Vice-campeã do XTERRA Triathlon em 2016, Laura Mira traça metas ambiciosas para a nova temporada

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Donas de uma disposição fora do comum, as mulheres se destacam mais a cada ano dentro do XTERRA Brazil. Com muito talento e coragem, elas deixam muitos marmanjos no chinelo e mostram um rendimento espetacular. O XTERRA Triathlon é prova disso. Com disputas acirradíssimas, a modalidade fez com que a temporada de 2016 tivesse ainda mais adrenalina. Disputado segundo a segundo, o módulo feminino da competição teve emoção até o fim. Sabrina Gobbo faturou o título do ranking, mas teve de suar muito por esta conquista.
Vice-campeã da temporada passada, Laura Mira está em grande fase e quer consolidar-se ainda mais em 2017. Com plano para lá de ambiciosos, ela contou como pretende dividir seu tempo e brigar pelo lugar mais alto do pódio durante as provas que serão realizadas ao longo deste ano.
XTERRA Brazil: Como você avalia sua participação na temporada 2016. O que pretende trazer de novidades para este ano?
Laura: Estou me sentindo em plena evolução! Fui vice-campeã nacional e Top10 no ranking Pan-Americano. Acho que sempre podemos aprender mais. Sei que dei o melhor de mim e os resultados me deixaram muito feliz. Que novidades guardo para este ano? Teremos que esperar para ver. Espero que boas novas venham por aí.
XTERRA Brazil: Como está seu planejamento para as provas? Qual vai ser o seu maior foco?
Laura: Gostei muito de participar do XTERRA Pan-American Tour. Poder conhecer novas culturas e disputar com meninas de outros países foi bastante interessante. Fique com a nona colocação no geral. Estava em sexto, mas não pude participar da final nos Estados Unidos por falta de recursos. Este ano, eu vou tentar ficar no TOP5. Este será meu maior foco. Além disso, pretendo correr o ranking XTERRA Brazil novamente. Não quero ficar de fora da disputa e farei o máximo para administrar bem o volume de provas.
XTERRA Brazil: Você travou uma briga muito acirrada com a Sabrina em 2016. Qual o segredo para tornar-se campeã do ranking nesta temporada?
Não tem segredo. Acredito no trabalho contínuo, na dedicação, e em uma busca sólida por resultados cada vez melhores. Estou no Cross Triathlon há apenas quatro anos, e antes sequer montava uma MTB. Sinto que estou crescendo, ganhando força, confiança e maturidade neste esporte. Há ainda muito para aprender, mas sou nova. Minhas adversárias são fortes, experientes e a disputa foi intensa em 2016. Tenho certeza que 2017 não será diferente. Novas meninas estão surgindo cheias de vontade e gás para surpreender no circuito. Então, o jeito é cuidar de mim mesma. Se eu puder me vencer a cada dia, sei que poderei vencer qualquer dia desses.
Tem planos de disputar etapas internacionais do XTERRA?
Sim. Vou iniciar minha temporada com as provas do XTERRA Pan-American Tour na Argentina e Chile.
XTERRA Brazil: Há quantos anos você participa do circuito XTERRA Brazil? Conte-nos uma etapa inesquecível.
Laura Mira: Participo do XTERRA Brazil desde 2011. Corri as provas de Trail. Em 2012 disputei o Triathlon de Mangaratiba. Estava treinando e arrisquei me inscrever na elite. Fui terceira colocada. Depois desta empolguei e não parei mais.
Para mim, as etapas mais marcantes até hoje, foram três: Paraty 2014 – minha primeira vitória, com minha mãe, vó e irmã na torcida – , Short Mangaratiba 2015 – onde sofri duas quedas na bike (trinquei a mão, costela, o queixo, rompi parcialmente os ligamentos do ombro e tornozelo), corri os 5km com muita dor, mas consegui manter minha primeira colocação e cruzar a linha de chegada como campeã, direto pra ambulância e pro hospital mas com extrema felicidade (risos) -, e o Xterra Duathlon de Tiradentes – Não sou, particularmente, fã de Duathlons, mas treinei muito para tentar me superar nesta prova, que foi onde conheci o XTERRA e acontece no meu “quintal de casa”. Meu pai estava assistindo. Ele me acompanha e incentiva no esporte desde criança. Estava em terceiro lugar na T2, e ele gritou para mim! Os gritos dele me deram uma força tremenda. Gritei muito quando cheguei! Estava extasiada por ter conseguido e sabia que ele também, por isso significou tanto para mim.
Cada etapa tem algo de inesquecível, mas estas três, seja pelas cicatrizes que deixaram ou pela emoção que vivi, vão ficar marcadas para sempre!