Equipe inscreve mais de 150 atletas para o XTERRA Costa Verde

Equipe Chivunk é presença constante nas etapas do XTERRA. Foto: Rafael Khalid

 

A equipe carioca Chivunk largou na frente na disputa do ranking de assessorias esportivas do XTERRA 2018. Com exatas 163 inscrições para a primeira etapa do ano, ela tem tudo para abrir vantagem sobre as concorrentes. No entanto, Neyfson Borges, um dos fundadores do time, garante que o foco sempre é melhorar a qualidade de vida de seus membros e incentivá-los a praticar algum esporte de força.

 

Atualmente a Chivunk conta com mais de mil seguidores em sua página oficial do Facebook e seus 163 atletas presentes no XTERRA Costa Verde estarão bem distribuídos entre as Trail Runs, Triathlon, Aquathlon e Swim Challenge. O segredo de tanto engajamento é exatamente o leque de modalidades oferecidas, como explica Neyfson. “Boa parte quer se inscrever por causa da diversidade de provas mesmo, por isso adoramos tanto o XTERRA, pois tem gente que vai para nadar, outros vão correr 10km, outros mais preparados vão correr 21km, outros vão pedalar. Tem eventos que não dão essa oportunidade e acabam limitando o público”.

 

Até a filha caçula de Neyfson, Morena Borges, já usa uniforme da Chivunk

 

Neyfson, que é capitão da Polícia Militar e serve no Batalhão de Polícia de Choque, explica que a Chivunk surgiu por influência militar. Inclusive, o grupo já teve outro nome. “O pessoal do BOPE, do Choque, de Comandos, enfim, das Forças Especiais do Estado, reuniu-se para participar de uma prova de corrida com obstáculos há três anos. Eu fui convidado para a segunda prova desse tipo e começamos a discutir que seria legal levar as esposas também. A ideia passou a ser essa no início: militares de forças especiais e seus familiares correndo juntos. Criamos o nome Equipe 360 porque é uma posição de operações especiais e porque praticávamos todos os esportes, seja corrida, ciclismo, saltos, natação, qualquer um”, revela.

 

A mudança na alcunha veio devido à existência de um grupo homônimo, então o termo “Chivunk”, oriundo do mundo militar, foi a segunda opção e a de melhor encaixe. O capitão Borges explica o significado. “Representa um ‘gás a mais’, quando você acha que não vai mais conseguir fazer nada, quando passa mal e ainda assim continua em pé, sabe? É aquela última força que vem de dentro para superar o seu próprio corpo”.

 

O capitão Borges demonstra seriedade ao trajar a farda da Polícia de Choque do Rio de Janeiro

 

A obsessão pelo primeiro lugar do ranking de assessorias esportivas nunca existirá, segundo o capitão, pois o lema da Chivunk é incentivar a prática de esportes (não necessariamente a corrida) e melhorar a qualidade de vida de seus representantes, mas o prêmio viria para coroar um time muito unido e focado.

 

“Seria legal vencer para levantar o moral da equipe, dar mais credibilidade e aproveitar um desconto legal para 2019. Somos pessoas que valorizamos o ego no sentido de satisfação pessoal, então não é uma meta nossa ganhar o ranking. O mais importante mesmo é saber que 163 pessoas estão indo para cuidar da saúde, para melhorar o rendimento físico e se divertirem juntas. A ideia da Chivunk sempre foi melhorar a qualidade de vida dos familiares de militares. Cada um ajuda o outro, sempre incentivando esportivamente”, explana Neyfson, que já foi atleta de saltos ornamentais e atualmente pratica musculação, natação, corrida e ciclismo.