História de Superação: Após lutar contra um câncer, Renata corre no XTERRA Brazil para superar seus limites

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Em muitos casos um diagnóstico médico pode significar o fim da linha para alguns. A frustração, ansiedade e falta de motivação para lutar contra um problema pode gerar um processo irreversível. No entanto, existem pessoas que usam esses casos para saírem da mesmice e viverem de uma forma jamais imaginada. É o caso de Renata Bocault. Diagnosticada com câncer no útero e ovário há alguns anos, ele jamais esmoreceu e prometeu para si lutar com unhas e dentes contra a doença. Inspirada pelo marido Sergio Bocault, triatleta com mais de 20 anos de experiência, ela viveu uma nova sensação no fim do ano pa. Durante o XTERRA Brazil, etapa Ilhabela (SP), a paulista fez sua primeira prova de trail run. Nitidamente emocionada, ela comemorou muito o fato de ter chegado ao fim do percurso em sua primeira oportunidade no maior festival de esportes outdoor do planeta.
Marido e grande exemplo para Renata, Sergio explica como o diagnóstico transformou a vida dos dois. Imerso no meio esportivo há muitos anos, ele usou sua vivência como atleta para motivar e transformar completamente a vida de sua esposa.
“Há alguns anos, ela teve diagnosticado um princípio de câncer no útero e ovário. No começo isso mexe bastante com a gente. Ficamos meio atônitos, sem saber o que fazer. Com o tempo vamos percebendo que aquilo ali não é necessariamente o fim, mas também pode ser o começo de uma bela jornada. Nos apegamos nisso e encontramos no esporte algumas saídas para nos livrarmos deste problema momentâneo”, explicou.
Exemplo de superação, Renata conta como começou seu interesse pela corrida. Usando seu marido como principal alicerce, ela resolveu experimentar novas sensações e encontrou na corrida uma forma de recomeço e felicidade.
“A vontade surgiu por ver e acompanhar o meu marido sempre competindo. Ele tem uma rotina de atleta há muitos anos e eu também resolvi ver como era essa sensação. Confesso que gostei demais e quero voltar. Comecei a treinar mais sério tem uns dois meses. Sei que ainda não estou 100%, mas estou muito feliz por ter completado a prova. Isso é só o começo de uma longa caminhada. Vou chegar ainda mais longe”, disse.
Acostumada a fazer exercícios dentro de academias, a paulista explica como a corrida a tirou de uma zona de conforto e mudou a forma de enxergar a vida. Além disso, deu conselhos àquelas pessoas que pretendem ultrapassar seus próprios limites.
“Mudou muita coisa dentro de mim desde que comecei nessa vida das corridas. Você sai de um ambiente fechado e começa a conviver diariamente em contato com a natureza. Isso não tem preço que pague. No começo é bem complicado, mas aos poucos tudo vai melhorando. Com paciência, os resultados chegam e você se sente satisfeita por estar cuidando da sua saúde de uma maneira prazerosa”, concluiu.