Lição de vida: XTERRA MTB Cup tem história de muita superação, em Ipatinga (MG)

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Dizem que não há limites quando temos um objetivo bem traçado. A afirmativa faz ainda mais sentido para Alexandro Alves de Oliveira. Natural de Belo Oriente, cidade mineira com mais de 250km de distância para a capital Belo Horizonte, o aficionado por competições de mountain bike fez sua estreia oficial no XTERRA Brazil Tour, no último fim de semana, e retornou na bagagem com muita mais do que uma simples medalha por sua participação.
À primeira vista, essa história pode parecer comum a qualquer competidor que gosta de viajar em busca de novos desafios. E até seria. Não fosse o fato de Alex, como é conhecido, ter perdido uma parte do braço há 25 anos em um acidente automobilístico. Sem tempo para lamúrias e traumas, ele preferiu encontrar na bicicleta uma forma de tornar sua vida muito mais prazerosa.
“É preciso lutar sempre e nunca desistir dos seus sonhos. Costumo dizer que é diante dos maiores obstáculos da vida que conseguimos nos tornar melhor e arranjar meios para superarmos as adversidades. Só é derrotado aquele que fica parado e com pena de si mesmo. Eu quero e procuro fazer diferente. Sempre gostei de praticar esporte e não há nada que vá me fazer largar minhas metas”
Disposto a fazer a diferença, Alexandro, que tinha apenas dez anos quando sofreu o acidente que mudaria sua trajetória, acordou cedo no último domingo (9) e, na companhia de amigos, encarou uma viagem de cerca de 28km até chegar a Ipatinga (MG), cidade sede do XTERRA Vale do Aço. Entusiasmado com sua primeira participação no maior festival de eventos off´-road do planeta, ele não escondeu sua satisfação por ter disputado o XTERRA MTB Cup e prometeu retornar ainda mais preparado em breve.
“Foi minha primeira experiência no XTERRA Brazil Tour. Pela grandiosidade do evento, você sempre imagina coisas boas, mas acho que para estreia foi muito melhor do que eu poderia imaginar. Irado demais. Quero voltar o mais rápido possível e desafiar os meus limites. É muito importante termos a presença de um festival desse porte em nossa região. Serve como incentivo aos mais jovens, movimenta a economia e mostra, na prática, a importância de atividades físicas na vida de todos os cidadãos”, complementou.
A emocionante história de superação ganhou contornos ainda mais interessantes, quando Alexandro foi chamado para subir ao palco e receber sua premiação. Com o tempo de 03:15:13, o mineiro terminou o XTERRA Cup PCD, categoria criada para pessoas portadoras de alguma deficiência física, na honrosa terceira colocação.