39.0481, -77.4728
  • 9 e 10 de Fevereiro

    Costa Verde 2019

    Mangaratiba - RJ

    -22.949793, -44.074256 Inscreva-se Saiba Mais
  • 08 e 09 de Junho

    Praia do Forte 2019

    Mata do São João – BA

    -12.574687, -38.004731 Inscreva-se Saiba Mais
  • 13 e 14 de Julho

    Agulhas Negras 2019

    Resende – RJ

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  • 28 e 29 de setembro

    Estrada Real 2019

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  • 01 e 02 de dezembro

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    Após oficializarem parceria, Wöllner e XTERRA divulgam peças da coleção exclusiva

    Lauro Wöllner e Bernardo Fonseca, CEOs selaram parceria empresarial e posaram na Praia Vermelha, RJ. Foto: Joaquim Lima Goldenbeg

     

    O XTERRA Brazil, disputado em Ilhabela, nos últimos dias 12 e 13 de maio, teve uma novidade em plena XTERRA Store, montada na Praia do Perequê, onde ficou instalada a arena da principal etapa do circuito brasileiro. Alguns itens da coleção exclusiva criada pela Wöllner, marca carioca de roupas e acessórios ficaram expostos e disponíveis para compra dos mais de 5.000 atletas e transeuntes da região.

     

    A parceria entre Wöllner e XTERRA aconteceria em algum momento devido à semelhança de conceitos propostos e à origem das marcas, que buscam a aproximação com a natureza e um estilo despojado e aventureiro, conforme explica o diretor do XTERRA no Brasil, Bernardo Fonseca.

     

    “A parceria era natural. A gente sempre teve uma ligação grande, mas nunca conseguíamos nos unir para fazer esse namoro virar casamento. E agora estamos fazendo uma experiência que esperamos ser bem duradoura. Esse é só o primeiro passo de muitas coisas que ainda vão acontecer em conjunto, mas o objetivo é que toda a nossa tribo do XTERRA vá conhecer a nova linha da Wöllner”.

     

    O XTERRA chega à sua 14° temporada em 2018 enquanto a Wöllner, nascida em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, completou no último dia 8 de maio, 25 anos de vida. Atualmente a empresa atua em mais de 350 pontos de venda no Brasil e é uma das referêcnias de moda na Cidade Maravilhosa. O acordo entre as marcas visa a criação e confecção de uma linha de roupas e acessórios masculinos e femininos utilizando a marca XTERRA.

     

    “O que eu vejo é que o cenário outdoor mudou. Cada vez mais as coisas estão mais contemporâneas, mais modernas. Você tem a roupa apropriada para praticar o esporte, mas cada um tem seu estilo de se vestir. Então queremos mostrar que é possível se vestir bem, de forma bacana, com o clima que você quer estar, mas não precisa ser nada tão técnico. Isso foi pensado também na hora de criar as peças e estamos num caminho que é uma via de mão dupla, onde há uma sinergia muito grande entre as duas marcas. Tem tudo para dar certo”, afirma Lauro Wöllner, sócio proprietário da Wöllner.

     

    Confira abaixo algumas das peças:

    33298110_2143509632342187_1098538302287380480_nT-Shirt Indian Block

    33087572_2143509655675518_3504590019572531200_nParka Pockets

    33423440_2143509819008835_4254566140669329408_nCalça Office

    33458776_2143509672342183_4554662059760943104_nBermuda Color

     

    A coleção Wöllner/XTERRA pode ser encontrada em qualquer loja física da Wöllner, na XTERRA Store das seguintes etapas:
    ▪️Lagoa dos Ingleses – MG, 21 e 22/07
    ▪️Ilhabela – SP, 18 e 19/08
    ▪️Estrada Real – MG, 29 e 30/09
    ▪️Paraty – RJ, 01 e 02/12

     

    Ou no site da Wöllner: www.wollner.com.br

    Corredora de obstáculos supera lesão e quedas para completar o seu primeiro Triathlon XTERRA

    Vanessa passou por dificuldades em sua primeira prova de Triathlon, mas comemorou por ter se divertido tanto

     

    O circuito XTERRA também chama a atenção de atletas que não são originalmente de modalidades off-road. Além dos triatletas de asfalto que disputaram a etapa Brazil, o evento recebeu a corredora de obstáculos Vanessa Teixeira, de 36 anos. A atleta se aventurou no Triathlon e disse que apenas uma palavra pode descrever a sua prova: superação.

     

    Depois de romper os ligamentos do tornozelo, em dezembro de 2017, e passar por uma fisioterapia intensiva, a paulista de Alphaville chegou em Ilhabela sem saber o que esperar. E o percurso não foi bonzinho com ela. Durante a etapa da bike, a atleta caiu no mesmo tornozelo que estava machucado. “Achei que eu fosse  entregar a prova ali, que fosse ir embora de ambulância. Eu não tava acreditando!”

     

    Mas a paulista não desistiu. “Fiquei lá um tempo, chorando. Eu tava com muita dor. Foi aí que eu decidi ir caminhando devagar com a bike. A cada passo a dor foi melhorando, aos poucos. Chegando na transição, eu encontrei uma força que não sei de onde eu tirei, e fui! Andei quase o percurso inteiro.”

     

     

    Mesmo terminando a prova com dor, a atleta garante que não se arrepende e que o XTERRA tem uma energia única. “Valeu muito a pena! Atravessar a linha de chegada foi uma emoção imensa. Eu estou muito feliz que eu consegui! E o cenário da montanha, do mar… o que foi aquilo? Uma das melhores sensações da minha vida.” E ela garante que não pára mais “Depois que eu me recuperar, eu não vou parar não! Quero fazer outras provas.”

    Diretor do XTERRA no Brasil afirma: “Aquathlon foi o golaço do ano”

    Bernardo Fonseca explica que a modalidade foi criada após pesquisas e não descarta nova realização ainda em 2018

     

    Responsável por trazer o maior evento de esportes off-road do mundo ao Brasil, o carioca Bernardo Fonseca vive planejando novidades, melhorias e novos destinos para sediar o XTERRA, seu “filho mais velho”, como gosta de definir. Foi exatamente esta incessante busca pelo inovador que lhe fez coordenar uma pesquisa de satisfação e opinião, que resultou na criação da modalidade Aquathlon, inédita em solo brasileiro, porém já tradicional em países como França e Estados Unidos por exemplo. Com vagas esgotadas nas duas e únicas edições previstas, a prova caiu na graça do público e uma possível terceira realização já passa a ser considerada.

     

    “O Aquathlon é o golaço do ano. Percebemos através de enquetes que era uma prova acessível, mais fácil para as pessoas se inscreverem, pois muitos ainda não possuem mountain bike e nem conseguem outros companheiros para fazer um revezamento. Em 2018 chegamos a 100 etapas do XTERRA no Brasil e o Aquathlon caiu como uma luva para presentear a galera. Todo nadador consegue correr e alguns corredores conseguem nadar, então achamos um meio termo e conseguimos maximizar nossa estrutura e o número de pessoas que fazem as provas. Estamos cogitando um terceiro capítulo para este ano ainda, mas nada garantido. Quem sabe?”, supõe com bom humor Bernardo Fonseca, CEO da X3M Sports Business.

     

    Além da alta procura pelo Aquathlon, em que o próprio Bernardo competiu no XTERRA Costa Verde, no último mês de março, outro ponto a ser citado é a diversão proporcionada por seu produto. O empresário, que é também um multi atleta (pratica corrida, motocross, ciclismo, escalada, vôlei, natação, cross fit, etc), comemora o nível de divertimento oferecido e reforça que este é e sempre será o principal objetivo do XTERRA.

     

    “O XTERRA é uma experiência bem-sucedida de interação entre cidade e natureza. Todo mundo se diverte e essa é a nossa principal bandeira. O espírito do XTERRA é curtir além da performance, interagir com outras pessoas de vários locais do país e aproveitar o meio ambiente, a prática esportiva e a qualidade de vida. O resto é lucro!”, afirma Bernardo aproveitando para brincar sobre sua participação na Night Trail Run (8,5 km) em Ilhabela, no último dia 12 de maio. “Sofri um pouco porque estou com o joelho gigante, destruído mesmo. Andei bastante na prova porque não estou 100 %, mas estava em uma vibe boa com os amigos, então valeu demais”, disse.

     

     

    MSJ18XTB6209O CEO também participou da Night Trail Run em Ilhabela. Foto: Mário Sérgio de Jesus / Foco Radical

    XTERRA Brazil teve destaque “gringo” no Triathlon e domínio de atuais campeões na trail run e no MTB

    O neozelandês Kieran McPherson (foto) e a imbatível Sabrina Gobbo, com show de recuperação, venceram no Triathlon; Geisla dos Santos triunfou nos 22 km de trail run e Sidnei Fernandes, atual bicampeão do ranking de MTB, largou na frente rumo ao tri

     

    O último final de semana foi marcado pela realização da etapa mundial do XTERRA no Brasil. Ocorrendo em Ilhabela, no litoral de São Paulo, e contando com a apresentação do SESI e patrocínio da Prefeitura de Ilhabela, o evento reuniu na Praia do Perequê mais de 5.000 pessoas, que competiram ou prestigiaram as competições de Triathlon, Aquathlon, MTB Cup Sport, MTB Cup Pro, Night Runs (8,5 km e 22km) e Corrida Kids, em pleno Dia das Mães.

     

    Além das competições, o XTERRA teve novidades em seu Village, como a inauguração do XTERRA Bar, contendo produtos gastronômicos, proteicos e bebidas diversas. A XTERRA Store apresentou peças de vestuário da marca carioca Wollner, que lançou parceria com o festival na última semana e criará uma coleção exclusiva utilizando a marca XTERRA.

     

    Triathlon
    A prova de triathlon do XTERRA Brazil é sempre a mais importante do circuito, afinal, trata-se de uma etapa internacional, onde vários atletas do mundo vêm competir em solo brasileiro. Além disso, a competição distribui 50 vagas para triatletas amadores competirem no XTERRA World Championship, no Havaí, em outubro, representando o Brasil. A modalidade em 2018 foi reconhecida como a mais acirrada nos últimos 7 anos, com 10 atletas com reais condições de título entre os homens e sete entre as mulheres. As premiações foram entregues diretamente por Bernardo Fonseca, diretor do XTERRA no Brasil.

     

    Atual tetracampeã brasileira, a paulista Sabrina Gobbo, foi a sexta mulher a sair da água no primeiro trecho de natação, ficando quase três minutos atrás da líder Kelli Montgomery, dos Estados Unidos. Com uma grande recuperação na parte da mountain bike, onde precisou superar até mesmo um imprevisto técnico em sua bike, a atleta de 41 anos retomou a liderança e só precisou manter seu forte ritmo de campeã nos quilômetros finais de corrida. Apesar da conquista, que foi a quinta consecutiva em Ilhabela, Sabrina revelou ter achado que perderia.
    “Esse ano foi anormal porque tive uma brecada no triathlon, tive um problema em um dos pneus no começo do trecho de bike, então achei que não conseguiria consertar e nem alcançar as outras meninas. Achei mesmo que não fosse conseguir buscar, só que nessa prova é tudo uma aventura. Quando tudo parecer perdido, na verdade não está”, relatou Sabrina Gobbo.

     

    Sabrina Gobbo venceu o Triathlon no XTERRA Brazil 2018Sabrina Gobbo mostrou grande poder de recuperação para triunfar mais uma vez no XTERRA Brazil. Foto: Hércules Rakauskas

     

    Entre os homens, o troféu de ouro foi para a Oceania. O neozelandês Kieran McPherson, que havia ficado em segundo lugar em 2017, já tinha dito que estava voltando para conseguir mais do que no ano anterior. A promessa foi cumprida com uma performance monstruosa no trecho final, que lhe permitiu ultrapassar o até então líder Karsten Madsen, do Canadá, no último km. Hexacampeão brasileiro e campeão do XTERRA Brazil em 2017, o paranaense Felipe Moletta perdeu mais de 15 minutos consertando sua bicicleta, que teve um pneu rasgado logo aos 500 metros. Kieran festejou o triunfo merecido, lembrou a importância da família, parabenizou os outros atletas e revelou o desejo de brigar pelo circuito brasileiro.

     

    “Minha filha Paisley tem 4 meses de vida e minha esposa Morgan me apoia em tudo, então é por isso que consigo participar dessas corridas e essa vitória foi para elas. Fiquei feliz demais em voltar aqui e vencer. Fiz muito treino de bike, que é meu ponto fraco e deu resultado, pois foi minha volta de bike mais rápida dos últimos quatro XTERRA que disputei.  Dei muita importância à esta etapa e tinham ótimos triatletas competindo hoje (12/05). Tomara que eu veja mais brasileiros competindo nas edições internacionais e eu quero brigar pelo ranking brasileiro, pois amo competir neste país”, revelou McPherson, de 26 anos.

     

    Trail Runs
    Nas trail runs o destaque voltou a ser a fenomenal Geisla dos Santos, que emplacou sua nona vitória em Ilhabela, sua cidade natal, e a décima sexta no XTERRA. Na categoria masculina o otimismo do campeão Marcos Paixão chamou a atenção.Sou o melhor corredor de montanhas do Brasil, só que não me conhecem”, disse o vencedor.
    Geisla, dona da maior torcida durante a premiação, preferiu agradecer seus conterrâneos e reforçar que dará seu melhor no Havaí (o XTERRA World Championship de trail run será no início de dezembro). “Sempre é diferente vencer aqui porque conheço todo mundo. Ilhabela é minha casa e o povo aqui torce por mim, então é legal dar essa vitória a eles também. Farei o possível no Mundial, assim como fiz ano passado, mas agora espero melhorar meu tempo e minha colocação”, prospecta a ilhabelense, que terminou na 16° colocação na competição mundial em 2017.

     

    MTB Cup Pro e Sport
    O circuito de MTB Cup Pro (41 km) começou nesta etapa de Ilhabela e coincidentemente terminou com o pódio masculino exatamente igual à colocação final do ranking da temporada anterior. Sidnei Fernandes, Daniel Grossi e Edivando de Souza Cruz foram os primeiros colocados.

     

    Atual bicampeão do circuito brasileiro, Sidnei Fernandes, assumiu que começar ganhando já é um grande passo para mais uma glória no fim da temporada. “Começar vencendo é muito importante para concretizar o tricampeonato. Sei que não posso bobear porque têm grandes feras do MTB na minha cola, como o Grossi, o Edivando e o Bruno Martins, por exemplo. Não me vejo em um nível mais alto que eles, acho que estamos todos iguais e o que nos difere é a tática usada em cada etapa. No mais, dou os parabéns ao XTERRA pelo cenário maravilhoso que nos proporciona a cada corrida e pelos percursos sempre desafiadores e duríssimos. É isso que gostamos e eu me sinto muito honrado por ser campeão deste evento”, assumiu Sidnei.

     

    Sidnei Fernandes, o bicampeão do MTB, começou a temporada vencendo a primeira prova da modalidadeSidnei Fernandes começou a temporada do MTB brilhando novamente. Será que vem o tri? Foto: Hércules Rakauskas

     

    Entre as ciclistas, a veterana Roberta Stopa, aos 38 anos de idade, superou a campeã de 2017 Sofia Subtil. Já na modalidade MTB Cup Sport (22 km) Felipe Morais e Suelen Couto foram os vencedores.

     

    Aquathlon e Kids
    A grande novidade esportiva para 2018 foi a modalidade Aquathlon. Em sua segunda e, em teoria, última realização no ano, os destaques da prova foram para Ademir Paulino e Vanessa Alquezar. Ele dominou o percurso em todas as fases, do início ao fim, uma performance espetacular que culminou em um tempo de prova de 39min cravados. Já Vanessa, basicamente travou um duelo com Isabele Barbieri e desgarrou na corrida, garantindo seu belo troféu de ouro.

     

    Ademir Paulino dominou o Aquathlon do início ao fimAdemir Paulino teve uma performance exemplar no Aquatlhon. A liderança foi mantida até o último segundo da prova. Foto: Hércules Rakauskas

     

    A corrida Kids contou com um grito em coro da criançada presente antes da primeira largada oficial. Os dizeres foram breves, porém emocionantes: “Te amo mamãe” saiu da boca de mais de 280 crianças presentes na Praia do Perequê. Crianças de 1 a 13 anos correram pela areia fofa da praia e se divertiram ao lado de seus pais durante as duas horas de mini provas.

     

    A próxima etapa do XTERRA Brazil Tour será em Mata do São João, na Bahia, o XTERRA Camp Praia do Forte, nos dias 9 e 10 de junho. Todos os resultados do XTERRA Brazil 2018 podem ser conferidos no link https://goo.gl/T62gcC.

    Único brasileiro campeão mundial do XTERRA revela ter superado trauma e sonha com o bi em 2018

    Triatleta Marconi Ribeiro teve disritmia cerebral em 2004 e precisou usar medicamentos por 3 anos, além de obter ajuda psicológica para voltar a competir

     

    Atualmente com 40 anos de idade, o brasiliense Marconi Ribeiro é um dos principais nomes do triathlon amador nacional. Quem vê o rapaz franzino obtendo ótimas performances em alto mar, sobre duas rodas ou correndo por trilhas diversas, nem imagina o tamanho da complicação que o próprio precisou superar para seguir brilhando no esporte até ser campeão mundial (categoria 40 a 44 anos) do XTERRA, na Ilha de Maui, no Havaí, em 2017.

     

    Em 2004, Marconi, que já fazia ciclismo desde os 13 anos, passou a sofrer com seguidas tonturas e enxaquecas, que apareciam o tempo todo, sobretudo quando corria ou pedalava. O atleta explica que foi também quando começou a surgir o interesse pelo triathlon, mas ainda havia um receio muito grande devido ao que lhe foi dito pelo médico. “A natação era meu maior limitador, não me sentia seguro devido ao trauma que o doutor me deixara. Ele dizia que eu poderia ter uma crise ou vir a desmaiar, que eu não poderia entrar sozinho em elevadores, não poderia nadar e sempre precisaria estar acompanhado, mas ainda não sabia o que eu tinha. Então nunca me preparei para uma prova de triathlon por medo de entrar na água e pelo temor que me colocaram”, revela.

     

    Após consultar uma segunda opinião, Marconi Ribeiro foi diagnosticado com disritmia cerebral, popularmente conhecida como epilepsia. Já ciente de seu problema, ele foi informado que precisaria tomar uma medicação durante três anos, duas vezes por dia. Somado a isso, veio o principal fator para sua cura, o trabalho da psicóloga Luciana Castello Branco, que o fez superar o medo e cogitar uma nova aventura. “No final de 2016 eu já estava na fase de transição graças à ajuda da minha psicóloga Luciana. Ela fez com que eu tomasse coragem de realizar alguns treinos de natação e fui voltando a treinar tudo com mais intensidade, visando participar da minha primeira prova de triathlon em 2017, quando estaria 100% já”, conta.

     

    O brasiliense foi o único brasileiro até hoje a vencer no XTERRA World Championship

     

    Desde então Marconi se transformou em um atleta de ponta, porém não se profissionalizou. Sua preferência é o off-road e, com uma classificação para o Mundial logo em sua primeira participação no XTERRA, ele se encantou e se motivou a lutar também pelo ranking nacional em 2018, apesar de já ter perdido a primeira etapa em Mangaratiba.

     

    “Comecei pedalando na estrada em 1991, mas migrei para o MTB em 1994. Sem dúvidas eu me identifico muito mais com o mato e natureza, com o barulho dos animais, o som das folhas quando corremos ou passamos de bike por cima delas. Então resolvi me inscrever no XTERRA Brazil 2017 e foi tudo muito bem organizado, tive tudo o que buscava, terminei em 1° lugar na categoria e consegui me classificar para o Mundial em Maui. Em 2018 pretendo competir pelo ranking sim, estou na disputa”, garante Marconi.

     

    Sobre o XTERRA World Championship, o brasiliense lembra com orgulho e alegria e já sonha com o bicampeonato no próximo dia 28 de outubro, em Lahaina, no Havaí.

     

    Marconi viveu um momento único no XTERRA no Havaí

     

    “Foi um momento mágico desde o dia que pisei na ilha de Maui, entrei no clima do local, mas não perdi a concentração. Fiz os treinos de reconhecimento do percurso, depois treinei na pista de bike e fiquei mais animado porque tinham muitas subidas e era tudo o que eu queria. Graças a Deus ocorreu tudo como o esperado, fiz uma boa natação, um bom pedal e quando eu entrei na transição e não vi nenhuma bicicleta da minha categoria, quase não acreditei. Aí dei tudo o que podia nos 10,5 km de corrida e quando entrei na areia da praia comecei a lembrar de tudo o que fiz para chegar ali, desde treinamentos, alimentação, descanso, ter superado o medo, a torcida dos amigos e familiares, etc. Fui curtindo aqueles metros finais olhando o mar lindo até subir no gramado do hotel e receber uma bandeira do Brasil. Foi algo incrível e muito emocionante, ainda mais com minha esposa e irmão presentes, chorei e agradeci muito a Deus por aquele momento único na minha vida. O objetivo agora é ir lá novamente e tentar defender o título, vamos torcer para que tudo corra bem até lá e eu consiga vencer novamente. Seria espetacular”, idealiza o campeão.

    Tetracampeã do ranking de Trail Run, Geisla dos Santos traça meta para 2018

    Paulista tem como principal objetivo melhorar o desempenho no XTERRA World Championship; em 2017 terminou em 16° lugar no Havaí

    Faltam dez dias para a principal etapa do XTERRA no Brasil, a qualificatória para o XTERRA World Championship, tradicionalmente disputada em Ilhabela, região litorânea de São Paulo. Entre os mais de 600 atletas inscritos para realizar a prova Night Trail Run (22 km), que terá 24 vagas concedidas para o Mundial, está a paulista Geisla dos Santos, natural da própria Ilhabela. Com sete vitórias em sua terra e quatro títulos do ranking XTERRA, a corredora não tem como não ser considerada novamente a favorita absoluta.

     

    Apesar de tantos feitos e conquistas significativas, Geisla ainda garante querer mais. Sua maior obsessão passou a ser um pódio mundial, já que o XTERRA Planet passou a realizar também o campeonato internacional de Trail Run (antes de 2017 era apenas para a modalidade de triathlon). Para realizar o sonho, a atleta patrocinada pela Prefeitura de Ilhabela já tem o planejamento construído e revela também a importância de vencer em casa para iniciar o plano com o pé direito.

     

    “Prova em casa é sempre uma pressão, mas minhas expectativas são as melhores possíveis. Tem o lado bom de poder contar com a torcida e isso é sempre confortante. A corrida noturna é uma aventura, mas saber onde pisar é a melhor parte e eu conheço o percurso com a palma da minha mão. Preciso vencer para começar correspondendo a confiança dos que torcem por mim e para me motivar ainda mais. Aí meu treinamento vai seguir a todo vapor visando a prova no Havaí. Em 2017 eu fui a 16° colocada lá, foi sensacional a experiência, mas já tracei a meta desse ano, que é focar nos treinos para chegar ainda melhor em dezembro. Dessa vez já irei conhecendo melhor o percurso então o segredo é seguir com treinos intensivos. Fazendo isso e mantendo as vitórias nas etapas do XTERRA tenho certeza que terei um resultado melhor lá, talvez com pódio”, explica Geisla de 32 anos de idade.

     

    Geisla 2Geisla reconhece o percurso de Ilhabela até com os olhos fechados. Foto: Thiago Lemos

     

    O XTERRA World Championship de Trail Run acontece em 2 de dezembro, no Kualoa Ranch, em Kaneohe, no Havaí. Geisla dos Santos e Antônio Gonçalves, que ficou em 5° lugar no Mundial 2017, são os atuais campeões nacionais e principais apostas brasileiras. As 24 vagas são distribuídas de acordo com o quadro abaixo:

    Faixa Etária Vagas Masculinas Vagas Femininas
    Geral 5 5
    15 a 19 anos 1 1
    20 a 29 anos 1 1
    30 a 39 anos 1 1
    40 a 49 anos 1 1
    50 a 59 anos 1 1
    60 a 69 anos 1 1
    70 a 79 anos 1 1
    TOTAL 12 12

    Confira a elite inscrita no Triathlon e no MTB Cup Pro do XTERRA Brazil 2018

    Felipe Moletta, hexacampeão do triathlon XTERRA, está confirmado. Foto: Thiago Lemos

     

    Nos dias 12 e 13 de maio acontece a etapa Brazil do circuito XTERRA 2018. A prova de triathlon faz parte do circuito internacional e é classificatória para o mundial no Havaí, em outubro.

     

    Além da elite brasileira, muitos amantes internacionais do esporte também vão participar da competição. Confira os atletas profissionais que já estão confirmados no triathlon e no MTB Cup Pro do XTERRA Brazil 2018.

     

    Elite Triathlon:

    Alejandro Bulacio Sfriso (ARG)

    Alexander Francis Roberts (NZL)

    Alexandre Manzan

    Branden Rakita (EUA)

    Carlos Eduardo Kroth

    Diogo Malagon

    Eduardo Antonio Lass

    Felipe José Moletta

    Fernando Lunardelli Toldi

    Frederico Carvalho Zacharias

    Gustavo Slaib Cruz Pereira

    Karsten Madsen (CAN)

    Kieran Mcpherson (NZL)

    Marcos Fernandes

    Paulo Fretes Cabrera

    Péricles Maia Andrade

    Rafael Gomes Juriti Ferreira

    Rodrigo Braga Moreira

    Ronaldo Serpa Ferreira

    Ana Carla Koetz Prade
    Brisa Melcop

    Carolina Nieva (ARG)

    Kara Lapoint (EUA)

    Kelli Montgomery (EUA)

    Laura Mira Dias
    Luiza Ines Zanini

    Sabrina Koester Gobbo

    Tatiana S. Queiroz

     

    MTB Cup Pro

    Daniel Grossi

    Diego Maia

    Edivando Souza Cruz

    Henrique Machert

    Leonardo Esteves

    Samuel Marotta

    Sidnei Fernandes

    Fabiana Brandão

    Roberta Stopa

    Sofia Isabel Subtil

    Vitória Gouveia

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