que é apresentado pelo SESI e patrocinado pela Prefeitura de Ilhabela, faltará apenas uma edição para encerrar a temporada no Brasil. A próxima cidade a receber o festival será Paraty, RJ (02 e 03 de dezembro).
     
    XTERRA Ilhabela – SP
    Data: 28 e 29 de outubro – Temporada 2017
    Local: Praia do Pereque – Ilhabela, SP
    Inscrições:  https://goo.gl/2yBkes
    Cronograma: http://xterrabrasil.com.br/tour-2017/wp-content/uploads/2017/10/17_09_XTERRA_CRONOGRAMA_ILHABELA2_09_10.pdf

    Respondendo ao Fracasso / por Josiah Middaugh, campeão Panamericano do XTERRA

    “O fracasso não é o oposto do sucesso, porém é um componente vital”

     

    Como você responde quando não atinge o seu objetivo? Falhar pode ser um motivador incrível, um choque de realidade, uma sacudida. Correr indica o seu nível de aptidão, nitidez, foco e determinação nesse dia. Deve ser um reflexo da sua formação e preparação, mas existem vários fatores a serem levados em conta. Concentre-se no que você pode controlar. Toda corrida deve ser uma experiência de aprendizagem, e eu aprendo mais com as corridas que não ganho.

    “A maneira de aproveitar melhor a vida é encerrar um objetivo e começar logo um próximo. Não demore muito na mesa do sucesso, a única maneira de desfrutar outra refeição é ficar com fome”. – Jim Rohn.

     

    Tenha a coragem de falhar 
    Tenho um exemplo próprio que gosto de mostrar às crianças do ensino médio e do ensino fundamental, porque passa uma mensagem. Dependendo de como se olha para isso, você pode até considerar minha carreira atlética como uma série de falhas com algum sucesso intermitente. Nosso time de basquete perdeu todos os jogos na 8° série. No décimo ano, fui desclassificado na corrida de 2 milhas em regiões e tive que sair da pista. No meu primeiro XTERRA em Keystone eu tive um ataque de pânico na água e mal consegui terminar a prova de nado.
    Acredite, a mesma equipe de basquete, com as mesmas crianças, ganhou 20 dos 22 jogos no último ano do ensino médio. Na mesma prova em regiões, dois anos depois eu venci as 1.600 e as 3.200 milhas e o salto com vara. No meu segundo XTERRA Keystone, eu já havia melhorado meu tempo em 45 minutos. No mesmo percurso, dois anos depois, tive a minha primeira vitória profissional. Eu participei 14 vezes consecutivas do XTERRA World Championship e ganhei o campeonato na minha 15ª tentativa.

     

    Quando as expectativas excedem a realidade 
    O sucesso ocorre quando a realidade atende ou excede as expectativas. Não há nada de errado em ter expectativas elevadas, mas elas precisam ser fundamentadas na realidade. Se você se sente decepcionado após cada corrida, então talvez seja necessário reavaliar suas expectativas. Mesmo em uma competição com desempenho decepcionante, pode haver pequenas vitórias. Muitas vezes somos o nosso pior crítico, mas muito dessa auto fala negativa pode levar a uma profecia auto satisfatória. Será mais construtivo e muito mais divertido ser honesto consigo mesmo.

    O triatleta Josiah Middaugh cruzando a linha de chegada em uma de suas vitórias no XTERRA

     

    O sucesso é uma jornada, não um destino
    Você treina toda a temporada para uma corrida, então algo acontece para interromper seus dias de treinamento a semanas antes do evento. Seu desempenho será subjacente. Você pensa nas horas, milhas e no compromisso financeiro que investiu para chegar até a largada, mas o seu primeiro pensamento é que foi tudo por nada, uma perda de tempo. No entanto, isso pode não ser uma perda total. Lembro-me de ouvir um treinador falar sobre as Olimpíadas em 1980, que a equipe se dedicou todos os esforços para aquele momento, milhares de horas de treinamento e, em seguida, os EUA boicotaram as Olimpíadas.

    Esses quatro anos foram uma completa perda de tempo para esses atletas? Absolutamente não. Tudo o que você fez neste ponto da sua vida tornou você o atleta e a pessoa que você é hoje.

    Responda adequadamente
    A tendência depois de uma corrida ruim é duplicar tudo, pensando que a única resposta é mais volume e mais intensidade. É aí que um registro de treinos e um treinador podem ser muito valiosos. Os exercícios críticos podem ser realizados incorretamente. É possível que você tenha sabotado sua corrida com sobrecarga de treinamento muito perto do evento? Você estava 20% menos treinado ou 2% superado? A resposta não é sempre mais volume e intensidade, mas pode ser simplesmente aderindo a um planejamento, executando as sessões corretas, polarizando seu treinamento, superando os obstáculos de vida que atrapalham seus treinos.

     

    Não espere estar pronto

    Os triatletas são planejadores e gostam de olhar para frente, mas não pensam muito adiante. Os pontos chave foram avaliados e o ano que vem será seu ano. Você aprende com seus erros e os corrige ano a ano. Enquanto isso, não adianta continuar com maus hábitos, inconsistência e falta de foco. É como uma pessoa que inicia um programa para perder peso e continua com os maus hábitos alimentares e inatividade durante os feriados. Planeje o futuro, mas viva no presente. Você é o que você faz consistentemente.

     

    Josiah Middaugh é o atual campeão Panamericano do XTERRA e foi o campeão mundial do XTERRA 2015. Possui mestrado em cinesiologia e tem certificado de personal trainer há 15 anos (NSCA-CSCS).

    A bela é fera: conheça Ana Luiza Siqueira

    Em seu debute no XTERRA, mineira surpreendeu e conquistou o primeiro lugar no MTB Cup Pro em Rota Imperial

     

    O XTERRA Rota Imperial 2017 foi disputado no final de agosto e contou com mais de 1.500 atletas, incluindo os experientes na competição e os novatos. Uma novata, porém, não sentiu o peso da estreia e surpreendeu o público e outros competidores em dois aspectos, um foi o técnico e outro foi o estético. A bela Ana Luiza Siqueira, de apenas 22 anos, competiu no MTB Cup Pro e completou o trajeto de 54 km em 03h13min01seg, tempo que lhe rendeu o primeiro lugar na modalidade feminina.

     

    A vitória de Ana não foi fácil. A morena, que compete profissionalmente há oito meses apenas, travou uma disputa parelha com a campineira Sabrina Gobbo e com a belo-horizontina Isabella Ribeiro, que já são atletas frequentes nos circuitos do XTERRA e acostumadas às glórias. Para superar ambas, Ana disse que contou com muito preparo e abdicou de vários fatores comuns na vida de uma jovem universitária, mas o incentivo do namorado Felipe Aguiar é tão grande que faz valer a pena.

    “Por ser nova e fazer faculdade, tenho uma dificuldade muito grande porque preciso perder noite de sono às vezes. Sair para curtir uma balada é raro e beber não faz mais parte da minha vida. Larguei tudo para poder treinar, e eu me dedico muito mesmo. Com certeza foi o que me fez vencer no XTERRA. Meu namorado me apoia demais e foi o responsável por me colocar nesse mundo das pedaladas inclusive. Treino todos os dias da semana, faço dieta regrada e desde criança pratico esportes como jiu-jitsu, corrida e malhação. Sempre fui muito ativa e quando comecei a pedalar, em janeiro, já tive um bom desempenho, então meu treinador Renato Marinho me aconselhou a entrar em competições”, explica Ana Luiza, que é estudante de odontologia na UNIG (Universidade Iguaçu), em Itaperuna, no Rio de Janeiro.

     

    Apesar da pouca experiência, Ana já possui um currículo admirável e planeja “voos mais altos” em breve. Federada como competidora no Espírito Santo, a jovem se encantou com a organização e o percurso do maior festival de esportes off-road do mundo. “Sou atual vice-campeã brasileira sub-23 de XCO e campeã capixaba de XCO. Amei tudo no XTERRA e quero participar de todas as etapas daqui em diante. Além disso quero ser também campeã estadual de maratonas e garantir o primeiro lugar do ranking geral da FESC (Federação Espírito Santense de Ciclismo) para ano que vem começar a me dedicar 100% às provas nacionais.

     

    Apesar da performance perfeita e do troféu em Rota Imperial, Ana Luiza Siqueira também atraiu olhares, principalmente masculinos, pela beleza. Apesar de não procurar fãs apaixonados, a atleta diz não se importar com os galanteios e preza apenas pelo respeito dos admiradores. “Ah, ouço muita cantada! Nas minhas redes sociais então, nossa senhora! Eu lido bem com isso, sou simpática, trato bem, mas tem que haver um limite. É algo normal na vida de uma mulher, em todas as áreas, mas meu foco mesmo é pedalar”, assume a mineira natural de Espera Feliz.

    A vaidosa Ana Luiza Siqueira

     

    A bela adora fazer selfies

    Ana Luiza Siqueira tentará manter o título no MTB durante o XTERRA Estrada Real, que acontece em 30 de setembro e 1° de outubro, na cidade de Tiradentes, em Minas Gerais.

    Aos 16 anos, César Augusto Alves mostra evolução na Rota Imperial

    Após desempenho não satisfatório no XTERRA Vale do Aço, mineiro pega pesado nos treinamentos e apresenta melhoria técnica 

     

    É de conhecimento mundial que a melhor forma de um atleta ter um desempenho de alto nível é se dedicando ao máximo nos treinamentos. Cristiano Ronaldo, o atual melhor jogador de futebol do mundo, é viciado em treinos físicos, conforme relatos de antigos treinadores e companheiros de equipe, por exemplo. No mundo XTERRA o exemplo mais chamativo com este perfil, é o do mineiro César Augusto Alves.

     

    Natural de Caratinga, o menino de apenas 16 anos de idade participou da prova de Duathlon da etapa Rota Imperial em Pedra Azul, no Espírito Santo, nos últimos dias 26 e 27 de agosto. O 18° lugar foi comemorado pela forma como foi realizado o percurso, já que no último mês de abril, durante o XTERRA Vale do Aço, o desempenho de iniciante o fez passar por momentos de constrangimento, incluindo lágrimas na reta de chegada, atrás de outros 48 competidores. “Minha performance em abril foi horrível, tomei sete tombos e estava começando no esporte, sem técnica nenhuma e com a bike emprestada. Não sei como não fui o pior daquela prova. Passei vergonha lá, mas na Rota Imperial não caí nenhuma vez, já fui com minha própria bicicleta e vibrei com minha evolução”, admite César, que pode ser visto ao lado prestes a levar um de seus tombos no Vale do Aço.

     

    A queda de César

     

    Obviamente que sua nova chegada chamou atenção e, ao invés das lágrimas, um abraço na família e uma serena entrevista revelando os motivos de seu amadurecimento. “Tenho pouco tempo de experiência na bike, comecei em 2015 por influência de amigos, mas tive problemas no colégio e precisei interromper. Depois de um ano recomecei e fui muito mal no Vale do Aço, mas passei a treinar seis vezes por semana, com séries de musculação, esteira, bike in door e no sábado faço 15km correndo, no domingo eu fecho com uma distância de 50km pedalando. Acredito que toda essa dedicação já está mostrando resultados e, continuando os treinos bem focado, espero atingir meu objetivo logo, que é me tornar um atleta de elite”, confessa o atleta da RockSport.

     

     

    Duvidar de um atleta XTERRA jamais é recomendável, visto que já houve vários casos de superação no maior festival de esportes off-road do mundo. O certo é que o exemplo futebolístico utilizado no primeiro parágrafo pode servir de inspiração e, quem sabe, em 15 anos, não exista um texto citando César Augusto Alves como modelo de atleta vitorioso no esporte por causa do empenho nos treinamentos?

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