Após grave lesão, Diogo Malagon chega confiante para o XTERRA Brazil Tour 2018

Triatleta teve a clavícula fraturada em quatro partes em fevereiro, mas garante presença no XTERRA Brazil, em Ilhabela, em maio

Diogo Malagon é um dos mais experientes triatletas no XTERRA

O paulista Diogo Malagon é um dos atletas mais antigos do XTERRA brasileiro. Sua estreia, ainda como amador, aconteceu na segunda edição do evento no país, em 2006. Desde então já são mais de 30 participações como profissional, histórias, vitórias, um título do circuito (2015) e muita experiência adquirida. Vice-campeão em 2017, o triatleta esperava começar a nova temporada já em Costa Verde, porém um grave acidente precisou adiar seu início.
No último dia 3 de fevereiro, Malagon foi pedalar em sua cidade natal, Cosmópolis, em São Paulo, ao lado de um amigo e um iniciante no esporte, mas o inesperado aconteceu. “Meu amigo e eu estávamos entrando em uma estrada com cautela porque não sabíamos se vinha carro, então é preciso ir com cuidado, mais devagar mesmo. O outro atleta é novato e estava distante de nós, mas quando chegou na estrada ele veio sem noção, entrou a milhão e quando me viu já estava muito em cima e não conseguiu desviar. Conclusão, ele me atropelou e eu caí com força no chão, bati com o ombro e já levantei com dor, colocando a mão e sentindo tudo mole, ali eu já sabia que tinha fraturado”, explica.
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Malagon mostra como ficou seu capacete após a queda e lembra a importância do acessório: “Salva muitas vidas”.

Diogo Malagon fraturou a clavícula em quatro partes e precisou fazer uma cirurgia que lhe rendeu uma placa de metal e nove parafusos no ombro esquerdo. A previsão dos médicos era de pelo menos três meses afastado dos esportes e logo veio a preocupação com sua forma física, sua rotina de treinamentos e as competições que perderia, como o XTERRA Costa Verde em março e o XTERRA Brazil em 12 e 13 de maio, em Ilhabela. Pensando isso, o paulista de 33 anos de idade focou em sua recuperação para conseguir, pelo menos, participar da segunda etapa, que é a mais importante do ano e qualificatória para o mundial no Havaí.

WhatsApp Image 2018-04-04 at 14.16.29“No sexto dia eu comecei a pedalar só no rolo, no sétimo eu já havia sido liberado para fazer mais alguns movimentos e em duas semanas comecei a correr para manter a condição física mesmo. Fui tendo uma melhora impressionante e os médicos me liberaram para nadar levemente depois de 22 dias do acidente. Então nadei pensando em ganhar amplitude, ter o movimento completo de volta e não deixar atrofiar. Mas peguei forte no tratamento justamente para estar apto a competir no XTERRA Brazil, que é uma das minhas principais metas de 2018”, assume.

WhatsApp Image 2018-04-04 at 14.16.30Malagon pedalou apenas no rolo da bike por alguns dias

Apesar da ausência na 1° edição do ano, Malagon, que é atleta Specialized Racing Br, diz que ainda é possível brigar pelo título anual: “Tem o campeonato inteiro pela frente e a pontuação não é mais tão desproporcional em relação às etapas regionais. Isso deixa tudo mais disputado e acredito que dê para brigar pelo ranking sim”. Ele aproveita também para afastar a hipótese de medo de uma nova queda. “Nos primeiros treinos de MTB eu fiquei com medo de cair sim, mas hoje em dia, dois meses depois do acidente, já não tenho medo, apenas um cuidado maior, até porque o osso ainda não cicatrizou completamente. Estou treinando normalmente já, sem sentir dores, mas não vou chegar na prova do jeito que eu gostaria, até porque estarei fora do ritmo de competição ideal. A recuperação está sendo muito mais rápida do que se esperava, então em breve estarei no nível que estava antes da fratura”, afirma com confiança.