Confira cinco momentos femininos marcantes no mundo XTERRA

Em pleno Dia Internacional das Mulheres, vale relembrarmos cinco momentos especiais de atletas que ajudaram e ainda ajudam a engrandecer o XTERRA no Brasil e no mundo. Tratam-se de mulheres que superaram trilhas, dores, quedas e até doenças em busca da consagração esportiva, colocando seus nomes na história do maior festival de esportes off-road do planeta. Destacamos apenas cinco, mas os parabéns se estendem para todas que já participaram ou participam do XTERRA de alguma forma.

 

1- Vitória de Jamie Whitmore na primeira edição brasileira e última participação nos EUA, livre do câncer

Natural de Sacramento, na Califórnia, Jamie Whitmore (42) é um verdadeiro caso de superação e admiração. A ex-triatleta ainda é a profissional feminina de maior sucesso na história do XTERRA, com seis títulos nacionais, um título mundial em 2004 e dois vices (2002 e 2003). Ao todo, são 37 vitórias em etapas diversas pelo mundo, uma delas em Ilhabela, na estreia do evento em solo brasileiro, em julho de 2005.

 

Mas J-Dawg, como é conhecida, tem um currículo esportivo pequeno se comparamos com o triunfo mais importante de sua vida. Em 2008, ela foi diagnosticada com um sarcoma no nervo ciático, um tipo raro de tumor, maligno, que compromete os tecidos conjuntivos entre a pele e os órgãos internos. Desta forma, J-Dawg perdeu a maior parte dos movimentos da perna esquerda e, após três graves cirurgias, terapia de radiação e antibióticos diários por cerca de dez meses, tornou-se atleta paralímpica de mountain bike. Jamie foi informada que não poderia ter filhos e provou que o prognóstico foi equivocado, dando à luz aos gêmeos Christian e Ryder, em 2010. Na Rio-2016, Jamie foi ouro na modalidade em estrada e prata na pista, no Mundial Paralímpico do Rio, em 2018, a norte-americana faturou três medalhas de bronze. No XTERRA, sua última participação foi em Utah, em 2012, já curada do câncer, mas ainda contando com o auxílio de muletas para completar o trecho de trail run.

 

2- 10° vitória nos 50K de Rosália Camargo

A carioca Rosália Camargo é um dos maiores fenômenos das corridas de montanha do mundo e, possivelmente, o maior nome no cenário brasileiro. Com 12 vitórias em 13 participações no Endurance do XTERRA, Rosália é ainda a única mulher com mais de 10 conquistas na modalidade mais “casca-grossa” do evento. Foram 11 triunfos nos 50K e um nos 80K. A imagem mostra a 10° vitória nos 50K, que coincidiu em uma das chegadas mais icônicas da corredora, em Costa Verde 2017, sua penúltima participação no XTERRA, quando cruzou a linha de chegada acompanhada da filha Maria, de apenas 2 anos à época.

 

3- 4° título mundial de Flora Duffy

No mundo do triathlon é impossível não conhecer Flora Duffy. Natural de Bermudas, a triatleta é multicampeã no asfalto e no mundo off-road. Em outubro de 2017, após vencer pela quarta vez consecutiva o XTERRA World Championship, no Havaí, a bermudense se tornou a maior campeã mundial da história do evento. Em 2018 Flora não participou, mas com apenas 31 anos de idade é inegável que ela ainda possa aumentar seu recorde.

 

 

 

4- Geisla dos Santos no Mundial de Trail Run 21K 2018 – melhor colocação feminina do Brasil

Geisla dos Santos já participou de mais de 25 etapas na história do XTERRA e possui um aproveitamento superior a 90%. Atual pentacampeã do ranking nacional, a ilhabelense competiu pela primeira vez no World Championship em 2017 e terminou sem pódio, em 16° no geral. Em 2018, no entanto, Geisla voltou para a Ilha de Maui destinada a ficar entre as 10 melhores gerais e conseguir uma boa posição em sua faixa etária (30 a 34 anos). Os treinamentos mais intensos deram resultado e a paulista terminou na 9° colocação geral e foi vice-campeã em sua categoria, melhor desempenho feminino brasileiro da história do mundial.

 

5- O pentacampeonato de Sabrina Gobbo, a maior no triathlon brasileiro

Sabrina Gobbo parece só melhorar com o decorrer do tempo. Sedenta por vitórias e maiores desafios, a paulista de 41 anos se tornou a primeira mulher pentacampeã (14, 15, 16, 17 e 18) no triathlon do XTERRA brasileiro no último mês de dezembro, em Paraty. Com o título assegurado, ela até chegou a cogitar aposentadoria do evento, mas a decisão ainda não foi tomada. O fato é que os fãs do esporte off-road torcem logo para o retorno da “Imbatível Gobbo”, que não participou da primeira etapa de 2019 por causa de uma lesão.