Sul-africana que venceu swim challenge 3K em Mangaratiba revela treinos perigosos

Tarryn treina em cenários maravilhosos da África do Sul

Tarryn Stanford mora na Cidade do Cabo e costuma treinar “com a companhia de tubarões” em águas abaixo de 15°

 

Não é exatamente como você está pensando, mas a proximidade com os tubarões é bem real. Vencedora do swim challenge 3K do XTERRA Costa Verde, disputado no último dia 9 de fevereiro, a profissional de Recursos Humanos Tarryn Stanford, natural da Cidade do Cabo, capital da África do Sul, é assumidamente apaixonada pela natação em mar aberto e uma atleta exemplar. Com experiência de mais de 10 temporadas e a mãe, Cecilia Stanford, uma amante da mesma prática esportiva, a sul-africana de 32 anos tem uma rotina puxada, digna de profissional.

 

Tarryn ao lado da mãe, Cecilia, saindo do mar africano

“Adoraria ser uma atleta pro, mas eu nado desde criança porque minha mãe é uma ótima nadadora e sempre me passou este hábito. Treino pelo menos duas horas por dia e, no momento, estou apenas nadando e fazendo musculação porque vou disputar, em março, uns campeonatos de natação em piscina no meu país, mas também costumo pedalar e correr”, conta Tarryn.

 

Apesar de tanto preparo e a fadiga comum resultante do esforço físico diário, ela revelou que seus treinos têm problemas bem maiores. Tão grandes que podem chegar aos 5 metros de comprimento e mais de uma tonelada em peso. Os famosos e temidos tubarões brancos são muito comuns na Cidade do Cabo, que inclusive oferece mergulhos em gaiolas de ferro com os predadores oceânicos como uma de suas atrações turísticas (https://bit.ly/2GRVmkH). Você pode fazer o passeio pagando uma bagatela de R$ 780,00.

 

Com centenas de tubarões vivendo em seu local de treino, Tarryn garante que o medo aparece esporadicamente e que há regiões estratégicas para evitar um possível encontro com as feras aquáticas. “A maioria dos mares na Cidade do Cabo são muito frios, com temperaturas de 12 a 15 graus, e isso afasta os tubarões, mas nem tanto. Definitivamente eles ficam por perto, mas eu fecho os olhos quando coloco o rosto na água e só abro quando volto para superfície para respirar. Enquanto houver outros nadadores nas proximidades, tudo bem, mas quando acabo ficando sozinha em alto mar o pânico começa e aí vou para a margem o mais rápido possível”, revela a africana, com bom humor.

 

Sobre a participação no XTERRA Costa Verde, a primeira vez em um evento esportivo fora da África do Sul, Tarryn foi objetiva e demonstrou tristeza em não poder competir novamente. “Gostei muito do XTERRA e foi uma experiência memorável. Acho muito legal o espaço que dão para a natação em águas abertas porque geralmente é o esporte negligenciado quando se trata de triathlon. Ter a opção de 1,5K e 3K também é ótimo porque agrega vários níveis de competidores. Fico triste por não poder nadar todo o circuito de 2019”, explicou Tarryn, que aproveitou para fazer uma crítica aos organizadores de provas sul-africanos. “Nunca colocam uma distância de 3K na natação porque no XTERRA da África do Sul não tem o swim challenge, só o triathlon, então fiquei muito empolgada quando vi o evento em Mangaratiba. Como eu estava no Brasil fui procurar por um desafio no meu esporte favorito e imediatamente surgiu o XTERRA Costa Verde.

 

A sul-africana subiu ao pódio de Costa Verde segurando a bandeira brasileira e a touca de seu país natal