Doping tecnológico? | Correr sem Lesão

No último mês não se falou em outra coisa no mundo da corrida, a não ser sobre os recordes masculino e feminino e o possível doping tecnológico do Vaporfly next, tênis com placas de carbono propulsoras desenvolvido pela Nike. Discussão que esquentou depois da recordista feminina Brigit Kisgoe , segundo a revista runners world @runnersworldmag , ter afirmado que decidiu de última hora usar os mesmos tênis que os pacers de Eliud Kipchoge haviam usado no desafio sub 2 no dia anterior.

Procuro sempre evitar opiniões pessoais e escrever sempre com base na ciência, mas desta vez vou abrir uma exceção. Falo para vcs como fisioterapeuta, profissional de educação física e professor universitário podem acreditar, nos últimos anos a medicina esportiva, métodos e processos de treinamento, reabilitação, técnicas de recuperação evoluiu muito mais que qualquer tipo de calçado. Então mérito dos seres humanos por trás destes recordes que souberam extrair o máximo dos seus corpos para conquista los.
Nunca usei o tal tênis, até acredito que ele possa ajudar em alguma coisa sim, mas não é o fator determinante, vou além, acredito ser mais um “doping” psicológico/motivacional do que biomecânico.

Não sei qual será o desfecho desta história, qual será a decisão tomada pela @iaaf_athletics , mas só sei que foi uma bela jogada de markenting. Não veja isto de maneira negativa. Marketing que ajudará a desenvolver a corrida como esporte e criar ídolos que aqui no Brasil só haviam no futebol.

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