Por menos sódio: veja a relação entre os hábitos alimentares e longevidade

EuAtleta - batata frita hambúrguer sódio na alimentação (Foto: Getty Images)

Por Guilherme Renke/ Eu Atleta

Nesta semana foi publicado na revista “JAMA” um estudo que mostra quais fatores alimentares estão associados ao maior índice de mortalidade por doenças cardiovasculares e metabólicas nos Estados Unidos, incluindo diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral e doença cardíaca. O estudo aponta dados impressionantes: 45,4% de todas as mortes por doenças cardiometabólicas em adultos no ano de 2012 estiveram associadas a um consumo deficiente de fatores alimentares específicos.

A maioria desses óbitos foi causada por doença cardiovascular (506.100 óbitos), seguida por acidente vascular cerebral (128.294) e diabetes tipo 2 (67.914), relatou a pesquisadora Renata Micha, que é PhD da Tufts Friedman School of Nutrition Science and Policy, em Boston (EUA).

O problema do excesso do sódio escondido nos alimentos

Sabemos que o uso do sódio pela indústria alimentar é prática comum, em especial, para conservar alimentos congelados. Um consumo excessivo desses produtos alimentares ultrapassa facilmente os valores nutricionais máximos recomendados pelas sociedades médicas. De fato, a ingestão elevada de sódio foi o maior contribuinte dietético para a mortalidade cardiometabólica em 2012, representando cerca de 9,5% das mortes (n=66.508), como mostra o “Journal of the American Medical Association”.
O baixo consumo de castanhas e sementes

Houve uma relação importante entre o baixo consumo de castanhas, nozes e sementes, ocupando o segundo lugar na lista. Esses alimentos ricos em gorduras mono e poli-insaturadas fazem parte de muitas dietas saudáveis como, por exemplo, a dieta do mediterrâneo. Nesse estudo o baixo consumo de castanhas e sementes foi associado a 8,5% das mortes (n=59.374 mortes).
Outros fatores dietéticos que contribuem para a mortalidade cardiometabólica
1. Consumo de carnes altamente processadas: 8,2% das mortes (57,766)
2. Baixa ingestão de Ômega 3 dos frutos do mar: 7,8% (54,626)
3. Baixa ingestão de legumes: 7,6% (53,410)
4. Baixa ingestão de frutos: 7,5% (52,547)
5. Consumo de bebidas com elevado teor de açúcar: 7,4% (51 694)

Qual impacto de uma modificação alimentar em um período de 10 anos?
Outra avaliação curiosa dos pesquisadores foi o significativo aumento, entre os anos de 2002 e 2012 da ingestão de gorduras poli-insaturadas, o que diminuiu a taxa de mortalidade em até 20,8%. Além disso, segundo o estudo, o aumento da ingestão de castanhas, nozes e sementes em 10 anos diminuiu a taxa de mortalidade em 18%, e a queda na ingestão de bebidas açucaradas se relacionou com uma diminuição da mortalidade em 14,5%.

Vale ressaltar que identificar a relação dos alimentos com as doenças cardiometabólicas é essencial para identificar prioridades, orientar no planejamento nutricional do indivíduo e criar estratégias para alterar esses hábitos alimentares buscando a melhora da saúde. Por isso, tenha sempre acompanhamento do médico e do nutricionista para realizar seu planejamento alimentar de forma saudável e com segurança.
Referências:
1 – Micha R, et al "Association between dietary factors and mortality from heart disease,
stroke, and type 2 diabetes in the United States" JAMA 2017; DOI:10.1001/jama.2017.0947.

Fonte: (http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2017/03/por-menos-sodio-veja-relacao-entre-os-habitos-alimentares-e-longevidade.html)