Correr sem lesão: A importância do CORE lombopélvico para os triatletas

Mais de 80% da população mundial adulta sente ou já sentiu alguma vez na vida dor na região lombar da coluna. As causas podem variar imensamente, não vamos entrar no mérito. Independentemente da causa, a musculatura da região lombar e abdominal, o chamado CORE lombopélvico, talvez seja a principal linha de defesa do corpo.

 

Se no dia a dia ter a musculatura forte já é importante, no esporte esta importância é ainda maior devido às grandes forças aplicadas ao corpo, que na maioria das vezes são de forma repetitiva. Durante as três modalidades do triathlon, a coluna lombar é obrigada a suportar carga em posições e circunstâncias completamente diferentes. Se ela não estiver apta a absorver toda carga imposta, lesões e, consequentemente dores, poderão acontecer.

 

  • Carga na posição horizontal durante a natação e com a força da gravidade facilitando o aumento da lordose (arqueamento da coluna);
  • Carga na posição de grande flexão igual à postura assentada do ciclismo. Esta é uma posição de extrema sobrecarga nos discos intervertebrais;
  • Carga na posição vertical da corrida mais com o impacto constante das passadas;

 

Daí a importância do fortalecimento da região lombo pélvica para o triatleta. Músculos como o reto e os oblíquos abdominais, transverso, multífidos, paravertebrais e glúteos devem fazer parte de um programa de treinamento e prevenção de lesões. A grande variabilidade de posições durante os exercícios vai ajudar a preparar a coluna às mudanças de postura na qual o triatleta é submetido.