Do amadorismo à profissionalização no XTERRA: conheça a triatleta Mirian Damásio

1° linha de chegada de Mirian Damásio como triatleta profissional

Após ser bicampeã em sua faixa etária, paulista passou a integrar elite do triathlon na abertura da atual temporada

 

O primeiro XTERRA disputado foi em maio de 2017, na clássica etapa de Ilhabela. Ali, o nome Mirian Damásio entrava para o sistema eletrônico do evento, mas não seria uma mera junção de caracteres em uma prova aleatória e sim o início de uma jornada campeã. Nascida em Mogi Mirim, Mirian tem pouco tempo no mundo do triathlon – pouco mais de dois anos – porém muito empenho e talento já revelam um currículo impressionante.

 

“Sou bicampeã (17 e 18) da minha faixa etária (25 a 29 anos) no XTERRA. Comecei a praticar os esportes quando terminei a faculdade de fisioterapia, em 2015, a fim de cuidar da saúde. Eu fazia natação, corrida e pedalava também, porém tudo separadamente. No fim de 2016, um amigo chamado Paulo Borges me convidou para participar do triathlon no XTERRA de maio de 2017, então eu tive cerca de cinco meses para treinar e me apaixonei pela modalidade. Atualmente treino com planilha cerca de seis vezes por semana, sempre no período noturno e duas vezes semanais no funcional quase de madrugada”, explica Mirian.

Em ação em Ilhabela, quando ainda usava o número de peito na cor de atleta amador

 

Apesar de bons resultados em tão pouco tempo e à dedicação ferrenha aos treinamentos, a mogi-miriana ainda sofre desconfianças. Mesmo assim, ela mantém o sonho de um dia ser campeã do ranking nacional do XTERRA. Pensando isso, a morena já se profissionalizou em 2019, seguindo as normas exigidas pelo evento (ter concluído o ranking de triathlon como amador nos dois últimos anos), e já competiu na 1° etapa do ano, em Costa Verde. O desempenho ainda foi abaixo do esperado, mas o nervosismo era tão grande que a triatleta relevou.

 

“Meus familiares estão se acostumando com a ideia. Ainda me questionam bastante sobre gastos, ausência em alguns finais de semana, treinamentos sem companhia, mas aos poucos vão aceitando porque sabem que é uma paixão enorme em minha vida. Faço pelo que me proporciona física e mentalmente, além da vibe e as ótimas experiências. Enfim, ainda preciso melhorar a parte da bike e resgatar meus melhores tempos na água, mas usar a touca preta (referência à cor do acessório aquático dos profissionais no XTERRA) é foda! Tive uma sensação de responsabilidade maior e acho que pensar que algo poderia dar errado me fez diminuir o ritmo. Poderia ter baixado o tempo em sete minutos”, analisou.

 

Questionada sobre o motivo que a fez se profissionalizar, Mirian, que ficou em 3° lugar (1h59min29seg) no XTERRA Costa Verde (disputado em 09/02), não pestanejou: “Fui atrás de um desafio maior! Em breve espero ser campeã na elite também”. A atleta de Mogi já confirmou presença na 2° etapa do circuito de 2019, o XTERRA Brazil, em Ilhabela, SP, que acontecerá nos próximos dias 11 e 12 de maio.

 

Mirian Damásio, em 3°, no pódio feminino do triatlhon no XTERRA Costa Verde