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  • BUZIOS

    30 de novembro e 01 de dezembro

    Búzios

    Armação dos Búzios – RJ

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    OURO PRETO

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    Agulhas Negras

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    Atleta faz viagem surreal para competir no XTERRA Rota Imperial 2017

    Arthur Henrique Reis recebe ajuda de desconhecidos, pedala em plena Marginal Tietê e carrega 14kg para participar da prova de Duathlon

    Ao conhecer a história do paulista Arthur Henrique, de 25 anos, você irá repensar quando falar que não participará de alguma edição do XTERRA devido à distância ou a falta de verba para a logística da viagem. Natural do pequeno município de Cajamar, na grande São Paulo, Arthur, que é técnico de sistemas, possui os esportes off-road como hobby. E não é apenas um, o jovem pedala, nada e corre, é um tri atleta completo e disposto a confirmar sua meta em 2017: ser o líder do ranking da categoria 25 a 29 anos do XTERRA Triathlon.

     

    Apoiado pela Academia Boa Forma, pela Comet, pela Bárbaros Suplementos, pela AP Performance e Endurance e sob supervisão nutricional de Rodrigo Vale, Arthur Henrique treina seis vezes por semana. Como se não bastasse o treinamento intenso, as viagens para as competições do XTERRA parecem ajudá-lo no preparo físico. Para competir na etapa de Rota Imperial, na região de Pedra Azul, no Espírito Santo, no final de agosto, ele passou por uma saga digna de filme hollywoodiano e diz que todo o “perrengue” valeu a pena.

    “Saí de Jundiaí um dia antes do evento e eu não tinha passagem nem nada, só estava inscrito na prova de Duathlon mesmo. Estava sem grana, com apenas R$ 5,00 no bolso e pedi um apoio a um patrocinador para me ajudar comprando a passagem de ida para Vitória. Aí um amigo me deu carona até São Paulo e o ônibus sairia às 16h, mas estávamos presos no engarrafamento na rodovia Marginal Tietê e o GPS já informava que chegaríamos às 15h30, mas esse tempo previsto ia aumentando, então desci do carro e fui pedalando pela Marginal, driblando o perigo até a rodoviária e com uma mochila de 14 kg nas costas, mas era preciso. O XTERRA vale essas loucuras”, revela.

     

    Totalizando uma distância de 5km até a rodoviária, Arthur conseguiu embarcar para Vitória, mas ainda faltava chegar em Pedra Azul. E a compreensão de terceiros se fez presente para tal. “Expliquei a situação a um funcionário da rodoviária e ele se solidarizou me dando uma passagem até Domingos Martins, mas era um bilhete errado e quando cheguei ainda estava a 44 km do local da competição. Sorte que achei uma bicicletaria, a Montanhas Bike, e fui ‘chorar’ uma ajuda lá. O dono da loja, Ivan, entendeu meu drama e me deu um dinheiro de passagem e para comer alguma coisa. Ele foi muito gente boa, assim como o motorista do ônibus, que me deu um pacote de biscoito e depois de tudo isso, enfim, cheguei e ainda fiquei num quartinho de uma senhora lá. Sou grato a Deus por ter colocado essas pessoas em meu caminho, pois graças à elas eu sigo na liderança do ranking”, agradece.

     

    Em Rota Imperial, o paulista terminou em 6° lugar geral e foi o 2° colocado em sua categoria. Posteriormente disputou o Duathlon na etapa de Estrada real, em Tiradentes e, dessa vez, fez uma viagem planejada e tranquila. Porém a tranquilidade não esteve presente durante a prova, já que Arthur teve a gancheira de sua bicicleta quebrada durante o quilômetro 12 do circuito de bike e precisou concluir os outros 15 a pé, com a bicicleta nas costas. O resultado, obviamente, não foi o esperado e a sua vantagem para o segundo e para o terceiro colocados do ranking, Guilherme Villas Boas e Kaydson Rabello, respectivamente, foi encurtada. Agora ele sabe que não poderá faltar em nenhuma etapa até o fim do ano e que, provavelmente, o campeonato só será decidido na última edição de 2017, em Paraty.

     

    “Vou ter um custo consertando a bike agora, mas preciso acelerar isso para chegar forte em Ponta Grossa e Ilhabela. Com certeza a competição será decidida em Paraty, mas para isso acontecer eu não poderei perder nenhuma etapa até lá. Guilherme e Kaydson são meus amigos, a gente se dá muito bem e isso torna tudo ainda mais legal, mas ninguém quer perder”, afirma Arthur Henrique Reis, com muito bom humor e um riso espontâneo.

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