39.0481, -77.4728
  • 9 e 10 de Fevereiro

    Costa Verde 2019

    Mangaratiba - RJ

    -22.949793, -44.074256 Inscreva-se Saiba Mais
  • 08 e 09 de Junho

    Praia do Forte 2019

    Mata do São João – BA

    -12.574687, -38.004731 Inscreva-se Saiba Mais
  • 13 e 14 de Julho

    Agulhas Negras 2019

    Resende – RJ

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  • 28 e 29 de setembro

    Estrada Real 2019

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    -21.110108, -44.173202 Inscreva-se Saiba Mais
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  • 01 e 02 de dezembro

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    Cayo Lastiri contraria diagnóstico médico e brilha no XTERRA

    Paulista utiliza calçado especial para superar deficiência física e completar a prova de Triathlon em Costa Verde

     Cayo Lastiri participou do Triathlon do XTERRA pela primeira vez. Foto: Thiago Lemos

     Cayo Lastiri nasceu com um encurtamento da perna (menos 8 cm) esquerda devido à uma infecção hospitalar que resultou na perda da cabeça do fêmur. À época, os médicos disseram aos seus pais que ele não teria movimento no membro danificado quando chegasse à fase adulta. Porém Cayo nunca se conformou com a previsão médica e encontrou no esporte a motivação que precisava para desenvolver a circulação adequada e afastar as chances de paralisia.

    O primeiro esporte começou a ser praticado aos 12 anos, o tênis. Cayo conta que os esportes tinham que ser individuais e que não fossem de contato com outras pessoas. “Eu fui ativo desde criança, sempre de forma amadora e em esportes que desse para brincar sozinho. Meu pai me ensinou a jogar tênis e adorei aquilo, jogava bastante, mas os médicos sempre recomendavam a natação e aí comecei a nadar também, isso por volta dos 13 ou 14 anos mais ou menos. O esporte me permitiu provar que a medicina estava enganada e até hoje sigo fazendo uma ou outra atividade”, afirma.
    A história de Cayo Lastiri no XTERRA começou em 2017, em Mangaratiba, quando participou do Swim Challenge (1,5 km) a convite do amigo Luiz Birolli, seu maior incentivador. Na ocasião, ele finalizou o trajeto, mas se apaixonou mesmo pelo Triathlon, que assistiu do início ao fim. Logo cogitou competir na dura prova, mas sabia que ainda precisaria de treinamento, de uma adaptação para sua perna e o principal: uma mountain bike.  

    Cayo e amigoCayo e o amigo Luiz Birolli, sua maior influência. Foto: Thiago Lemos

    “Achei o Triathlon incrível assistindo a galera. Apaixonei e aí no mês seguinte comprei uma MTB e comecei a pedalar com uns colegas e passei a correr também. Tudo isso utilizando um calçado especial que me ajuda muito porque ele compensa o pedaço que falta na minha perna esquerda. É um sapato normal, eu compro e depois levo a um sapateiro especializado e peço para colocar o aumento. Uso no dia a dia, então já estou habituado, para correr é um tênis diferente, mas também com o solado bem grande”, explica.

    Com menos de um ano de prática no triathlon, Cayo se sentiu seguro para realizar o tri do XTERRA Costa Verde 2018. O resultado foi gratificante e o objetivo cumprido. “Achei bem puxado, é dureza mesmo. O especial para mim foi ter conseguido terminar a prova, eu vim com esse propósito, afinal era minha primeira vez. Senti um pouco ali no finalzinho, dei uma segurada, alonguei, voltei devagarzinho e deu para terminar bem”, revela.

    Pé do CayoCayo usa um calçado especial no dia a dia para compensar o encurtamento da perna esquerda. Foto: Thiago Lemos

    Perguntado se ainda irá competir no Triathlon do XTERRA, Cayo não hesita. “Já estou inscrito em Ilhabela e, dependendo de como for o treinamento, talvez eu me inscreva em outras. A experiência é maravilhosa”, afirma Cayo Lastiri, de 45 anos de idade.

     

    Clarissa Brito foca no título de Swim Challenge 1,5 km 2018

    Apesar de abatimento pela derrota na primeira etapa do circuito, embaixadora XTERRA garante que o objetivo do ano é ser campeã

    Clarissa Brito posa com seus dois troféus conquistados em Costa Verde: ouro no Aquathlon e bronze no Swim

    Uma das novas embaixadoras do XTERRA para 2018, a paulista Clarissa Brito, ex-nadadora profissional, se destacou nas duas únicas provas que realizou na última temporada (Ilhabela e Paraty). Com ambas vitórias incontestáveis, a atleta chamou a atenção da organização e de outras competidoras, que passaram a tê-la como uma grande adversária. Com um desempenho fantástico, comprometimento com o evento e apelo digital, o convite não demorou e Clarissa celebrou, porém já pensa que o título do ano será a melhor forma de corresponder à confiança depositada.
    “Ah, fiquei muito feliz com isso. Passei a adorar o XTERRA quando participei ano passado e me chamarem para ser embaixadora foi muito legal! Queria ter vencido já daquela vez (2017), mas agora vou ser campeã. É meu maior objetivo para este ano e sou muito competitiva, então preciso ganhar por mim e para retribuir a organização do evento”, almeja Clarissa.
    Se em 2017 Clarissa Brito, a “Pandinha” para os mais íntimos, manteve 100% de aproveitamento, em 2018 o gráfico de desempenho começou abaixo do considerado ideal em sua especialidade, o Swim Challenge 1,5 km. No XTERRA Costa Verde, a atleta teve um imprevisto com sua roupa de natação, acabou não conseguindo aquecer e terminou em terceiro lugar, atrás da nadadora do Club de Regatas Vasco da Gama Gabriela Alves e de Priscilla Magalhães. Apesar do pódio, ela não conseguiu disfarçar a decepção e nem mesmo a vitória na inédita modalidade de Aquathlon, a fez se conformar com a falta de sorte.
    “Fiquei triste demais porque tive muito azar! A roupa rasgou e tive que nadar de sunkini, que faz muita diferença. A derrota faz parte, mas se era para perder gostaria de ter perdido competindo da forma que sempre faço, nem aquecer eu consegui porque perdi muito tempo resolvendo como nadaria. A prova, mesmo assim, foi boa e as meninas foram ótimas, mérito delas, mas terei que tirar a desvantagem nas próximas edições”, relatou.
    Nadando desde os 7 anos, Brito revela que a escolha pelo esporte veio por causa de uma complicação no aparelho respiratório da irmã Marysol. “Comecei na natação por causa da minha irmã. Aos 9 anos ela teve problema de adenoide, precisou operar e praticamente precisou reaprender a respirar. Aí minha mãe tirou a gente do ballet e nos inscreveu na natação, por ser o melhor esporte para trabalhar a parte respiratória. Aí o tempo foi passando, percebi que me destacava no colégio, ganhava todos os campeonatos e me federei, depois me profissionalizei e cheguei até à seleção paulista de natação”, conta com orgulho.
    Atualmente com 27 anos de idade, Clarissa Brito não se dedica exclusivamente ao esporte como em outros tempos. A paulistana é apresentadora e repórter do programa “Silvio Brito em Família”, transmitido às 21h30 dos sábados, pela Rede Vida de Televisão. Ela explica que entrou para o jornalismo motivada pela vontade de mudar o enfoque da grande mídia esportiva brasileira (revelando uma certa “birra” com o futebol) e pela convivência no mundo das câmeras, já que seu pai, o cantor Silvio Brito, sempre a inseriu no meio artístico.
    “Sempre convivi entre artistas, meus pais nunca me incentivaram muito a ser atleta profissional. E entrei no jornalismo porque é algo que gosto muito, me satisfaz, mas também sempre tive aquela coisa de querer mudar. A grande mídia só dá espaço para o futebol e isso eu descobri que não é somente no Brasil, pois quando fiz intercâmbio em Madri percebi que também era tudo voltado para o futebol lá. Sempre fui revoltada com isso na natação, pois ninguém sabe quem participa do campeonato brasileiro de natação! Uma menina como a Ana Marcela, tem também a Poliana e não é de agora. Elas tiveram uma trajetória bacana, o treino delas é pesadíssimo, então sempre acho que o esporte deveria ter mais visibilidade”, explica Clarissa, aproveitando para fazer uma crítica à imprensa esportiva em geral e fazendo menção às maratonistas aquáticas Ana Marcela Cunha e Poliana Okimoto, suas inspirações.

    Clarissa Brito 2Quando não está no mar, lá está a Pandinha mastigando alguma coisa

    Clarissa Brito encerra o bate-papo bem-humorado revelando um segredo de todo nadador, que até então era desconhecido pelo restante das pessoas. “Quando volto de férias, volto bem cheia, pois é só nutella, brigadeiro, muito pão. Eu como muito, aliás todo nadador come muito, isso é um fato”, assume aos risos.

     

    Daniel Grossi conta sua expectativa para o MTB Cup Pro em 2018

    Atual vice-campeão, mineiro quer participar de mais edições para conquistar seu primeiro título no XTERRA

    Daniel Grossi é um dos principais nomes do MTB no Brasil e quer faturar o XTERRA em 2018

    Já aos 13 anos de idade o jovem Daniel Grossi esboçava suas pedaladas mais aventureiras nas trilhas de Juiz de Fora, sua terra natal. No fundo ele já sabia o que, de fato, o deixava feliz e não demorou para escolher a profissão ideal. Atualmente é um dos principais ciclistas de XCO do Brasil e um dos favoritos a conseguir o topo do ranking do XTERRA na modalidade MTB Cup Pro, título este que ainda não veio em cinco temporadas disputadas. O atleta garante que não há frustração, exalta seus principais concorrentes e diz que 2018 tende a ser diferente.
    “O Sidnei é um grande competidor, já tem vários títulos no XTERRA e conhece todas as provas muito bem. O Edivando é a mesma coisa, então eu sempre fiquei feliz com meus desempenhos. Mas é claro que quero vencer e me tornar o campeão. Em 2018 vou me empenhar ainda mais para isso e em dezembro, lá em Paraty, quero estar presente, pois ano passado não pude comparecer na última etapa e acho que foi um dos principais motivos para não ter sido campeão”, explica Grossi, aproveitando para elogiar os únicos dois campeões da modalidade, Sidnei Fernandes e Edivando de Souza Cruz.
    Daniel, atual vice-campeão do ranking, sabe exatamente o que precisa ajustar para atingir o objetivo e as primeiras providências já começaram a ser tomadas para a próxima etapa, a primeira com o MTB, o XTERRA Brazil, em Ilhabela, nos dias 12 e 13 de maio. “Nesse ano vou chegar preparado! Ilhabela tem muitas subidas íngremes e é uma das etapas mais difíceis do circuito. Além disso, vou trocar a relação de marchas, pegar um peão e uma coroa (peças de bike) maiores e já começar a treinar muitas subidas”, planeja.

    Daniel GrossiGrossi irá adaptar sua bike para a edição do XTERRA Brazil, em maio

    Daniel participou do XTERRA pela primeira vez em 2009 e desde então é só admiração pelo evento. “Comecei em 2009, mas fiz uma etapa somente, depois fui voltando aos poucos e hoje em dia estou sempre presente. A organização, o comprometimento com o atleta e com quem acompanha o atleta são diferenciais no XTERRA. Além disso, o ambiente é agradável, tem sempre uma aventura esportiva e toda etapa tem sua peculiaridade, o que faz o evento ter de tudo! Certamente há uma edição que se encaixa com o perfil de cada um e o que digo é para as pessoas não deixarem de participar. Preferência por alguma prova, alguma localidade nós profissionais também temos, é normal. Mas o importante é estar sempre presente”, aconselha.

    Além de ser um dos ciclistas mais conceituados no país, Daniel Grossi, aos 29 anos, também é professor e dono da assessoria esportiva Daniel Grossi Treinamento Esportivo (http://danielgrossitreinamento.com.br/). Com mais de 500 alunos atendidos até hoje, o mineiro tem o desafio diário de achar tempo para treinar em dois períodos e ainda orientar seus pupilos. Apesar da dificuldade, o resultado sempre é satisfatório.

    Paulista retorna ao XTERRA após um ano e tem desempenho de profissional em Costa Verde

    Depois de sair da água em segundo lugar geral, Marcos Castelo Branco manteve o ritmo forte e garantiu o primeiro lugar em sua categoria, no Triathlon

    Ao lado da esposa Sandra e dos filhos, Marcos Castelo Branco se diverte a cada etapa do XTERRA. Foto: Thiago Lemos

    Marcos Castelo Branco não é um novato no XTERRA Brazil. O paulista de 46 anos, morador de Alphaville, sempre foi figura constante em várias etapas do maior evento de esportes off-road do mundo. Após um ano de “férias” do clima das montanhas, ele voltou com esposa e filhos, curtiu o final de semana em Costa Verde e ainda garantiu a vitória em sua categoria (45 a 49 anos) no Triathlon, após uma performance elogiável, principalmente no mar.
    A natação é o trunfo de Marcos, que foi o segundo a sair da água e confirmou a primeira vitória em 2018. É nadando que ele se aproxima dos profissionais e assume isso com certa modéstia. “Nado relativamente bem, então eu saí e tentei pegar o ritmo dos primeiros ali. Mas depois perdi posições na bike porque os profissionais pedalam muito mais forte que eu” analisou.
    Com vasta experiência no mundo XTERRA, Castelo já participou, inclusive, da prova internacional, na Ilha de Maui, em 2015. Lembrando isso, o triatleta já planeja competir no XTERRA Brazil, no próximo mês de maio. “Voltei esse ano e quero fazer o circuito completo. Ia comprar o pacote para adquirir maiores descontos, mas aí descobri que a premiação da etapa dava a cortesia para a próxima. Dei sorte! Agora vou inscrever o resto da família para Ilhabela porque quero ser campeão do ranking e me divertir sempre ao lado dos filhos e da minha mulher”. Ao ser questionado sobre a possível nova participação no Havaí, ele brinca: “Comecei bem né? Com o pé direito, vamos ver, vamos ver”, responde aos risos.
    Como muitos outros atletas, Castelo competia no triathlon de asfalto e o mesmo diz que participar do XTERRA foi uma grata surpresa. Depois de ter feito provas urbanas, ele garante que não tem nada como o off-road. “Eu estava querendo voltar a fazer Ironman e aí no ano passado fiz o Ironman em Florianópolis, mas depois de Floripa eu pensei: ‘Esquece. Isso não é para mim, o XTERRA é muito mais legal’, ”concluiu o atleta.
    Entre todas as características do festival, Castelo cita que o melhor mesmo é a vibe familiar. Por isso ele sempre aproveita as etapas ao lado da esposa, que compete em alguma Trail Run, e dos filhos, que se divertem no Kids. O gosto pelo XTERRA não é algo exclusivo do pai. “Se perguntar para eles (filhos) aonde querem ir, eles vão falar o XTERRA”, revela.
    Apesar da diversão em família, da oportunidade de viajar e passar mais tempo ao lado dos filhos, Castelo não esconde seu espírito competitivo. “Na verdade, o legal esportivamente falando, é que o XTERRA permite que amadores e profissionais larguem juntos, então vai todo mundo junto. Isso dá até para comparar sua performance com a deles e até tentar ficar próximo dos melhores. É sempre difícil, mas eu consigo”, afirma com segurança.

    Embaixadora XTERRA vibra com primeira conquista e revela rotina pesada

    Em Costa Verde, Carol Almeida venceu a Trail Run 10 km em sua categoria e ressaltou ter dias de muito compromisso com o trabalho e com o esporte

    Carol Almeida posa sorridente no lugar mais alto do pódio XTERRA e exibe sua medalha

    Dizem que São Paulo é o estado com o maior número de trabalhadores aplicados do Brasil. Dizem também que todo paulista é agitado e não costuma ter tempo nem mesmo de dar um segundo beijo ao cumprimentar uma pessoa. Ao conhecermos um pouco mais sobre a vida de Carolina Almeida, embaixadora XTERRA de Trail Runs podemos constatar que isso não é apenas um boato. Aos 26 anos de idade, Carol se desdobra entre a vida profissional, de atleta e a de influenciadora digital. Determinação, paixão pelo esporte e necessidade de adrenalina são os fatores motivacionais da morena, que possui todas as características de uma digna embaixadora.
    Em suas duas primeiras participações no XTERRA, em 2017, Carol não conseguiu figurar no lugar mais alto do pódio, chegando no máximo, a ganhar uma medalha de prata em sua categoria (20 a 29 anos). Em sua terceira etapa, ela saiu de Costa Verde com o título (enfim) de campeã da Trail Run 10 km da categoria e já pensa na próxima fase do circuito, em Ilhabela.
    Apaixonada pela natureza, ela diz que o XTERRA é muito mais que uma prova, é algo que faz parte da sua vida. “O XTERRA proporciona uma experiência né? Hoje, chegando aqui, eu vi uma família e falei para minha mãe ‘meu futuro é esse! Acho que vou vir fazer uma corrida, meu marido um triathlon e meu filho correrá no kids’. E é isso, uma experiência completa em família. Em maio já estou confirmada e não vejo a hora de correr novamente em Ilhabela. Quero vencer lá também ” diz Carol, formada em publicidade e propaganda pela Universidade Anhembi Morumbi.

    Carol Almeida e mãe 2Carol contou com a torcida de sua mãe Maria Lúcia, que fez questão de abraçar a filha na linha de chegada

    Apesar da ótima performance e da boa forma visível, nossa embaixadora tem uma rotina agitada e de muito gosto. A publicitária trabalha 12 horas por dia e adora compartilhar os detalhes de seu dia a dia com seus quase 25 mil seguidores no Instagram (https://www.instagram.com/carol_almeida29/). Para quem quer saber como manter esse ritmo corrido na cidade e ainda ser incrível no off-road, basta seguir a moça nas redes sociais e se inspirar. “Eu mostro para as pessoas que é possível ter uma vida normal, uma rotina intensa de trabalho, cuidar de casa também, praticar um esporte e ainda continuar feliz, alegre e transmitindo coisas boas”, conta Carol.

    Carol Almeida em percurso difícil de Trail RunCarol Almeida não desistiu do percurso desafiador do XTERRA Costa Verde

    Engana-se quem pensa que Carol Almeida reclama do cansaço. Ao contrário! Ela não está nem perto de desacelerar. “Para mim o esporte faz isso, une as pessoas em uma energia incrível, que se move por algo maior. Ser embaixadora do XTERRA, uma prova que une o esporte e a natureza, para mim fecha a conta. Eu não me vejo parando de fazer isso e nem distante do XTERRA”, admite.

    XTERRA Costa Verde 2018 teve lotação em nova modalidade e surpresas nos resultados

    O XTERRA Costa Verde foi a centésima etapa do evento no Brasil e recebeu mais de 2.500 atletas no Portobello Resort & Safári, em Mangaratiba

    A largada da Trail Run 21 km em Mangaratiba contou com atletas de todas as idades. Foto: Thiago Lemos

    A centésima etapa do XTERRA no Brasil também foi a primeira da temporada 2018. Em dois dias ensolarados de competições na área externa do Portobello Resort & Safári, em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, o XTERRA Costa Verde contou com mais de 2.500 atletas amadores e profissionais. O festival contou com a modalidade de Aquathlon (1 km de natação + 5 km de corrida) pela primeira vez na sua história e teve resultados inesperados, com favoritos sendo superados no Triathlon, na Trail Run 21 km e no Swim Challenge 1,5 km.

    Triathlon

    A principal modalidade do XTERRA teve sua primeira prova do ano lotada e com resultado surpreendente entre os homens. Na categoria feminina a atual tetracampeã Sabrina Gobbo começou a nova jornada vencendo com facilidade, com mais de 9 minutos de diferença para a segunda colocada, Brisa Melcop. O paranaense Felipe Moletta, que já ganhou o ranking em seis oportunidades (2011, 2012, 2014, 2015, 2016 e 2017), travou uma disputa acirrada com o paulista Fernando Toldi, que debutou no mundo off-road com uma vitória marcante e significativa. O objetivo era diversão somente, mas agora Toldi passa a sonhar também com o título anual.

    Fernando Toldi foi o grande vencedor do Triathlon em Costa VerdeFernando Toldi foi o campeão do triathlon no XTERRA Costa Verde. Foto: Thiago Lemos

    “Foi divertido demais, adorei a prova e o clima do XTERRA. Agora eu vou tentar também competir pelo título, pois percebi que é possível. Obviamente não vou conseguir ir em todas as etapas porque tenho outro foco no momento, mas gostaria bastante de ser campeão, assume. “Acredito que venci no percurso de MTB, pois ali eu realmente me superei e consegui chegar bem parelho com o Moletta, tinham trechos muito escorregadios e técnicos. Como não tive o treinamento específico fiquei meio inseguro, mas me saí até melhor do que esperava. Depois eu sabia que dificilmente ficaria para trás na parte da corrida”, completa Toldi, analisando a prova.

    Aquathlon
    A prova inédita de 2018, o Aquathlon, teve inscrições esgotadas, com 200 atletas competindo na praia particular do Portobello. A competição foi dominada pelo carioca Eduardo Gonzalez e pela paulista Clarissa Brito, que entraram para a história do XTERRA como os primeiros vencedores. Nadadores há mais de 20 anos, Dudu e Clarissa abriram vantagem no trecho da natação e aceleraram na corrida, que teve o caminho bem escorregadio devido à quantidade de lama oriunda das chuvas em dias anteriores.
    “O percurso estava muito difícil, choveu bastante nessa semana e a distância de 5 km pareceu ser 10 km na verdade. Estava bem deslizante e tive que explorar bastante a técnica. Mas foi tudo excelente, o XTERRA está de parabéns e é sempre uma viagem maravilhosa por evento. Não são 100 etapas à toa”, explicou Dudu Gonzalez, aproveitando para elogiar o formato XTERRA.

    Largada do Aquathlon Costa Verde 2018A primeira prova de Aquathlon do XTERRA teve vagas esgotadas e muita festa. Foto: Thiago Lemos

    Trail Runs (10 km e 21 km)

    Nas Trails Runs o percurso estava extremamente desafiador, um dos mais difíceis até hoje segundo depoimento de vários corredores, que contavam aos risos a quantidade de escorregões. E o inesperado aconteceu. O atual campeão do ranking Antônio Gonçalves perdeu os 100% de aproveitamento na história do XTERRA Trail Run 21 km. Agora com 8 vitórias em 9 participações, o mineiro natural de Piau correu no sacrífico, com uma lesão por estresse na coxa direita e um tratamento prévio à base de muita injeção. Apesar da contusão, ele chegou atrás somente de Raphael Valverde. Entre as mulheres nada mudou, Geisla dos Santos, campeã de 2017, venceu com sobras e permanece sendo a candidata ao título de 2018.
    Na menor distância, a Trail Run 10 km, os destaques foram Nilton dos Santos e Solange Mariano, que dominaram do início ao fim. O XTERRA Kids contou com mais de 150 crianças de até 13 anos de idade correndo em pequenos percursos de 50m a 1km. A prova finalizou o XTERRA Costa Verde num clima descontraído e familiar.

    Pódio da Trail Run 21 km teve Raphael Valverde superando Antônio GonçalvesRaphael Valverde superou o sempre favorito Antônio Gonçalves nos 21 km de Trail Run. Foto: Thiago Lemos

    Swim Challenge (1,5 m e 3 km)
    Nas provas de natação em mar aberto os atuais detentores dos títulos entre os homens permaneceram nos lugares mais altos do pódio. Daniel Cunha (1,5 km) e Artur Pedroza (3 km) seguem sem dar chance ao azar e dominantes em suas respectivas modalidades. Nas categorias femininas, a atual vice-campeã da distância de 1,5 km, Clarissa Brito, não obteve o sucesso constante de 2017. A paulista, que triunfou no Aquathlon, chegou em terceiro lugar em sua especialidade. “Ah, fiquei um pouco triste porque tive um imprevisto com a roupa de natação e aí não pude aquecer direito. Não sei se venceria a prova, mas gostaria de ter competido com a preparação prévia de sempre”, lamentou Clarissa Brito.
    A grande campeã foi a atleta profissional do Club de Regatas Vasco da Gama, Gabriela Alves, que posou sorridente com seu 1° troféu XTERRA e deu o primeiro passo rumo ao título do ranking.

    Gabriela Alves, a campeã do Swim Challenge 1,5 kmA vascaína Gabriela Alves posou com seu primeiro troféu XTERRA. Foto: Divulgação vasco.com.br

    O XTERRA Costa Verde, que foi apresentado pelo SESI, tem todos os resultados disponíveis no link https://goo.gl/UT7ZcC. A próxima edição do XTERRA Brazil Tour 2018 será a etapa qualificatória para o Mundial do Havaí, o XTERRA Brazil, em Ilhabela, nos próximos dias 12 e 13 de maio.

    Do sofá às trilhas: O que você precisa saber sobre o treinamento de base

    Artigo escrito por Mimi Stockton, 5 vezes campeã mundial do Triathlon XTERRA em sua faixa etária 

    A periodização do treinamento é a melhor forma de se preparar para uma prova intensa como uma de off road. Hoje, vou falar sobre a primeira etapa dessa técnica – o treinamento de base – e também mostrar a importância dele para te tornar o melhor atleta de XTERRA que você pode ser.

    Não se engane achando que é moleza! Essa é uma parte muito importante do seu treinamento. O propósito do treinamento de base é preparar o seu corpo para as atividades físicas de mais intensidade e reduzir as chances de lesão durante os treinos e a prova. Quanto ao tempo que ele dura, não existe muita regra. Tudo depende da distância com a prova, o tempo que cada atleta ficou parado, e a condição física de cada um.

    A parte mais chata começa agora. Muita gente acha que esse treinamento é sinônimo de longos quilômetros de exercício maçante. Bom, não é sempre assim. Durante muitos anos se debateu sobre como se preparar para uma prova e essa conversa tem sido ainda mais intensa com o avanço das tecnologias do esporte.

    Na verdade, existem duas formas de fazer o treinamento de base, e nós vamos discutir ambas.

     

    O treinamento de base pode ser progressivo ou intenso

    Existem duas formas de fazer o treinamento de base. A primeira delas, e a mais tradicional, é fazer treinamentos leves e longos, e ir aumentando a intensidade com o tempo. Essa é uma ótima estratégia para quem tem bastante tempo para se dedicar antes de uma prova. E também para os iniciantes.

    Por outro lado, você também pode apostar em treinamentos curtos e intensos, que servem para um mesmo objetivo final. É uma boa solução se você não tem mais do que 8 horas por semana para se dedicar aos treinos; ou se nunca para completamente de treinar entre uma temporada e outra.

    Treinamento de base para iniciantes

    Então, como é que isso funciona na prática? Para os novatos de XTERRA, o mais importante é aumentar a capacidade aeróbica, a técnica (vale até fazer algumas aulas de natação), trabalhar com muita força na musculação e assim se preparar gradualmente para aguentar as fases mais intensas do treino.

    Mas não se iluda. Esse não é um treinamento fácil e não tem certo ou errado. Todo mundo é diferente e tem objetivos diferentes. Depende de tempo, recursos e muitos outros fatores para saber o que você pode ou não fazer. Pense no que você precisa melhorar, ou não, e crie um plano que vai funcionar para o seu corpo. Se você é iniciante, é bom deixar o treino mais intenso para o segundo ou terceiro mês. Isso vai ser importante para o seu corpo aguentar o que está por vir. Paciência é a palavra!

    Porém, se você já fez muitas provas do XTERRA ao longo do ano e não ficou muito tempo parado, você pode começar com uma intensidade maior e o seu treinamento vai ser completamente diferente.

    De qualquer forma, você está treinando e se preparando para um  XTERRA, esforçando-se para alcançar um objetivo incrível! E isso é sempre uma coisa boa.

    Artigo publicado de forma original em https://www.xterraplanet.com/2018/03/xterra-couch-trail-breaking-down-base-training

    Triatletas do asfalto disputarão o XTERRA pela primeira vez em Mangaratiba

    Buscando motivação no esporte, diversão ou adquirir experiência, Fernando Toldi e Débora Boaretto chegam ao maior evento off-road do mundo

     

    Além de ser a centésima etapa no Brasil e contar com a modalidade de Aquathlon, o XTERRA Costa Verde 2018 terá mais uma novidade: a participação de dois triatletas profissionais do asfalto, Fernando Toldi e Débora Boaretto, que se arriscarão no Triathlon off-road pela primeira vez, porém por motivos diferentes e um em comum. Ele busca se desafiar e adquirir vivência no cenário off-road, já ela está atrás de uma motivação para seguir a carreira de esportista, todavia a certeza é que ambos esperam encontrar muita diversão.

     

    Competindo profissionalmente há quatro anos, o paulista Fernando Toldi é bicampeão do Troféu Brasil e ficou em terceiro lugar no Ironman do Equador (2015) e no Ironman da Tailândia (2017). Apesar de feitos marcantes em tão pouco tempo, Toldi reforça ser especialista no asfalto e garante que os treinamentos na natureza não são habituais, porém demonstra uma pequena ponta de otimismo.

     

    “Não costumo treinar outdoor, apenas quando vou para São Bento do Sapucaí, onde meu avô tem uma fazenda e é excelente para a prática da modalidade. Sempre tive vontade de correr uma prova do XTERRA, testar meu nível na natureza mesmo e vou para Costa Verde sem nenhuma preparação específica, mas certamente vou curtir e ganhar muita experiência. É capaz de eu me sair bem mesmo assim, vamos ver”, supõe aos risos.

     

    Toldi explica também que competir no XTERRA irá ajudar em sua formação de ciclista e acha importante todo atleta indoor ter um pouco de contato com as provas off-road. “O MTB ajuda a desenvolver potência e explosão por conta de percursos íngremes e acidentados, é importante para ser um ciclista completo. Aprimorar as habilidades técnicas e trabalhar a força é crucial, obviamente com cautela, pois os riscos são maiores, mas a migração para a natureza é válida aos poucos”.

     

    Já a carioca Débora Boaretto sofreu alguns traumas durante suas pedaladas no asfalto, desde quedas resultantes em lesões graves até um assalto, em 2013, que lhe rendeu uma fratura na clavícula. Aos 32 anos de idade, Débora conta que perdeu a paixão em pedalar em provas urbanas e que o XTERRA promete ser a solução para resgatar um “romance” adormecido. “Resolvi mudar porque ando sem motivação para treinar bike no asfalto, por diversos motivos, então para me manter no esporte achei que seria uma boa alternativa. Acredito que vou me divertir bastante”, cogita a atleta.

     

    Tricampeã brasileira de natação nos 100m peito no início dos anos 2000, alguns pódios conquistados em Ironman e até participação no Mundial de Ironman (70.3) na Áustria, em 2015. Com tudo isso Débora Boaretto já se sente realizada esportivamente, mas ainda quer reconquistar a alegria durante os treinos. A prática no MTB começou no fim de 2017 e o pouco tempo de treinamento já lhe parecem ser benéficos.

     

    Débora Boaretto quer recuperar a confiança na bike

     

    “Fiquei com medo de furtos, acidentes, quedas, já fraturei a clavícula duas vezes e o MTB está me ajudando a recuperar a autoconfiança na bike e em mim mesma, pois com medo as reações se alteram. Além disso o é tudo muito caro nesse mundo do triathlon, cada inscrição é um absurdo, então comecei a me questionar sobre minha participação. Estou na fase de descobrir o que vale a pena ou não!  E o XTERRA, financeiramente falando, é bem mais acessível do que as provas de asfalto”, revela Boaretto.

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